O papel do pai na criação dos filhos está passando por uma transformação. Durante muito tempo, a figura paterna foi associada principalmente à provisão financeira, enquanto o cuidado cotidiano, a educação e o vínculo emocional eram vistos como responsabilidades predominantemente maternas.
Mas o que significa ser um pai presente? E como a participação paterna pode contribuir para a formação emocional e social de crianças e adolescentes?
No episódio #24 do Podcast Conteúdo Aberto, Jhully Baptista conversa com Thiago Queiroz, criador do Paizinho, Vírgula!, sobre paternidade, criação de filhos e os desafios de construir uma presença paterna mais participativa.
Qual é o papel do pai na criação dos filhos?
O papel do pai não se resume ao sustento financeiro da família. Prover também pode significar oferecer tempo, afeto, escuta, cuidado, segurança e presença.
A paternidade se constrói na rotina: acompanhar a vida escolar, participar dos cuidados, brincar, conversar, estabelecer limites e estar disponível para os filhos. Mais do que cumprir tarefas, trata-se de construir uma relação.
Thiago também chama atenção para a importância de os homens encontrarem sua própria maneira de cuidar. O pai não precisa reproduzir exatamente a forma como a mãe exerce a parentalidade. Precisa assumir responsabilidade e protagonismo na criação.
Paternidade é responsabilidade compartilhada
A criação dos filhos não deve ser tratada como uma tarefa da mãe na qual o pai eventualmente “ajuda”. Pai e mãe podem construir uma parceria de cuidado, dividindo responsabilidades e participando ativamente da educação.
Essa mudança também depende das relações entre os próprios homens. Conversar sobre paternidade, questionar ausências e incentivar amigos a participarem da vida dos filhos ajuda a transformar uma cultura que, historicamente, permitiu maior afastamento masculino do cuidado.
Quebrando ciclos na parentalidade
Outro ponto importante da conversa é o autoconhecimento. Criar filhos também pode ser uma oportunidade para reconhecer experiências difíceis da própria infância e escolher quais padrões serão interrompidos.
O papel do pai também envolve construir novas referências de afeto, cuidado e masculinidade. Nem toda experiência precisa ser repetida. Pequenas escolhas feitas no cotidiano podem contribuir para relações familiares mais saudáveis e para a construção de novos modelos de paternidade.
