estilos de aprendizagem: quais são
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Estilos de aprendizagem: quais são e como identificar 

Por FTD Educação

Estimativa de leitura: 4min 6seg

10 de outubro de 2025

Entenda os principais estilos de aprendizagem e saiba reconhecê-los no dia a dia para ajustar métodos sem rótulos.

Aprender é um processo universal, mas nunca idêntico. Duas pessoas podem estar diante da mesma realidade, na mesma sala de aula, recebendo as mesmas explicações, e ainda assim cada uma processará esse conhecimento de forma singular.  

É nesse ponto que entra o conceito de estilos de aprendizagem, que busca compreender como cada indivíduo prefere interagir com os conteúdos, transformando-os em conhecimento. 

O que são estilos de aprendizagem? 

Segundo Alonso, Gallego e Honey (2012), os estilos de aprendizagem são indicadores que ajudam não apenas no autoconhecimento — entendendo como cada pessoa gosta de aprender —, mas também no heteroconhecimento, ou seja, na compreensão do outro. 

Assim, a análise desses estilos abre caminhos para que o processo de ensino seja mais eficiente e para que o próprio estudante possa identificar suas preferências e estratégias. 

estilos de aprendizagem: quais são

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Três componentes fundamentais da aprendizagem 

Para os autores, aprender a aprender envolve três dimensões que caminham juntas: 

  1. Necessidades do aluno – o que precisa saber e ser capaz de fazer para alcançar sucesso. 
  1. Estilo de aprendizagem – tendências individuais que influenciam como a pessoa aprende melhor. 
  1. Treinamento – atividades organizadas para ampliar competências e habilidades. 

Esses três pontos revelam que não basta apenas estar exposto ao conteúdo. É necessário reconhecer preferências pessoais, aplicar estratégias adequadas e treinar constantemente para avançar no processo educativo. 

Os quatro estilos de aprendizagem  

A pesquisa desses autores identifica quatro estilos principais, cada um com características específicas. Nenhum deles é melhor ou pior, apenas refletem diferentes formas de lidar com o conhecimento. 

  • Estilo ativo: Pessoas dinâmicas, curiosas, abertas a novas experiências. Gostam de experimentar, de estar em movimento, aprendem fazendo. São geralmente agitadas e participativas. 
  • Estilo reflexivo: Aprendizes que preferem observar, analisar e pensar antes de agir. Gostam de considerar diferentes possibilidades, são ouvintes atentos e cuidadosos nas decisões. 
  • Estilo teórico: Buscam integrar informações em modelos racionais e lógicos. Valorizam a objetividade, a análise crítica e a perfeição. Tendem a ser estruturados e sistemáticos. 
  • Estilo pragmático: Pessoas práticas, que querem aplicar o que aprendem o quanto antes. São impacientes com teorias excessivas e valorizam resultados funcionais. 

Embora cada pessoa possa ter predominância em um desses estilos, é possível transitar entre eles conforme as situações de aprendizagem. Essa flexibilidade aumenta a eficácia do aprendizado. 

Quais são os quatro estágios da aprendizagem? 

David Kolb, juntamente com Rubin e McIntyre (1986), ampliou a compreensão dos estilos ao propor o Inventário de Estilos de Aprendizagem. Segundo sua teoria, aprender é um ciclo que envolve quatro estágios: 

  1. Experiência concreta – vivenciar a situação. 
  1. Observação reflexiva – refletir sobre a experiência. 
  1. Conceitualização abstrata – transformar a reflexão em conceitos e teorias. 
  1. Experimentação ativa – aplicar os conceitos em novas situações. 

Cada indivíduo tende a valorizar mais um desses modos, mas a aprendizagem se torna mais completa quando todos são desenvolvidos. Kolb enfatiza que não existe estilo superior: a chave está em ser capaz de usar cada um conforme a necessidade. 

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O papel do autoconhecimento na aprendizagem 

Conhecer os próprios estilos de aprendizagem permite ao estudante: 

  • Reconhecer forças e limitações no modo como estuda; 
  • Escolher estratégias mais adequadas para cada situação; 
  • Variar seu estilo quando o contexto exige outra abordagem; 
  • Potencializar resultados, tornando o processo mais consciente e eficaz. 

Para Portilho (2011), a diferença entre atitude e estilo também é importante. Enquanto a atitude garante que o estudante aja diante de uma tarefa, o estilo representa o modo como prefere agir. Em outras palavras, é a forma única de usar a inteligência diante do aprendizado. 

Somos eternos aprendizes 

A teoria dos estilos de aprendizagem nos lembra que aprender não é um processo estático. Ao longo da vida, transitamos entre diferentes estilos, dependendo das experiências, desafios e contextos. Assim, compreender como cada pessoa aprende não apenas enriquece o processo educacional, mas também nos aproxima da ideia de que somos todos eternos aprendizes

Os estilos de aprendizagem oferecem um mapa para explorar o caminho do conhecimento. Eles nos mostram que não existe uma única forma de aprender, mas múltiplos jeitos de lidar com a realidade. O grande desafio — e também a grande oportunidade — está em reconhecer nosso estilo preferencial, sem ficar preso a ele, mas desenvolvendo a flexibilidade necessária para aprender sempre, em qualquer situação. 

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