Dia Nacional do Livro: como celebrar a data na escola
Conteúdo para Aulas Educador

Dia Nacional do Livro: como celebrar a data na escola 

Por FTD Educação

Estimativa de leitura: 10min 54seg

19 de outubro de 2026

Celebrado em 29 de outubro, o Dia Nacional do Livro é uma oportunidade para aproximar os estudantes da literatura, ampliar repertórios e transformar a leitura em uma experiência de descoberta. 

Um livro pode apresentar uma história, provocar perguntas, transportar o leitor para outras épocas e lugares ou ajudá-lo a enxergar de maneira diferente aquilo que está bem perto. Por isso, incentivar a leitura na escola vai muito além de desenvolver habilidades de interpretação: significa criar oportunidades para que crianças e adolescentes entrem em contato com diferentes linguagens, culturas, perspectivas e formas de compreender o mundo. 

O Dia Nacional do Livro, celebrado em 29 de outubro, pode ser um bom ponto de partida para fortalecer essa relação entre estudantes e literatura. 

Mas por que a data é comemorada nesse dia? E como aproveitá-la pedagogicamente? A seguir, conheça a origem da celebração, confira ideias para desenvolver na escola e veja sugestões de livros da FTD Educação para trabalhar em sala de aula. 

Quando é comemorado o Dia Nacional do Livro? 

O Dia Nacional do Livro é celebrado em 29 de outubro. A escolha da data está relacionada a 29 de outubro de 1810, marco da história da atual Biblioteca Nacional, quando foi determinada a instalação da Real Biblioteca no Rio de Janeiro. O acervo trazido de Portugal contribuiu para a constituição de uma das principais instituições responsáveis pela preservação da memória bibliográfica e documental brasileira. 

Mais de dois séculos depois, a data convida a refletir não apenas sobre o livro como objeto cultural, mas também sobre a importância de ampliar o acesso à leitura e formar novos leitores. 

Na escola, essa missão assume um significado ainda maior. É nesse espaço que muitos estudantes descobrem autores, gêneros e narrativas que talvez não conhecessem em outros contextos. 

Por que trabalhar o Dia Nacional do Livro na escola? 

A formação do leitor não acontece apenas quando o estudante recebe um texto e responde a perguntas sobre ele. Ela também é construída pela possibilidade de escolher obras, compartilhar impressões, ouvir histórias, conversar sobre personagens, comparar narrativas e descobrir quais leituras despertam sua curiosidade. 

Por isso, o Dia Nacional do Livro pode ser aproveitado para colocar a própria experiência de leitura no centro das atividades. 

A escola pode, por exemplo, apresentar diferentes gêneros literários, promover encontros entre turmas, organizar momentos de leitura coletiva ou permitir que os estudantes recomendem seus livros favoritos uns aos outros. 

Mais do que realizar uma atividade pontual em 29 de outubro, a data pode servir como incentivo para desenvolver uma cultura leitora permanente dentro da escola. 

Como comemorar o Dia Nacional do Livro? 

Não é necessário organizar um grande evento para celebrar a data. Algumas ações simples podem envolver diferentes turmas e componentes curriculares. 

Uma possibilidade é montar uma estação de leitura em um espaço de circulação da escola, reunindo livros de poesia, aventura, suspense, contos, histórias em quadrinhos, literatura brasileira e outros gêneros. 

Outra ideia é realizar um encontro às cegas com um livro: as obras são embrulhadas e recebem apenas algumas pistas sobre a história. Cada estudante escolhe uma delas sem conhecer a capa ou o título. 

Também é possível criar uma parede de recomendações, na qual cada estudante escreve o nome de um livro de que gostou e explica brevemente por que indicaria aquela leitura aos colegas. 

Para turmas maiores, professores podem organizar clubes de leitura, rodas de conversa, podcasts literários, resenhas em vídeo ou trailers de livros. 

A atividade pode ainda ultrapassar os limites da sala de aula. Uma feira de troca de livros, um sarau, uma visita à biblioteca ou a criação de pequenas bibliotecas circulantes são maneiras de envolver toda a comunidade escolar. 

Leia também: Clube do livro: o que é e por que participar de um 

Livros da FTD para trabalhar no Dia Nacional do Livro 

A FTD Educação reúne atualmente mais de 600 obras infantis e juvenis, contemplando diferentes competências leitoras, faixas etárias e etapas da escolarização. O catálogo inclui autores brasileiros e estrangeiros, obras contemporâneas e clássicos da literatura, além de diferentes gêneros e temáticas. 

Confira algumas possibilidades para trabalhar com os estudantes. 

1. É nosso! — Telma Guimarães e Jonas Ribeiro 

Indicação: Educação Infantil 

Livro: é nosso

Em É nosso!, com texto de Telma Guimarães e Jonas Ribeiro e ilustrações de Esteban Vivaldi, três animais precisam lidar com uma questão muito presente na infância: compartilhar espaços e brincadeiras. 

Depois que o papagaio sugere que cada amigo tenha o próprio espaço, os personagens passam a brincar separados. Aos poucos, percebem que a experiência pode ser muito mais divertida quando compartilhada. 

A obra permite abordar amizade, convivência, empatia e relações socioemocionais com as crianças. 

Como trabalhar em sala: depois da leitura, proponha uma roda de conversa sobre aquilo que as crianças gostam de fazer juntas. A turma pode criar coletivamente um painel chamado É nosso!, registrando espaços, brincadeiras e experiências que são melhores quando compartilhados. 

­

2. Charles na escola de dragões — Alex Cousseau 

Indicação: Anos Iniciais do Ensino Fundamental — Alfabetização 

Livro: Charles na escola de dragões

Charles é um dragão diferente dos colegas. Enquanto todos precisam aprender a voar e cuspir fogo, ele gosta de escrever poesia. Além disso, suas características físicas fazem com que não se encaixe nos padrões esperados na escola. 

A narrativa de Alex Cousseau, ilustrada por Philippe-Henri Turin, aborda diferenças, identidade, bullying e descoberta das próprias potencialidades. A obra é inspirada no poema O Albatroz, de Charles Baudelaire. 

Como trabalhar em sala: peça aos estudantes que identifiquem aquilo que torna Charles diferente e aquilo que ele faz bem. Depois, cada criança pode produzir um pequeno poema ou desenho sobre uma característica própria da qual gosta.

­ 

3. Um menino, sua amiga, um fichário e dois preás — Mirna Pinsky 

Indicação: segunda metade dos Anos Iniciais 

Livro: Um menino, sua amiga, um fichário e dois preás

Jonas tem dez anos, desenha muito bem e possui muitos conhecimentos sobre a natureza, mas enfrenta dificuldades para aprender a ler. Com a ajuda de Mirela, dois preás e um fichário, começa uma trajetória de descobertas. 

A história é construída com diferentes narradores e permite discutir leitura, aprendizagem, amizade e as diferentes habilidades que cada pessoa possui. 

Como trabalhar em sala: aproveite a presença de vários narradores para mostrar como um mesmo acontecimento pode ser contado de diferentes perspectivas. Divida os estudantes em grupos e peça que recontem uma situação da história pelo ponto de vista de personagens diferentes. 

­

4. A terra dos meninos pelados — Graciliano Ramos 

Indicação: leitores de 9 a 14 anos 

Livro: A terra dos meninos pelados

Raimundo é um menino que possui uma característica diferente: é careca e tem olhos de cores distintas. Por não corresponder aos padrões das pessoas que vivem ao seu redor, sofre com o isolamento. 

Ao chegar ao mundo imaginário de Tatipirun, entretanto, encontra um lugar em que as diferenças são recebidas de outra forma. 

Nesta edição da FTD, o clássico de Graciliano Ramos recebe ilustrações de Lumina Pirilampus e pode abrir discussões sobre bullying, diversidade, pertencimento e respeito às diferenças. 

Como trabalhar em sala: proponha aos estudantes que comparem o mundo de Raimundo com Tatipirun. O que muda na maneira como as diferenças são percebidas? Depois, a turma pode elaborar um pequeno manifesto por uma escola em que todos pertencem. 

­

5. Rei-pássaro — Ezequiel Vitor Tuxá 

Indicação: Anos Finais do Ensino Fundamental 

Livro: Rei pássaro

De autoria e ilustração do escritor indígena Ezequiel Vitor Tuxá, Rei-pássaro combina imaginação, ancestralidade indígena e elementos ligados à história brasileira. 

A narrativa acompanha Dom Inácio, um rei que cresce sem poder colocar os pés no chão e que, durante uma expedição colonizadora, encontra seres e elementos da natureza que transformam a maneira como compreende a terra que deseja conquistar. 

A obra permite discutir povos indígenas, ancestralidade, colonização, relação com a natureza e diferentes formas de compreender o território. 

Como trabalhar em sala: em diálogo entre Língua Portuguesa e História, proponha que os estudantes identifiquem como a natureza aparece como personagem e fonte de conhecimento na narrativa. Depois, compare essa perspectiva com relatos tradicionais sobre a colonização brasileira. 

­

6. A única da sala — Tathyana Viana 

Indicação: Anos Finais do Ensino Fundamental 

Livro: A única sala

Tereza chega a uma nova escola e percebe que é a única estudante negra de sua turma. No cotidiano escolar, passa a enfrentar comentários, situações de preconceito e formas de racismo muitas vezes apresentadas como brincadeira. 

Ao longo da narrativa, a personagem desenvolve novas formas de compreender sua identidade, suas origens e seu pertencimento. 

O romance de Tathyana Viana, ilustrado por Amanda Lobos, pode apoiar debates sobre racismo, identidade, convivência, pertencimento e relações étnico-raciais. A obra integra as seleções da FTD destinadas aos Anos Finais do Ensino Fundamental. 

Como trabalhar em sala: depois da leitura, discuta com os estudantes a diferença entre conflito, brincadeira e preconceito. A atividade pode avançar para a análise de situações fictícias de convivência escolar, estimulando a turma a pensar em formas de intervenção e acolhimento. 

­

7. Odisseia em quadrinhos — Homero 

Indicação: a partir de 13 anos 

Livro: odisseia em quadrinhos

Um dos grandes clássicos da literatura ocidental também pode chegar aos estudantes pela linguagem das histórias em quadrinhos. 

Na adaptação de Silvana Salerno, com ilustrações de Jefferson Costa, a jornada de Odisseu depois da Guerra de Troia mantém temas como aventura, guerra, amor, viagem, superação e retorno para casa. 

A obra pode funcionar tanto como porta de entrada para os clássicos quanto como oportunidade para discutir adaptação literária e diferentes linguagens narrativas. 

Como trabalhar em sala: selecione uma passagem da HQ e peça aos estudantes que a recontem em outro formato: conto, podcast, roteiro teatral, diário de personagem ou notícia. Depois, compare quais elementos da narrativa permanecem e quais precisam ser modificados quando o gênero muda. 

­

8. Plebiscito e outros contos — Artur Azevedo 

Indicação: Ensino Médio 

Livro: Plebiscito e outros contos

Para estudantes mais velhos, Plebiscito e outros contos reúne 38 textos de Artur Azevedo que retratam, muitas vezes por meio do humor e da ironia, aspectos da sociedade brasileira no período inicial da República. 

A edição integra a coleção Almanaque dos Clássicos da Literatura Brasileira, da FTD, e traz elementos que ajudam a contextualizar o autor, sua obra e sua época. 

A leitura permite estabelecer relações entre Literatura, História e sociedade, discutindo permanências e transformações no Brasil. 

Como trabalhar em sala: escolha um dos contos e peça aos estudantes que identifiquem a crítica social presente na narrativa. Depois, proponha que produzam uma crônica contemporânea utilizando humor ou ironia para observar algum aspecto do cotidiano atual. 

­

Do Dia Nacional do Livro para o ano inteiro 

O maior legado que o Dia Nacional do Livro pode deixar para a escola é fazer com que a leitura não termine quando a comemoração acaba. 

Um livro lido em outubro pode gerar outro livro em novembro. Uma conversa sobre um personagem pode levar à descoberta de outro autor. Uma história em quadrinhos pode despertar curiosidade por um clássico. Um poema pode fazer com que um estudante queira escrever os próprios versos. 

É justamente nessa continuidade que a formação de leitores ganha força. 

Por isso, além das atividades comemorativas, a escola pode manter espaços permanentes de indicação de obras, rodas de leitura, empréstimos, clubes literários e momentos em que os estudantes possam simplesmente ler, conversar sobre livros e descobrir o prazer de escolher a próxima história. 

Para ampliar as possibilidades, o catálogo de literatura da FTD Educação reúne mais de 600 títulos e permite pesquisar obras por faixa etária, ano escolar, competência leitora, tema, gênero literário e outras características. 

Baixe o e-book – Projetos Inspiradores na Educação Pública: ideias que geram impacto. É gratuito.

<div role="main" id="formulario-e-book-projetos-inspiradores-na-educacao-publica-bett-educar-duplicado-36f25b58393f1ed25c05"></div><script type="text/javascript" src="https://d335luupugsy2.cloudfront.net/js/rdstation-forms/stable/rdstation-forms.min.js"></script><script type="text/javascript"> new RDStationForms('formulario-e-book-projetos-inspiradores-na-educacao-publica-bett-educar-duplicado-36f25b58393f1ed25c05', 'null').createForm();</script>
Tags Relacionadas:
O que achou dessa matéria?

O que achou dessa matéria?

Clique nas estrelas

Média da classificação 0 / 5. Número de votos: 0

Nenhum voto até agora! Seja o primeiro a avaliar este post.

mais recentes
Por que uma família escolhe uma escola? O que o Jobs to be Done pode nos ensinar
Educador

Por que uma família escolhe uma escola? O que o Jobs to be Done pode nos ensinar 

A pergunta que esquecemos de fazer aos professores
Conteúdo formativo

A pergunta que esquecemos de fazer aos professores

A pergunta que esquecemos de fazer aos professores

A pergunta que esquecemos de fazer aos professores

A escola sob tensão: cobrança, sofrimento e complexidade no trabalho docente

A escola sob tensão: cobrança, sofrimento e complexidade no trabalho docente  

E-book: entrevista jobs to be done
Ebook

E-book: Guia prático – Entrevista de entrada com Jobs to be Done

E-book: entrevista jobs to be done

E-book: Guia prático – Entrevista de entrada com Jobs to be Done

Olá! Que bom ter você conosco! :)

O Conteúdo Aberto oferece gratuitamente conteúdos com curadoria pedagógica para estudantes, escolas e famílias.
Para ter acesso aos melhores conteúdos, efetue seu login ou cadastro:

Olá! Que bom ter você conosco! :)

O Conteúdo Aberto oferece gratuitamente conteúdos com curadoria pedagógica para estudantes, escolas e famílias.
Para ter acesso aos melhores conteúdos, efetue seu login ou cadastro:

Olá! Que bom ter você conosco! :)

O Conteúdo Aberto oferece gratuitamente conteúdos com curadoria pedagógica para estudantes, escolas e famílias.
Para ter acesso aos melhores conteúdos, efetue seu login ou cadastro: