A saída de um aluno raramente tem uma causa única. A decisão costuma amadurecer ao longo de meses, muito antes de a família comunicar que vai embora, e o que finalmente leva à ação não costuma ser apenas o desejo de algo melhor: é a gravidade do problema que se acumulou.
Isso muda o papel da entrevista de saída. Ela não serve para reverter uma decisão já tomada, e sim para entender o que empurrou aquela família para fora e o que a atraiu para outra instituição.
Feita com método e organizada ao longo do tempo, ela deixa de ser um ritual burocrático e passa a ser uma das fontes de inteligência mais valiosas que uma escola tem sobre a própria experiência que oferece. Perder um aluno é ruim. Perder um aluno e não aprender nada com a saída é perder duas vezes.
Este guia está dividido em três partes: o que preparar antes da conversa, como conduzir durante a entrevista e o que fazer depois, para transformar respostas individuais em padrão.
Acompanha este material uma ficha de registro solta, pronta para impressão.







