A Educação consegue envolver não apenas uma percepção de mundo, mas acaba trazendo consigo, o autoconhecimento, além dos conhecimentos das necessidades humanas, promovendo a superação das necessidades do estudante.
O educar envolve muita responsabilidade, além de muita eficiência e preparo dos educadores, pois capacitar não é uma tarefa fácil. Entende-se, porém, que qualquer tipo de Educação que seja, é eminentemente social, pois ela aparece em todas as instituições educacionais, que visam ao desenvolvimento humano, além de se fazer presente dentro de nossas famílias e sociedade em geral. Para tanto, partindo desse pensamento, é possível perceber que a todo o momento estamos praticando a aprendizagem, gerando conhecimento e disseminando cultura.
Pela Educação se manifesta os mecanismos e as transformações sociais e uma sociedade com grandes potencialidades. Para tanto, seria correto afirmar que a todo instante a Educação se renova. Partindo dessa ideia, a sociedade busca apenas a estagnação da Educação, estando completamente avessos a uma evolução constante.
Novidade na área educacional por muitas vezes é visto como incômodo, embora sabemos o quão necessário se faz, porém mesmo com essa visão, acabamos optando pela resistência negativa do processo de evolução.
O professor como instrutor de conhecimento e aprendizagem
O educar é o ponto de partida do profissional da Educação, ele auxilia o mundo do estudante e busca de maneira sábia, um significado pertinente para sua prática educativa. Por isso, o profissional necessita acima de tudo respeito e motivação, para que o trabalho seja realizado com satisfação. Apoiar os estudantes em suas decisões e muitas vezes escutá-lo, não é tarefa fácil, a profissão necessita de consciência de suas responsabilidades, obviamente, respeitando todas as normas da instituição de ensino.
Para Libâneo (2001, p.7), educação compreende o conjunto dos processos, influências, estruturas e ações que intervêm no desenvolvimento humano de indivíduos e grupos na sua relação ativa com o meio natural e social, num determinado contexto de relações entre grupos e classes sociais, visando à formação do ser humano. A Educação é, assim, uma prática humana, uma prática social, que modifica os seres humanos nos seus estados físicos, mentais, espirituais, culturais, que dá uma configuração à nossa existência humana individual e grupal.
Para tanto, o processo de desenvolvimento e formação do indivíduo, não é apresentada apenas de caráter individual e sim por um processo que perpassa a sociedade. O que os jovens estudantes pensam e sentem, para tanto, acabam refletindo na interação com o meio social. Por isso observamos uma relação entre a necessidade de Educação e a compreensão dos desdobramentos dos profissionais.
Segundo Paulo Freire (2000, p. 31), não é possível refazer este país, democratizá-lo, humanizá-lo, torná-lo sério, com adolescentes brincando de matar gente, ofendendo a vida, destruindo o sonho, inviabilizando o amor. Se a Educação sozinha não transformar a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda.
Para tanto, entendemos que precisamos investir em incentivos educacionais que busquem uma qualidade de vida desenvolvendo um apoio que principalmente envolva o interesse dos jovens na conquista do mercado de trabalho e possuam oportunidades igualitárias.
Trazer o estudante para dentro da sala de aula, mostrando um ensino inovador e que modifique seu ponto de vista, não se torna uma tarefa fácil, já que muitos desses estudantes focam em outras prioridades em seu dia a dia.
O Perrenoud (FEGHERAZZI, 2002, p. 53) aponta os saberes que considera de fundamental importância para a autonomia das pessoas. Lembrando assim, as oito grandes categorias:
A prática pedagógica acontece quando o professor é também o mediador das dimensões cognitivas e sociais, os elementos da concepção de mediação são os significados. Para elaboração e reelaboração de conceitos, reformulando a cultura e a sociedade, esses elementos mediadores, instrumentos e a linguagem é que permitem a leitura dos significados e dos objetos de situações do mundo real.
Um dos grandes desafios da Educação é justamente o resgate de valores, que por “descuido” acabou sendo esquecido pela sociedade moderna, levando o educador a agir com novas metodologias e assumir um novo papel.
O professor no decorrer dos anos vem deixando de ser apenas um transmissor de conhecimento e passa a ser um estimulador de sonhos, valores e habilidades, desenvolvendo assim, um papel bem maior dentro de sala de aula. Sendo um mediador do processo de ensino e aprendizagem, faz com que ele assuma uma postura de construção de autonomia e pensamentos jovens, capacitando esses estudantes a exercerem sua função perante a sociedade.
Para Paulo Freire (1997), o professor tem o papel de estabelecer relações de ensino e aprendizagem, pois uma vez que se ensina também se aprende e aprende muito, pois professor e estudantes aprendem juntos, onde todos tenham abertura para expressarem o que pensam.
O educar é uma profissão de constância, pois consegue permitir que a sala de aula, seja lugar de buscas incessantes, onde o diálogo nos permite um crescimento intelectual e pessoal em larga escala.
Como aponta Rubem Alves (1993), o professor tem uma função de instigar o estudante a ter o gosto, a vontade de aprender e abraçar o conhecimento. Para tanto, o professor é visto como um ser facilitador de aprendizagem, estando constantemente em busca de atualização e conhecimento, para que diante os problemas, possam enfrentá-los. Ele também caracteriza-se por ser suporte, trazendo aos seus estudantes, uma visão de futuro e perspectivas voltadas às melhorias no âmbito profissional.
Entender sobre o professor de ensino e aprendizagem é preciso que se ouça a experiência profissional do educador, pois é ele quem acompanha o desenvolvimento de seus estudantes e conseguem mediar o conhecimento ao qual faz parte desse processo pedagógico.
Zagury (Nova escola, p. 21), relata que o profissional de Educação, necessita mostrar o poder de ideias, mesmo obtendo poucos recursos. Fazendo uma ponte com o autor, a afirmação inserida, mostra a possibilidade de permear atividades bem-elaboradas com a simplicidade dos recursos.
Para Alves (1994, p. 100), “Se os professores pudessem entrar nos mundos que existem na distração dos seus estudantes, eles ensinariam melhor, pois se tornariam companheiros de sonho e invenção”. Pois bem, o jovem, muitas vezes por desinteresse e até mesmo os pensamentos que são permeados longe das salas de aula, acabam se sentindo perdidos perante as exigências pertinentes ao âmbito escolar e cabe ao educador participar do processo de compreensão que sua profissão requer e estar sempre informada ao incentivo da caminhada de mãos dadas para um bem conjunto, a construção do conhecimento.
O papel do educador é muito mais do que transmitir conhecimento, pois todos os dias o professor acaba levando para casa ensinamentos importantíssimos para sua vida. Porém, é necessário entender qual a forma de contribuir para a vida do seu público-alvo, contribuindo assim para o desenvolvimento e adaptação da realidade vivenciada em sua realidade.
Reconhecer que o seu trabalho não é individual doando-se diariamente em suas práticas sociais, além da percepção que a Educação é indispensável e a mola mestre da transformação social (Freire, 2001, p. 98).
Estratégias diferenciadas para a apresentação dos conteúdos auxiliam na busca de novas descobertas, porém muitas instituições ainda questionam a programação de todo o conteúdo anual e se o compromisso escola-estudante consegue ser cumprido.
O sentido de observar o papel do educar no processo de ensino e aprendizagem é mostrar que a Educação ultrapassa os muros do ambiente escolar, porém o que é bem notório ressaltar é a relevância dos conhecimentos adquiridos na escola e o uso inevitável desse saber fora do âmbito escolar, objetivando o educar para vida e a identificação de sua própria identidade.
Para Chalita (2004, p. 17), por melhor que seja a escola, a preparação dos profissionais e a capacidade dos docentes, nunca deverá suprir o espaço vazio deixado pela carência de uma família que se faz ausente em toda sua rotina. Um dos grandes papéis que a família exerce é compreender sua função dentro da construção do intelecto do indivíduo, sempre em busca de uma parceria constante.
Segundo a LDB, o papel do professor é bem maior do que apenas transmitir informações. O educador participa das propostas pedagógicas da escola e também estabelece planos e metas.
Atrativos educacionais para os estudantes
Trazer interatividade para sala de aula desenvolve uma metodologia inovadora e foca o interesse do estudante para maior índice de aprendizado, sendo o professor a peça fundamental nessa grande troca de experiências.
Podemos falar sobre a inclusão digital que o programa proporciona para esses estudantes, o uso das novas tecnologias favorece tanto ao âmbito pessoal, como ao meio educacional. É notório que vários setores do mundo moderno, vivem intensamente a tecnologia e buscam a transformação da sociedade para um mundo digital.
O grande atrativo de uma Educação para os estudantes é justamente trazer a interdisciplinaridade para dentro da escola e buscar alternativas de dinamizar o conteúdo, adequando os educadores para melhorias de práticas de ensino. Para tanto, a inserção de formações continuadas e planejamentos semanais, tem um papel de grande relevância no que se refere às metodologias aplicadas em sala de aula.
A elaboração desses planejamentos e aulas interativas deveria vir acompanhada por uma supervisão pedagógica com capacidade e formação adequada para seguir os processos educacionais propostos pelos educadores. Porém, sabemos que o acompanhamento desses educadores, são realizados por técnicos que em muitos dos casos não possuem formação para a ocupação de determinados cargos.
Podemos verificar que as pesquisas científicas em Educação são oriundas de um sistema de ensino que adapta a necessidade da utilização das TICs na sala de aula, para que seja possível um ensino de maior qualificação, oferecendo o uso adequado das tecnologias como forma de melhoria das práticas de ensino.
Para Libâneo (1994, p. 222), a escola, os professores e os estudantes são integrantes da dinâmica das relações sociais; tudo o que acontece no meio escolar está atravessado por influências econômicas, políticas e culturais que caracterizam a sociedade de classes. Isso significa que os elementos do planejamento escolar – objetivos, conteúdos, métodos – estão recheados de implicações sociais, têm um significado genuinamente político.
Chamar atenção dos educandos com atividades diversificadas nos ajuda a trazer o jovem para escola e sempre buscar conhecimento na interação professor-estudante. Para tanto, pode-se dizer que as tecnologias são pontes que levam nossos conhecimentos para o mundo. Uma boa Educação nos faz crescer com ideias críticas e desenvolver a inteligência. Permear o uso de novas técnicas facilita o meio de ensino e aprendizagem atual, pois muitos conteúdos vistos em sala de aula podem ser visualizados com uma nova roupagem, graças aos avanços que adentram na Educação.
Hoje as escolas enfrentam uma série de desafios, porém um constitui-se mais recente que é justamente a preparação das crianças e dos jovens para o mercado de trabalho, também marcado pela presença das novas tecnologias. Nossos estudantes têm cada vez mais acesso às informações, mas infelizmente a grande maioria não consegue transformá-las em conhecimento.
Com os impactos das tecnologias e seus efeitos ocasionados no mundo moderno, encontramos propostas que focam as construções subjetivas. A chegada do “tecnológico”, nos mostra também a possibilidade de solucionar problemas em um curto espaço de tempo, afetando o ritmo de vida costumeiro das pessoas. Citando um exemplo bem simples, fazemos o uso do computador para quase todos os nossos atos do cotidiano, os celulares, os tablets são também utilizados quase sem respeitar limites, tanto é assim, que até mesmo as relações pessoais encontram-se prejudicadas pela atuação das novas tecnologias.
A preparação do educador e sua didática
A formação pedagógica tem um papel primordial para uma solidez do professor em sala de aula, porém muitos deles iniciam sua carreira na docência, pulando etapas ou ainda, não vivenciam o processo educacional oriundo de uma licenciatura. Por isso, muitos desses docentes não possuem entendimento para reagir em situações de dificuldades que surgem ao longo do programa.
Para Bruschini e Amado:
“… o conceito de vocação foi um dos mecanismos mais eficientes para induzir as mulheres a escolher as profissões menos valorizadas socialmente, influenciadas por essa ideologia, as mulheres desejam e escolhem essas ocupações, acreditando que o fazem por vocação; não é uma escolha em que se avaliam as possibilidades concretas de sucesso pessoal e profissional na carreira.”
Para tanto, é sabido que a formação precisa ser levada em primeiro plano, pois as qualidades de um bom profissional são reflexos do conhecimento, das qualidades motivacionais que a profissão nos exige e principalmente do dom de educar.
O educar é uma peça importante na construção da vida do cidadão, por meio da Educação somos capazes de transformar pensamentos e transmitir informações, assim como aprendemos no cotidiano, elementos que jamais aprenderíamos se não estivéssemos em pleno exercício de nossa função. Em nossas práticas pedagógicas precisamos levar acima de tudo a interação, pois a todo instante estamos construindo “mundos” e criando arquitetos de histórias ainda em início.
Educar sem reprovar: um desafio para os docentes
Para que exista a superação do alto índice de reprovação nas escolas é notório a inserção de práticas inovadoras, que busquem a ruptura da cultura permeada pela reprovação, principalmente nas escolas onde o foco principal é o tradicionalismo propriamente dito.
Embora ainda existam muitas discordâncias em relação a “não reprovação”, pensando pelo lado que a reprovação torna-se uma ação repetitiva, levando muitos dos casos a uma grande evasão e ainda optar pelos meios mais simples e práticos, os considerados aprendizados “Relâmpagos”, como é o caso dos supletivos, onde o estudante faz uma prova e já se encontra apto de uma certificação.
A reprovação em nosso sistema de Educação, acaba desestimulado os estudantes e produz uma barreira enorme entre o aprender e o “querer aprender”, além do reconhecimento de suas capacidades. O docente necessita entender que em muitos casos, o estudante está assoberbado de problemas, afligindo inclusive seu desenvolvimento cognitivo, ela aponta meios de exclusão e dificulta o processo de ensino e aprendizagem.
O educador começa a compreender agora que quando a criança adentra na cultura, não somente toma algo dela, não somente assimila e se enriquece com o que está fora dela, mas que a própria cultura reelabora em profundidade a composição natural de sua conduta e dá uma orientação completamente nova a todo o curso de seu desenvolvimento (Vygotsky, 1995, p. 305).
Com isso, seria curioso entender alguns pontos que mostrem o desenvolvimento de uma escola que abrace o interesse pelas mudanças positivas e profissionais abertos para inovar em suas práticas educacionais. O grande segredo para uma reflexão sobre uma escola sem reprovação são os subsídios para as práticas pedagógicas e os autores para a execução dessas práticas.
Para que a proposta de observar os índices de reprovação sejam reduzidas, não basta apenas o empenho do corpo docente da instituição, mas um ponto de grande valia, seria os incentivos gerados pelo meio governamental, pois para se adquirir uma Educação de qualidade e para todos, é necessário a quebra das desigualdades existentes a priori entre escolas públicas e particulares.
Observando um pouco da história, sabemos que as escolas do Brasil buscam uma organização escolar, através de séries ou anos, dessa forma, todas se enquadram para obter experiências de aprendizagem de acordo com sua capacidade. Para tanto o docente expõe o conteúdo para todos e ao término do ano letivo, os estudantes que não tenham atingido metas impostas pela instituição, acabam repetindo a série no ano seguinte.
O processo de reprovação é tratado com tanta naturalidade que acaba sendo justificado pela falta de interesse do estudante ou própria incapacidade mesmo. Podemos apontar algumas melhorias trazidas pelo estado, onde abrem para a acessibilidade de todas as escolas.
Para isso, a partir do momento que a escola e o Ensino Fundamental passam a se tornar um direito, o funcionamento pela via de regra, se modifica e se adapta às novas realidades implementadas nas escolas, sendo mais inclusivas e utilizando-se da democratização.
Trabalhar com o tradicional, foca apenas em um ensino básico de maneira bem retrógada, cheia de regras e segmentos voltados aos padrões clássicos. Então, para aqueles que seguiam normas e eram capazes de entender conteúdos e ser firme na vontade de aprender, conseguiam com êxito sua aprovação ao finalizar o ano. Por outro lado, pessoas que possuíam limitações, que tivesse problemas de saúde, pouco acesso à escola e entre tantos outros casos isolados, não concluíam suas respectivas séries, trazendo uma reprovação, junto a frustrações e medos inseridos pelo tradicionalismo.
A escola para todos, com acessibilidade e direitos igualitários, busca superação de limites e enfrentamento de desafios, inserir o jovem em um contexto de responsabilidades e compromissos, mas ao mesmo tempo, mostrar condições adequadas de aprendizado e buscas incessantes pelo conhecimento, mostrando que cada um possui um potencial gigante, podendo descobrir a partir do momento que são ofertadas novas propostas de ensino.
Conclusão
O papel do educador como sujeito formador da criticidade é essencial para o desenvolvimento de uma sociedade mais consciente, justa e participativa. Como facilitadores do conhecimento, os educadores não apenas transmitem conteúdos, mas também promovem o pensamento crítico, além da essencialidade para a análise das realidades sociais e movimenta para a transformação.
Ao incentivar os estudantes a questionar, a refletir e a agir com base em uma compreensão mais profunda do mundo, o educador contribui diretamente para a formação de cidadãos capazes de exercer sua autonomia.
No entanto, as transformações sociais que ocorrem na Educação apresentam desafios significativos. As novas tecnologias, as mudanças nas relações de trabalho e as desigualdades sociais impactam diretamente o ambiente educacional e a prática pedagógica.
Essas mudanças exigem do educador uma adaptação constante, mas também a manutenção de uma postura crítica frente às diversas formas de opressão e exclusão que ainda permeiam as estruturas educacionais. Assim, os problemas que surgem em resposta às transformações sociais demandam uma reflexão contínua sobre as políticas educacionais, os métodos de ensino e a formação docente, para que a Educação seja, de fato, um instrumento de emancipação e transformação social.
Portanto, é imprescindível que o educador, enquanto sujeito formador da criticidade, não se limite a ser um transmissor de saberes, mas se torne também um agente de mudança, capaz de promover a reflexão crítica sobre as questões sociais que afetam o sistema educacional. Esse movimento exige não apenas a formação contínua dos educadores, mas também o apoio de políticas públicas que reconheçam a Educação como um direito fundamental e como ferramenta indispensável para a construção de uma sociedade mais democrática e igualitária.
Referências:
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