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Autoras brasileiras que toda criança deveria se inspirar 

Por FTD Educação

Estimativa de leitura: 7min 21seg

1 de outubro de 2025

A literatura é uma das formas mais potentes de resistência e de memória. No Brasil, as mulheres escritoras sempre enfrentaram inúmeros desafios para conquistar espaço. Durante séculos, publicar um livro sendo mulher significava enfrentar preconceitos sociais, invisibilidade crítica e até o apagamento de suas obras. Muitas vezes, a literatura feminina foi vista como secundária ou restrita ao ambiente doméstico. 

Ainda assim, as autoras brasileiras abriram caminhos com coragem e imaginação. Parafraseando Cecília Meireles, uma das maiores poetisas de nossa língua: “A vida só é possível reinventada.” É justamente isso que as autoras brasileiras fazem: reinventam o mundo, dando às crianças a chance de sonhar, refletir e construir novos futuros. 

Conheça a seguir algumas autoras que todos deveriam conhecer. Mulheres inspiradoras que marcaram a literatura infantil e juvenil do Brasil, mostrando que as histórias podem ser amigas para toda a vida. m de trazer encantamento, aprendizados e muitas emoções. 

1. Ana Maria Machado

Ana Maria Machado

 “Um país se faz com homens e livros”.  Professora, jornalista e primeira escritora do gênero infantil a fazer parte da Academia Brasileira de Letras. Em suas obras, defende a presença simultânea do real e do faz-de-conta nas diversas situações sociais do universo infantil. 

Sem perder o encanto, muitas dessas obras trabalham as situações reais da sociedade, abordam diferentes e relevantes temas de forma clara e interessante. Para ela, os livros infantis não são apenas bobos e simples, eles cumprem uma função social importante na formação dos indivíduos. 

Ana possui diversos prêmios em sua bagagem, como: Jabuti; Selo de Ouro; Apple; Melhores do Ano; Américas Award. 

Conheça algumas publicações de Ana Maria Machado pela FTD Educação

Festa no céu 

O assunto em alta era a festa no céu, na qual só entrariam os animais que voassem. Os outros bichos ficaram revoltados, especialmente o jabuti. Ele não desistiu: foi de carona com a garça. Será que o jabuti vai, finalmente, participar dessa festa? 


De que cor é o vento? 

O gigantinho pergunta “De que cor é o vento?” e sai bem cedo em busca de resposta. Encontra cachorro, lobo, elefante, montanha, aldeia, janela, chuva, abelhas, riacho, macieira, passarinho e Gigante grandão. Cada um dá uma resposta diferente, ampliando os horizontes do leitor.   


O menino e o maestro 

O menino tocava tamborim na bateria mirim da escola de samba. O maestro regia a roda de choro do morro. O menino sonhava em mudar de vida. E o maestro viu um jeito de isso acontecer. 

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2. Tatiana Belinky (1919-2013) 

Tatiana Belinky (1919-2013)

Foi escritora, roteirista, tradutora e a responsável pela primeira adaptação para a televisão de O Sítio do Pica Pau Amarelo. 

Tatiana nasceu na Rússia, mas, em 1929, chegou ao Brasil com seus pais e aqui se naturalizou. Apaixonou-se pelas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo, mas principalmente pelos livros e pela escrita. Suas inspirações para histórias e versos vinham das próprias crianças e das diferenças de cada uma. 

Recebeu prêmios como o Jabuti e o Prêmio Fundação Nacional do Livro Infanto-Juvenil. Em 2009, foi eleita para ocupar a cadeira nº 25 da Academia Brasileira de Letras. 

São mais de 270 obras publicadas na literatura infanto-juvenil. Conheça algumas delas pela FTD Educação

Contos de muitos povos 

A autora traz histórias populares reescritas de forma leve, fluida e bem-humorada. 


Diversidade 

Os versos da autora mostram que não basta reconhecer que as pessoas são diferentes. É preciso respeitar as diferenças, seja no aspecto físico, no comportamento ou na personalidade. 


Coral dos Bichos 

Essa fábula poética mostra o excesso de vaidade de cada bicho (e como não lembrar das pessoas?), impedindo a realização de um projeto coletivo desejado por todos. 

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3. Januária Cristina Alves 

Januária Cristina Alves

Jornalista e mestra em Comunicação Social. Tem mais de sessenta livros publicados e ganhou duas vezes o Prêmio Jabuti de Literatura Brasileira. Pesquisa cordel, arte popular brasileira e alfabetização midiática.   

Responsável por registrar em sua obra personagens folclóricos de todas as regiões do país, Januária participou de uma entrevista com a FTD sobre a importância do tema em sua vida e para a manutenção da cultura brasileira. Confira aqui!  

Conheça alguns livros pela FTD Educação

O curupira e outros seres fantásticos do folclore brasileiro 

Apresenta as personagens mais incríveis do folclore brasileiro como você nunca viu. 


Abecedário de personagens do folclore brasileiro 

Este livro reúne 141 personagens significativas e recorrentes do nosso folclore, com um recorte que busca contemplar a diversidade de origens – indígena, africana, europeia e oriental – como elemento constituinte da cultura brasileira. 


Um bairro contra o silêncio em defesa da vida 

Com o apoio da escola e do conselho tutelar da cidade, nasce uma campanha de conscientização sobre o tema que fortalece o espírito de solidariedade e proteção a crianças e adolescentes da comunidade. 

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4. Heloisa Prieto

Heloisa Prieto

Formada em Letras, mestra em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP e doutora em Literatura Francesa pela USP. Além de escrever, também atua como tradutora e pesquisadora de tradições orais brasileiras. 

Heloisa tem, hoje, mais de 90 livros publicados e traz das sugestões e desafios dos leitores a inspiração para muitas narrativas. É uma referência nacional quando o assunto é contar histórias para jovens leitores, mas não escreve apenas para eles. 

Detentora dos principais prêmios de literatura brasileira, teve diversas obras adaptadas para o teatro, cinema e televisão. 

Entre suas obras pela FTD Educação, estão: 

As aventuras de um cão chamado Petit  

Um livro que trata de inclusão e socialização, quando Alice, uma menina muito inteligente, começa a sofrer bullying na escola. Recebeu o selo Altamente Recomendável da FNLIJ. 


A princesa que não queria aprender a ler 

Conheça a história de Rosa, uma linda princesa que adorava cantar pelos jardins do palácio em que vivia ao lado de seus pais, o rei Tancredo e a rainha Serena. Só que, embora fosse muito meiga e inteligente, Rosa se recusava a aprender a ler.   


32 casos de amor 

As histórias foram criadas a partir de lendas do mundo todo. Tendo o amor como ponto comum, as 32 narrativas comprovam a força desse sentimento. 

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Outras escritoras brasileiras famosas que merecem destaque

Além de nomes no catálogo da FTD, outras autoras brasileiras incríveis merecem ser lembradas neste artigo:  

1. Ruth Rocha

Escritora paulista, começou a escrever livros infantis inspirada na filha Mariana e não parou mais.com mais de 10 milhões de exemplares vendidos, é uma das escritoras brasileiras mais influentes na literatura infantil.

Ruth Rocha

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Cecília Meireles

2. Cecília Meireles (1901-1964) 

Com grande importância na área da Educação, fundou a primeira biblioteca infantil do Brasil, em 1934. Considerada uma das mais importantes poetisas de língua portuguesa. 

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3. Angela-Lago (1945-2017) 

Indicada três vezes ao Prêmio Hans Christian Andersen, o Nobel da literatura infantil. Publicou mais de 30 livros de sua autoria em texto e imagem, além de dezenas de outras obras em que assina a ilustração.  

Andrea Lago
Kiusam de Oliveira

­4. Kiusam de Oliveira 

Pedagoga, doutora em Educação, mestre em Psicologia pela Universidade de São Paulo (USP) e terapeuta integrativa, Kiusam é escritora do que chama de “Literatura Negro-Brasileira do Encantamento Infantil e Juvenil”. Atua como formadora de profissionais de Educação nas temáticas Educação, Relações étnico-raciais e de gênero, com foco em uma Educação antirracista. 

 

A importância das autoras brasileiras para as novas gerações 

Essas autoras da literatura brasileira nos mostram que os livros vão além das histórias: são fonte de descobertas, lições e afeto. Para as crianças, cada página pode ser uma janela para o mundo, um convite para pensar diferente e acreditar em futuros possíveis. 

Como escreveu Ruth Rocha: “Ler é mais do que aprender a juntar letras: é aprender a ler o mundo.” 

Esse também foi o tema de um dos episódios do Podcast Conteúdo Aberto, “Ler, escrever, existir: a importância da literatura na Educação”. Venha conferir esse papo com Bianca Santana e Januária Alves sobre como passaram de leitoras a escritoras, suas inspirações e dicas de como incentivar o mundo mais leitor. 

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