Celebrado em 15 de setembro, o Dia do Mão na Massa (DMM) convida escolas e educadores a transformar ideias em experiências e experiências em aprendizados, valorizando a criatividade, a experimentação e o protagonismo dos estudantes.
Aprender também pode ser colocar a mão na massa. Criar, testar, construir, desmontar e tentar novamente fazem parte de uma forma de aprender que valoriza a curiosidade e o protagonismo dos estudantes.
Criado em 2021 pela Rede Brasileira de Aprendizagem Criativa (RBAC), o Dia do Mão na Massa (DMM) reforça a importância da Aprendizagem Criativa para uma Educação transformadora e lembra que qualquer dia pode ser dia de transformar ideias em realidade.
O que é o Dia do Mão na Massa?
Imagine uma aula em que, antes de encontrar uma resposta, os estudantes precisam testar possibilidades. Uma atividade em que errar não significa simplesmente ter feito algo errado, mas descobrir o que pode ser diferente na próxima tentativa. É com esse espírito que surge o Dia do Mão na Massa.
Celebrado em 15 de setembro, o DMM foi criado em 2021 pela Rede Brasileira de Aprendizagem Criativa (RBAC) como um convite para valorizar práticas que colocam os estudantes no centro do processo de aprendizagem.
A proposta parte da ideia de que aprender também acontece quando fazemos. Ao construir um objeto, desenvolver um projeto, solucionar um problema ou experimentar uma nova possibilidade, os estudantes mobilizam conhecimentos e desenvolvem habilidades enquanto criam.
Por isso, o Dia do Mão na Massa não precisa ficar restrito a uma data no calendário escolar. A celebração também representa uma oportunidade para repensar a maneira como diferentes conhecimentos podem ser explorados no dia a dia.

O que é Aprendizagem Criativa?
A Aprendizagem Criativa é uma abordagem que valoriza a criação, a experimentação, a colaboração e a reflexão como partes do processo educativo. Inspirada nas ideias do educador e matemático Seymour Papert e desenvolvida por Mitchel Resnick, do MIT Media Lab, a abordagem valoriza a ideia de que aprendemos ao criar e construir algo que tenha significado para nós.
Em vez de seguir apenas um caminho para chegar a uma resposta, os estudantes são convidados a imaginar possibilidades, colocar suas ideias em prática, observar os resultados e fazer ajustes.
Nesse processo, o erro ganha outro significado. Ele passa a ser parte do aprendizado, ajudando a entender o que funcionou, o que precisa ser revisto e quais outras soluções podem surgir.
A Aprendizagem Criativa também favorece a autonomia, já que os estudantes assumem um papel ativo na criação, na tomada de decisões e na construção de soluções ao longo do processo.
“A melhor maneira de aprender é fazendo algo que valha a pena ser feito.” Seymour Papert
Qual a importância da cultura maker na Educação?
No contexto educacional, a cultura maker pode transformar a sala de aula em um espaço de investigação e colaboração, em sintonia com propostas da BNCC que valorizam o protagonismo dos estudantes, a resolução de problemas, a criatividade e o pensamento científico, habilidades essenciais para a era digital e para os novos desafios do século XXI.
Na prática, uma proposta maker pode envolver materiais simples, ferramentas, recursos tecnológicos ou até objetos que seriam descartados. O mais importante não está necessariamente no produto final, mas no processo que acontece durante sua construção: imaginar, testar, observar, fazer ajustes e encontrar novas possibilidades.
Ao colocar uma ideia em prática, os estudantes podem desenvolver habilidades como:
- Criatividade;
- Autonomia;
- Pensamento crítico;
- Capacidade de resolver problemas;
- Colaboração;
- Comunicação;
- Persistência diante dos desafios.
Além disso, projetos maker podem conectar diferentes áreas do conhecimento e aproximar conceitos trabalhados em sala de situações reais. Uma atividade que envolve, por exemplo, a construção de um protótipo pode mobilizar conhecimentos de Ciências e Matemática, ao mesmo tempo que estimula a investigação, a colaboração e a busca por soluções.
Assim, a cultura maker encontra na Educação um espaço para transformar o aprendizado em uma experiência mais ativa, na qual os estudantes recebem informações, experimentam, criam e aprendem com o próprio processo.
A cultura maker nas escolas
Na escola, a cultura maker pode ganhar diferentes formatos e aparecer em propostas que envolvem aprendizagem baseada em projetos, investigação, pensamento computacional e abordagem STEAM. Na prática, isso significa criar situações em que os estudantes são convidados a investigar, levantar hipóteses, desenvolver projetos, testar possibilidades e buscar soluções para diferentes desafios.
É nesse processo que o “aprender fazendo”, que citamos algumas vezes no decorrer deste artigo, ganha vida. Ao participar ativamente de cada etapa, os estudantes exercitam o protagonismo, tomam decisões, colocam conhecimentos em prática, trabalham de forma colaborativa e desenvolvem autonomia.
A FTD Educação integra a cultura maker nas escolas por meio de uma parceria com a ZOOM Education for Life, que atua com Educação Tecnológica no Brasil. As soluções da ZOOM combinam metodologias ativas e abordagem STEAM para propor experiências de aprendizagem baseadas em desafios, investigação e elaboração de projetos, aproximando o conhecimento da prática.
A parceria amplia as possibilidades de levar tecnologia e experimentação para o cotidiano escolar, dando espaço para que os estudantes assumam um papel ativo na construção do conhecimento, desde a criação de ideias até os testes, ajustes e descobertas ao longo do processo.
Como levar a cultura maker para a escola?
Não é preciso ter um laboratório sofisticado para começar. A cultura maker pode estar presente em propostas simples, desde que exista espaço para imaginar, experimentar e criar.
Parta de problemas reais: uma boa atividade pode começar com uma pergunta: como reduzir o desperdício de água na escola? Como criar uma solução para organizar determinado espaço? Como construir algo que facilite uma tarefa? Problemas reais ajudam os estudantes a perceber que o conhecimento também pode ser utilizado para transformar situações ao seu redor.
Valorize a experimentação: nem toda primeira tentativa vai funcionar. E tudo bem. Permitir que os estudantes testem diferentes possibilidades ajuda a desenvolver uma postura investigativa. Em vez de buscar imediatamente a resposta certa, eles aprendem a observar, analisar e fazer novas tentativas.
Use materiais acessíveis: papelão, garrafas, tecidos, blocos de montar, papel, madeira e outros materiais podem se transformar em recursos para diferentes projetos. O foco está na possibilidade de criar e explorar, e não na quantidade ou na complexidade dos materiais disponíveis.
Estimule projetos colaborativos: criar também pode ser uma atividade coletiva. Ao trabalhar em grupo, os estudantes precisam ouvir ideias, dividir tarefas, tomar decisões e encontrar soluções em conjunto. Essa dinâmica aproxima a aprendizagem de situações que fazem parte da vida dentro e fora da escola.
Conecte diferentes conhecimentos: um único projeto pode envolver Matemática, Ciências, Linguagem, Arte, Tecnologia e outros componentes curriculares. Construir uma maquete, por exemplo, pode envolver cálculos, pesquisa, planejamento, produção de textos e escolhas visuais. Dessa forma, a atividade ajuda a mostrar que os conhecimentos não existem de maneira isolada.
Mão na massa também é aprender
O Dia do Mão na Massa nos lembra de algo que pode parecer simples, mas tem grande impacto na Educação: às vezes, para entender uma ideia, é preciso experimentá-la.
Criar, testar, errar, ajustar e tentar novamente também são formas de aprender, e quando a escola abre espaço para esse processo, transforma a curiosidade dos estudantes em uma oportunidade para investigar, criar e construir conhecimento.
Afinal, aprender pode começar com uma pergunta, mas, muitas vezes, é quando colocamos a mão na massa que descobrimos onde ela pode nos levar.








