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10 experimentos de Ciências para o 3º ano do Ensino Fundamental
Conteúdo para Aulas Educador

10 experimentos de Ciências para o 3º ano do Ensino Fundamental 

Por FTD Educação

Estimativa de leitura: 12min 43seg

5 de outubro de 2026

De experiências com som e eletricidade estática à observação do crescimento das plantas: confira atividades simples para tornar as aulas de Ciências mais investigativas e aproximar os estudantes dos fenômenos presentes no cotidiano. 

Ensinar Ciências no 3º ano do Ensino Fundamental é uma oportunidade de transformar a curiosidade dos estudantes em investigação. Nessa etapa, observar uma semente germinar, descobrir por que um barco flutua ou perceber como o som se propaga pode ser o ponto de partida para levantar hipóteses, comparar resultados e construir explicações. 

Mais do que apresentar conceitos prontos, o professor pode criar situações em que os estudantes sejam convidados a observar, prever, testar, registrar e discutir o que aconteceu. 

Essa abordagem é especialmente interessante para crianças dessa faixa etária. Atividades práticas e relacionadas a fenômenos cotidianos ajudam os estudantes a perceber que a Ciência não está apenas nos livros: ela aparece na água, no solo, nos animais, nas plantas, nos sons e nas transformações que acontecem ao nosso redor. 

A seguir, reunimos 10 experimentos e atividades de Ciências para o 3º ano do Ensino Fundamental que podem ser adaptados de acordo com os objetivos de aprendizagem e a realidade de cada turma. 

1. Detetives do som: o que há dentro do recipiente? 

Essa atividade transforma a turma em uma equipe de investigadores e mostra que podemos obter informações sobre um objeto mesmo sem enxergá-lo. 

Objetivo: explorar a percepção dos sons e desenvolver habilidades de observação, comparação, formulação de hipóteses e registro. 

Materiais: 

  • pequenos recipientes opacos com tampa; 
  • arroz; 
  • feijão; 
  • algodão; 
  • clipes; 
  • pequenas pedras ou outros materiais disponíveis; 
  • folha para registro. 

Como fazer: 

Coloque diferentes materiais dentro dos recipientes, feche-os e numere cada um. Sem permitir que os estudantes vejam o conteúdo, peça que agitem cuidadosamente os potes. 

A tarefa será tentar descobrir o que existe dentro deles apenas pelo som produzido. 

Antes de revelar as respostas, peça que registrem suas hipóteses. Depois, abra os recipientes e compare as previsões com os resultados. 

Para investigar com a turma: Por que materiais diferentes produzem sons diferentes? O tamanho e a quantidade dos objetos alteram o som? Quais pistas ajudaram a descobrir o conteúdo? 

2. Animais e seus ambientes: quem vive onde? 

Por que um peixe possui características tão diferentes de um pássaro? E por que alguns animais conseguem se camuflar tão bem? 

Objetivo: observar características dos animais e relacioná-las aos ambientes em que vivem. 

Materiais: 

  • imagens de diferentes animais; 
  • imagens de ambientes, como floresta, oceano, rio, campo e regiões secas; 
  • cartolina ou quadro. 

Como fazer: 

Apresente imagens de diferentes animais e peça aos estudantes que observem características como revestimento do corpo, patas, asas, bicos, cores e formato corporal. 

Em seguida, apresente diferentes ambientes e proponha que relacionem cada animal ao lugar em que poderia viver. 

O mais importante não é apenas formar os pares, mas pedir que as crianças justifiquem suas escolhas. 

Pergunte, por exemplo: “Que característica desse animal pode ajudá-lo a viver nesse ambiente?” 

A atividade pode abrir discussões sobre hábitat, sobrevivência e características dos seres vivos, utilizando a observação como ponto de partida. 

3. Desafio do barco: quantas moedas ele consegue carregar? 

Nesta experiência, a turma terá um problema para resolver: como construir um barco que flutue e consiga carregar o maior número possível de moedas? 

Objetivo: investigar flutuação, testar diferentes soluções e introduzir etapas simples de um processo de investigação e construção. 

Materiais: 

  • papel-alumínio; 
  • recipiente grande com água; 
  • moedas ou pequenos objetos de mesmo tamanho. 

Como fazer: 

Entregue a mesma quantidade de papel-alumínio para cada grupo e estabeleça o desafio: construir um barco capaz de transportar a maior quantidade possível de moedas sem afundar. 

Depois da construção, coloque os barcos na água e acrescente as moedas uma a uma. 

Registre os resultados no quadro. 

Depois do primeiro teste, permita que os grupos modifiquem seus barcos e tentem novamente. 

Essa segunda tentativa é importante porque mostra às crianças que um resultado que não funciona como esperado também pode produzir conhecimento. Observar, modificar e testar novamente faz parte da investigação. 

A proposta também permite introduzir de maneira simples a lógica do projeto de engenharia: construir, testar, identificar problemas, redesenhar e testar novamente. 

4. Detetives de pegadas de animais 

Uma pegada pode contar uma história. Seu tamanho, formato e marcas podem oferecer pistas sobre quem passou por determinado lugar. 

Objetivo: desenvolver observação, comparação e interpretação de evidências. 

Materiais: 

  • imagens de pegadas de diferentes animais; 
  • imagens dos respectivos animais; 
  • massinha de modelar; 
  • animais de brinquedo, quando disponíveis. 

Como fazer: 

Mostre algumas pegadas sem revelar inicialmente a qual animal pertencem. 

Pergunte: 

  • Qual animal poderia ter deixado essa marca? 
  • O que faz vocês pensarem nisso? 
  • Há marcas de unhas? 
  • A pegada é grande ou pequena? 
  • Todas as patas parecem iguais? 

Depois, revele os animais e compare as hipóteses. 

Com massinha, os estudantes também podem produzir marcas utilizando patas de animais de brinquedo e comparar os resultados. 

A atividade ajuda a mostrar que cientistas frequentemente precisam interpretar pistas e evidências para chegar a conclusões. 

10 experimentos de Ciências para o 3º ano do Ensino Fundamental

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5. Dia ou noite? Classificando fenômenos e atividades 

O que muda ao nosso redor entre o dia e a noite? 

Objetivo: identificar fenômenos, seres vivos e atividades associados aos diferentes períodos do dia e iniciar discussões sobre a alternância entre dia e noite. 

Materiais: 

Prepare cartões com imagens ou palavras como: 

  • Sol; 
  • Lua; 
  • estrelas; 
  • café da manhã; 
  • jantar; 
  • vaga-lume; 
  • galo; 
  • escola; 
  • dormir. 

Como fazer: 

Em grupos, os estudantes devem separar os cartões entre as categorias dia e noite. 

Depois, compare as classificações. 

Provavelmente aparecerão situações que não se encaixam perfeitamente em apenas uma categoria — e isso é interessante para a discussão. 

O professor pode aproveitar a atividade para avançar para uma questão maior: 

Por que existem dias e noites? 

A classificação funciona, assim, como ponto de partida para abordar a rotação da Terra e a alternância entre períodos iluminados e não iluminados. 

6. Telefone de barbante: como o som viaja? 

O tradicional telefone feito com copos pode se transformar em uma investigação sobre a propagação do som. 

Objetivo: observar como vibrações podem ser transmitidas por diferentes materiais. 

Materiais: 

  • dois copos de papel ou plástico; 
  • barbante; 
  • clipes ou outro material para prender o fio. 

Como fazer: 

Faça um pequeno furo no fundo de cada copo e conecte-os com o barbante. 

Em duplas, um estudante fala enquanto o outro coloca o copo próximo ao ouvido. 

Depois, proponha diferentes testes: 

  • O que acontece quando o barbante está esticado? 
  • E quando está frouxo? 
  • O som muda? 
  • O que acontece se alguém tocar no barbante enquanto o colega fala? 

Peça que as crianças registrem suas descobertas e tentem explicar o resultado. 

A comparação entre o barbante esticado e frouxo permite explorar, de maneira concreta, como o som se propaga e como diferentes condições interferem nessa transmissão. 

10 experimentos de Ciências para o 3º ano do Ensino Fundamental

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7. Balão e eletricidade estática 

Um balão consegue atrair pequenos pedaços de papel sem encostar neles? A pergunta pode gerar um experimento rápido e bastante visual. 

Objetivo: observar efeitos da eletricidade estática. 

Materiais: 

  • balões; 
  • tecido de lã; 
  • pequenos pedaços de papel. 

Como fazer: 

Encha os balões e espalhe pequenos pedaços de papel sobre uma mesa. 

Primeiro, aproxime o balão do papel e observe. 

Depois, esfregue o balão no tecido de lã e aproxime-o novamente. 

O que mudou? 

Os estudantes também podem investigar outros materiais leves e observar quais deles são atraídos. 

Mais importante do que apresentar uma explicação complexa sobre cargas elétricas é estimular as crianças a perceberem que algo mudou depois que o balão foi atritado e ajudá-las a descrever o fenômeno observado. 

O experimento oferece uma introdução simples e visual à eletricidade estática. 

­

8. Miniciclo da água na janela 

Como observar parte do ciclo da água sem sair da sala de aula? 

Objetivo: observar mudanças na água e relacioná-las ao ciclo da água. 

Materiais: 

  • saco plástico transparente com fechamento hermético; 
  • água; 
  • fita adesiva. 

Como fazer: 

Coloque água no saco, ocupando aproximadamente metade de sua capacidade, feche-o bem e fixe-o em uma janela que receba luz solar. 

Ao longo do dia, peça que os estudantes observem o que acontece. 

Eles poderão perceber a formação de pequenas gotículas nas paredes do saco. 

Em vez de explicar tudo antecipadamente, pergunte: 

De onde veio essa água que apareceu na parte de cima do saco? 

Registre as hipóteses e retome a experiência posteriormente para trabalhar as transformações da água e o ciclo da água. 

A proposta permite acompanhar visualmente mudanças na água ao longo do dia e observar a formação de gotículas dentro do recipiente. 

9. Germinação: do que uma planta precisa para crescer? 

Plantar uma semente é uma atividade conhecida, mas ela se torna uma investigação científica quando os estudantes fazem previsões, acompanham mudanças e registram dados. 

Objetivo: acompanhar a germinação e investigar condições necessárias ao desenvolvimento das plantas. 

Materiais: 

  • sementes; 
  • terra; 
  • pequenos vasos ou copos; 
  • água; 
  • régua; 
  • ficha de observação. 

Como fazer: 

Antes de plantar, pergunte: 

Do que uma planta precisa para crescer? 

Registre as hipóteses. 

Depois do plantio, acompanhe o desenvolvimento durante alguns dias ou semanas. 

Os estudantes podem criar um diário de observação, registrando: 

  • data; 
  • tamanho da planta; 
  • quantidade de folhas; 
  • mudanças percebidas; 
  • desenhos; 
  • condições de luz e água. 

Dependendo do planejamento, diferentes grupos podem acompanhar plantas submetidas a condições distintas e posteriormente comparar os resultados. 

A atividade permite trabalhar simultaneamente necessidades das plantas e habilidades como previsão, observação e documentação do processo. 

­

10. Nuvem de algodão: quando começa a “chover”? 

Esta atividade utiliza um modelo simples para ajudar as crianças a visualizar a relação entre nuvens, água e precipitação. 

Objetivo: introduzir discussões sobre formação das nuvens e precipitação por meio de um modelo visual. 

Materiais: 

  • copos transparentes; 
  • algodão; 
  • água; 
  • corante alimentício; 
  • conta-gotas ou colher. 

Como fazer: 

Utilize o algodão para representar uma nuvem e acrescente água lentamente. 

Peça que os estudantes observem o que acontece à medida que o algodão recebe mais água. 

Em determinado momento, a água começará a atravessá-lo e cair. 

Antes disso acontecer, pergunte: 

Quantas gotas vocês acham que serão necessárias para começar a “chover”? 

Cada grupo pode registrar uma previsão e depois contar as gotas. 

Ao final, converse sobre os limites do modelo: o algodão não é uma nuvem de verdade, mas pode nos ajudar a visualizar e conversar sobre determinados processos relacionados à água na atmosfera. 

Como transformar experimentos de Ciências em investigação? 

Realizar uma experiência divertida é importante, mas o potencial pedagógico aumenta quando o professor vai além da demonstração. 

Uma possibilidade é organizar cada atividade a partir de uma pequena sequência: 

Perguntar → levantar hipóteses → experimentar → observar → registrar → comparar → discutir. 

Antes do experimento, pergunte aos estudantes o que eles acreditam que acontecerá. Durante a atividade, incentive a observação e o registro. Depois, reserve um momento para que expliquem o que perceberam e comparem suas conclusões com as hipóteses iniciais. 

Um barco que afundou, uma semente que não germinou ou uma previsão que não se confirmou também podem gerar boas perguntas científicas. 

No 3º ano, portanto, não é necessário transformar cada aula em uma explicação científica complexa. O mais importante é construir progressivamente hábitos de investigação e oferecer oportunidades para que as crianças observem, comparem, classifiquem, registrem informações e comuniquem suas ideias. 

O que trabalhar nas aulas de Ciências do 3º ano? 

Experimentos e atividades práticas não precisam aparecer como momentos isolados do planejamento. Eles podem servir como estratégias para investigar temas trabalhados ao longo do ano. 

Entre os assuntos que podem ser explorados estão animais, plantas, água, solo, matéria, fenômenos relacionados ao ambiente, luz e som, sempre considerando os objetivos de aprendizagem previstos para a etapa. 

Além dos conteúdos, essas experiências contribuem para desenvolver procedimentos próprios da investigação científica, como prever, observar, comparar, classificar e registrar dados. 

Por isso, uma boa pergunta pode ser tão importante quanto o próprio experimento. Quando o estudante é convidado a dizer “O que acha que vai acontecer?”, observar o resultado e explicar “Por que acha que isso aconteceu?”, a aula deixa de ser apenas uma demonstração e passa a favorecer a construção do pensamento científico. 

Ciências se aprende também investigando 

No 3º ano do Ensino Fundamental, experiências simples podem mostrar às crianças que fazer Ciência começa com algo que elas já fazem naturalmente: perguntar sobre o mundo. 

Cabe ao professor transformar essa curiosidade em oportunidades de observar com atenção, levantar hipóteses, buscar evidências, registrar descobertas e compartilhar explicações. 

Assim, mais importante do que realizar experimentos impressionantes é criar situações em que os estudantes possam pensar como pequenos investigadores — descobrindo que a Ciência está presente muito além da sala de aula. 

Baixe o e-book: Roteiro de Atividades para o Ensino Fundamental Anos Iniciais. Preencha o formulário abaixo.

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