A horta na escola ajuda na formação de hábitos saudáveis e de valores para a vida, na prática!
Que tal promover experiências práticas que estimulam a criatividade, a curiosidade, o cuidado com o meio ambiente e a construção de valores como responsabilidade, cooperação e respeito, ampliando o espaço da sala de aula e a interdisciplinaridade?
A horta escolar é um espaço vivo de aprendizagem, tornando-se um recurso pedagógico que conecta teoria e prática, fortalecendo a formação integral dos estudantes.
Outro ponto importante é o desenvolvimento da Educação alimentar, ambiental e nutricional entre os estudantes, pois o contato direto com a terra e o acompanhamento do crescimento das plantas, além do trabalho coletivo, reforçam a relação entre escola, comunidade e sustentabilidade.
Porque é legal ter uma horta na escola
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma das melhores formas de se promover a saúde é na escola, onde existe um maior espaço de convivência entre a comunidade e onde os programas de Educação podem ter maior repercussão.
A horta na escola pode ser um laboratório para diferentes atividades didáticas. Além disso, o seu preparo oferece várias vantagens para a comunidade, dentre elas: proporciona uma grande variedade de alimentos a um custo mais baixo, os alimentos podem ser servidos no lanche das crianças e toda a comunidade pode ter acesso, por meio de doação, por exemplo.

A horta escolar incentiva o cuidado com a natureza, o uso responsável dos recursos e a sustentabilidade. Possibilita que os estudantes conheçam a origem dos alimentos e desenvolvam hábitos mais saudáveis. | Foto: Gov. Vila Velha
Como implementar um projeto de horta pedagógica
Vamos a um passo a passo simples para a implantação de um projeto de horta escolar:
1º passo – Planejar e mobilizar
É importante que sejam definidos os motivos da criação da horta, onde ela será criada, como e quem estará envolvido no projeto. Neste ponto, toda a comunidade pode ser envolvida, incluindo estudantes, pais, educadores e até mesmo vizinhos da escola, garantindo apoio e colaboração.
2º passo – Escolha e preparo do local
A escola do local depende de um espaço que tenha sol, acesso fácil à água e que seja seguro, além disso, inicialmente, esse espaço deve ser limpo. Vale a criatividade para espaços pequenos: vasos, pneus, garrafas PET, paletes ou canteiros elevados e podem ser usados também materiais reciclados.
3º passo – Cultivar e manter
Na escolha das plantas, dê preferência a alimentos nativos da região, resistentes e fáceis de cuidar, por exemplo, alface, couve, temperos. Envolva os estudantes no plantio de sementes/mudas, na rega e no controle de pragas, ensinando sobre nutrição e manejo.
4º passo – Colher e utilizar
Planeje a colheita para que os alimentos sejam utilizados na alimentação escolar e na doação para a comunidade, promovendo a segurança alimentar e nutricional.
Os projetos podem ser iniciados dentro da sala de aula, junto ao conteúdo pedagógico. O mais importante é que todos tenham acesso! Existe, inclusive, um manual prático para instalação de hortas pedagógicas desenvolvido pela Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária). O manual foi elaborado para que o Projeto Hortas Pedagógicas seja plenamente estruturado na escola, com informações técnicas agrícolas, de forma que qualquer pessoa possa utilizá-lo.
O Cetap (Centro de Tecnologias Alternativas Populares), também apresenta algumas dicas para implantação de hortas nas escolas, principalmente aquelas que trabalham com Educação Infantil.
O objetivo da horta na Educação Infantil
A horta na Educação Infantil tem como principal objetivo proporcionar uma aprendizagem integral e vivencial, aproximando as crianças da natureza e da alimentação saudável. Essa experiência contribui para o desenvolvimento de habilidades motoras, cognitivas e socioemocionais, além de ensinar, de forma prática, o ciclo de vida dos alimentos, a responsabilidade, o trabalho em equipe e a importância da sustentabilidade, em sintonia com os campos de experiência da BNCC (Base Nacional Comum Curricular), como: cooperação, coordenação, observação e contagem.
A horta possibilita vivências relacionadas ao O eu, o outro e o nós e aos Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações, promovendo interações, descobertas e aprendizagens significativas. Conforme a BNCC orienta, as crianças aprendem por meio da exploração, da curiosidade e da experimentação direta com a natureza.

O protagonismo e a participação ficam em alta, incentivando a autonomia, a cooperação e o trabalho coletivo, reconhecendo a criança como sujeito ativo do processo educativo.
Dicas do que plantar na horta da escola
Algumas dicas do que plantar na horta escolar, escolhendo as plantas que se adaptam ao clima local e ao interesse dos estudantes, priorizando as fáceis de cuidar e que dão resultados rápidos para manter o engajamento, como as folhosas e temperos:
- Hortaliças e folhosas: alface, rúcula e couve estão entre as principais opções.
- Tomate cereja: o trato é mais simples e as crianças gostam do tamanho pequeno.
- Cebolinha e Salsinha: indispensáveis na cozinha e fáceis de manter.
- Rabanete: raiz de crescimento muito rápido, colheita em menos de um mês.
- Peixinho-da-horta: baixa manutenção, saborosa empanada e frita.
- Abóbora e Abobrinha: Produzem bem e são divertidas para ver crescer.
- Morango: Fruta fácil de colher e consumir.
Essas opções são ideais para colheitas ágeis e abundância em pouco tempo!
Tudo isso só enfatiza a horta escolar como uma prática pedagógica que amplia o sentido do aprender ao transformar o cotidiano da escola em um espaço de descobertas e conexões reais com o mundo. Ao integrar saberes, experiências e valores, ela fortalece a relação entre Educação, cuidado e consciência coletiva, deixando aprendizados que ultrapassam o espaço escolar e acompanham os estudantes ao longo de sua formação. Quem planta, colhe! Bora começar esse novo projeto por aí?
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