plano de estudos para o enem
Dicas Enem e Vestibular

Passo a passo: como criar um plano de estudos para o Enem

Por FTD Educação

Estimativa de leitura: 12min 20seg

23 de outubro de 2024

Confira um passo a passo de como criar um plano de estudo do zero para o Enem e comece sua preparação com antecedência!

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) está se aproximando, e se você ainda não começou a se preparar, saiba que o melhor momento para dar o primeiro passo é agora! Com meses pela frente, você tem uma oportunidade preciosa de se preparar com calma. Então, aprenda agora mesmo a criar um plano de estudo para o Enem do zero.

Se deixar para a última hora, é bem capaz de sentir ansiedade e sobrecarga. Portanto, por que não começar a se organizar desde já? O plano de estudo é o momento de entender algumas regras básicas do Exame e de criar as bases para a rotina que você terá de enfrentar nos próximos meses de dedicação.

Com um planejamento de estudos bem elaborado, é possível dividir a montanha de conteúdos que você precisa revisar em pedaços menores e mais gerenciáveis. Continue a leitura e veja o passo a passo de como criar o seu!

O que é um plano de estudos?

 Um plano de estudos é um planejamento sistemático que define o que será estudado, quando, por quanto tempo e com quais metas. Ele funciona como um mapa personalizado do conhecimento, ajudando o estudante a manter o foco, evitar procrastinação e aproveitar melhor o tempo disponível.

Um bom plano de estudos considera:

  • A carga horária disponível por dia e por semana;
  • Momentos de revisão e descanso;
  • As disciplinas e conteúdos que precisam ser estudados;
  • As dificuldade e facilidades individuais em cada matéria;
  • O tempo até a prova ou meta final (ENEM, vestibular, concurso, etc).

Esse plano pode ser feito em planilha, caderno, aplicativo ou até mesmo em um mural. O importante é que seja realista, adaptável e mantenha a motivação ativa.

Qual a diferença entre plano de estudos e cronograma de estudos?

Embora os dois termos sejam frequentemente usados como sinônimos, ha uma diferença sutil e importante entre eles:

O plano de estudos é o projeto geral, que envolve a definição de metas, prioridades e estratégias. É o “o que” e o “porquê” dos seus estudos.

O cronograma de estudos, por sua vez, é a agenda prática, o “quando” e o “como”. Ele distribui os conteúdos ao longo dos dias e semanas, como horários específicos para cada atividade. Ou seja, cada cronograma está dentro do plano de estudos. um depende do outro: o plano dá direção, o cronograma dá o ritmo.

Confira 7 dicas para criar um bom plano de estudos para o Enem

1.Verifique os prazos e os conteúdos para o Enem

Cada edição do Exame pode ter suas particularidades, e saber exatamente o que esperar é fundamental para evitar surpresas desagradáveis. Vale a pena conferir a edição do Enem para o qual você está se preparando, já que as datas podem mudar de um ano para o outro.

Desde 2017, as provas do Enem são realizadas em dois domingos consecutivos, e não mais em dois dias seguidos, como acontecia anteriormente.

Todos os anos, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulga no site oficial o edital do Exame. Nele, você encontra informações sobre prazos de inscrição, datas das provas e até sobre os conteúdos que serão cobrados.

Importante: é verdade que você não precisa dedicar o mesmo tempo a todos os tópicos da lista de conteúdos presente no edital do Enem, mas é recomendável ter um panorama sobre o que vai cair na próxima edição.

2. Entenda a estrutura do Exame

O Enem tem uma estrutura própria e um sistema de pontuação que você precisa entender para aumentar as chances de se sair bem. O Exame é dividido em quatro áreas de conhecimento mais a redação:

  • Ciências Humanas e suas Tecnologias (45 questões);
  • Ciências da Natureza e suas Tecnologias (45 questões);
  • Linguagens, Códigos e suas Tecnologias (45 questões);
  • Matemática e suas Tecnologias (45 questões);
  • Redação no gênero dissertativo-argumentativo.

Para avaliar as notas em cada área, há uma metodologia de correção específica. O Inep utiliza a Teoria de Resposta ao Item (TRI) para calcular a nota dos candidatos.

Diferentemente de outros métodos que apenas consideram o número de acertos, a TRI utiliza um conjunto de modelos matemáticos para avaliar a relação entre a probabilidade de um candidato responder corretamente a uma questão e seu conhecimento na área avaliada.

De acordo com a Coordenação da Organização das Nações Unidas (ONU) no Brasil, a aplicação desse método “garante a isonomia das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), mesmo se aplicadas em períodos diferentes”.

Mas como funciona a TRI? A metodologia considera vários fatores para calcular a nota:

  • probabilidade de acerto: a TRI modela a probabilidade de um candidato acertar uma questão com base em sua proficiência e nas características da própria questão. Quanto mais difíceis as questões, menores as probabilidades de serem acertadas;
  • características dos itens: cada questão do Enem tem características específicas, como dificuldade e discriminatividade (capacidade de diferenciar candidatos com diferentes níveis de conhecimento);
  • correção da nota: a nota do candidato não depende apenas do número total de acertos, mas também da dificuldade e do tipo de questões que ele acertou ou errou.

Pela dinâmica da TRI, acertar questões complexas e errar questões fáceis pode levar a uma penalização na nota, já que estatisticamente é improvável que um candidato acerte apenas as questões mais difíceis sem um bom nível de conhecimento. Isso é interpretado como um possível chute ou falta de consistência.

O Inep também explica que “diferentemente de uma prova comum, a nota do Enem em cada área não representa simplesmente a proporção de questões que o estudante acertou na prova”.

Isso significa que a média obtida em cada uma das quatro áreas do conhecimento avaliadas depende não apenas da quantidade de questões respondidas corretamente, mas também da dificuldade das questões que o candidato acerta e erra, além da consistência das respostas.

Por isso, pessoas que acertam o mesmo número absoluto de itens podem obter médias de desempenho distintas”, completa o órgão vinculado ao Ministério da Educação e responsável pela realização do Exame.

Estatisticamente, é improvável que um candidato acerte apenas as questões mais difíceis sem um bom nível de conhecimento. Isso é interpretado como um possível chute ou falta de consistência.

3. Planeje quantas horas por dia você pode estudar

O ponto de partida para um bom plano de estudos é fazer um levantamento honesto de quanto tempo você tem disponível em um dia típico para estudar. Aqui estão os passos para fazer essa avaliação:

  • liste todas as atividades fixas que você realiza diariamente. Inclua horários de trabalho, aulas, compromissos pessoais e outras responsabilidades que ocupam seu tempo. Entender cada detalhe da sua rotina dará uma noção clara de quanto tempo já está comprometido;
  • analise sua lista e destaque os blocos de tempo livres de compromissos. Considere diferentes partes do dia, como manhã, tarde e noite. Lembre-se de incluir intervalos e tempos de deslocamento (se for necessário);
  • observe em que momentos do dia sua produtividade cresce. Se você é uma pessoa que se concentra melhor pela manhã, é mais vantajoso dedicar o período matutino ao estudo. Se sua energia aumenta à noite, ajuste seu planejamento para refletir isso;
  • reserve momentos para relaxar e fazer atividades das quais você gosta. A inclusão de pausas ajuda a manter sua mente fresca e melhora a eficiência do estudo.

Evite sobrecarregar-se com horas de estudo que você sabe que não conseguirá cumprir. Um planejamento realista leva em conta suas verdadeiras limitações e evita comprometer sua qualidade de vida.

4. Monte um cronograma de estudos

O cronograma de estudos é uma das etapas mais importantes na preparação para o Enem. A ideia é criar um calendário que prevê os períodos específicos para diferentes tarefas ou atividades. Com ele, você pode definir quando e como vai estudar cada disciplina ou tópico, além de ajudar a monitorar seu progresso ao longo do tempo.

Tem dúvidas sobre como montar um cronograma do zero? Siga as etapas a seguir:

  • considere seus pontos fortes e fracos em relação às áreas do conhecimento. Seus objetivos podem incluir melhorar em uma disciplina específica, revisar determinados tópicos ou praticar mais questões de simulados;
  • use um calendário ou uma planilha para mapear suas atividades diárias. Inclua todos os compromissos fixos, como aulas, trabalho e outras responsabilidades, para visualizar claramente os períodos que você tem livre;
  • divida seu tempo livre em blocos de estudo. Geralmente, sessões de 60 a 90 minutos são eficazes, seguidas por pausas curtas. Isso ajuda a manter a concentração e evita o cansaço mental;
  • aloque blocos de estudo para cada disciplina. Baseie-se na sua prioridade e na quantidade de conteúdo a ser coberto. Se você tem mais dificuldade em Matemática, por exemplo, reserve mais tempo para essa disciplina;
  • tente manter uma rotina de sono consistente. O ideal é ir para a cama e acordar nos mesmos horários todos os dias. Pode ser tentador estudar até tarde, especialmente próximo à data do Enem, mas a falta de sono pode prejudicar sua concentração e seu desempenho;
  • coloque seu cronograma em um lugar visível. Pode ser na parede ao lado da sua mesa de estudo ou na tela de descanso do seu celular ou computador. Ver o cronograma ajuda a lembrar suas metas e a manter o foco.

Depois de algumas semanas seguindo uma rotina sólida, revise o quanto você tem avançado em relação às suas metas e ajuste o cronograma se perceber que algo não está funcionando tão bem quanto esperava.

5. Separe um cantinho da casa para estudar

Se houver na sua casa um espaço exclusivo para a preparação para o Enem, seu cérebro entrará no “modo estudo” sempre que você estiver nele. É uma maneira de reduzir as distrações e melhorar sua capacidade de se concentrar.

Um lugar que seja tranquilo e que tenha o mínimo de interrupções — você não precisa de muito! Evite áreas de alta circulação, como a sala de estar ou a cozinha, onde alguém pode tirar seu foco.

Veja, a seguir, mais algumas condições ideais para montar um cantinho dos estudos que otimize seu rendimento:

  • escolha uma cadeira ergonômica e uma mesa adequada para estudo. A altura da mesa e da cadeira deve estar ajustada para garantir uma postura correta durante o estudo;
  • organize os materiais de forma que estejam sempre ao alcance. Use organizadores de mesa, gavetas, caixas ou prateleiras para manter livros, cadernos e canetas em ordem e evitar a perda de tempo procurando o que precisa;
  • escolha um local onde o ruído externo seja mínimo. Caso não haja essa possibilidade, considere o uso de fones de ouvido com cancelamento de ruído ou música suave para minimizar distrações;
  • mantenha a área dedicada exclusivamente ao estudo. Evite usar o espaço para outras atividades, como ver TV ou comer, para preservar a associação do local com a concentração e o aprendizado.

Experimente diferentes lugares ou formas de organização do seu espaço para encontrar o que funciona melhor para você!

6. Faça edições anteriores simulando as condições de prova

O Enem é um exame longo, com um número grande de questões distribuídas ao longo de dois dias. Por isso, controlar o tempo durante os simulados ajuda você a se acostumar com a quantidade de perguntas e o tempo disponível para cada uma.

No portal do Governo Federal, o Inep disponibiliza gratuitamente as provas dos anos anteriores e seus gabaritos oficiais. Esses materiais são recursos que você pode usar para criar simulados que refletem com precisão as condições reais do exame.

Para fazer a simulação, configure um cronômetro para refletir o tempo disponível durante o exame real. No primeiro dia do Enem de 2023, por exemplo, você teve 5 horas e 30 minutos para responder às provas de Linguagens, Ciências Humanas, Redação e Língua Estrangeira.

No segundo dia, foram aplicadas as provas de Ciências da Natureza e suas Tecnologias e Matemática e suas Tecnologias, com duração de 5 horas.

Praticar com um cronômetro ajuda a simular a experiência real do Enem. Assim, você reduz a ansiedade e melhora sua capacidade de gestão do tempo durante o exame.

7. Inclua ferramentas e aplicativos na rotina de estudos

A tecnologia pode ser uma aliada do seu plano de estudos para o Enem. Ferramentas e aplicativos para celular ajudam a planejar, organizar e monitorar seu progresso de forma muito mais eficiente. No entanto, é preciso usar esses recursos com sabedoria para que não se tornem mais uma fonte de distração.

Por isso, o segredo é integrar as ferramentas de maneira que elas realmente potencializem seu aprendizado e o tempo que você dedica ao estudo. Aqui estão algumas sugestões que podem fazer uma grande diferença na sua rotina:

  • Todoist: aplicativo para organizar suas tarefas diárias, definir prioridades e acompanhar seu progresso;
  • Pomodoro Timer: utiliza a técnica Pomodoro, dividindo seu tempo de estudo em blocos de 25 minutos com intervalos curtos (ideal para manter a produtividade e evitar a fadiga);
  • Evernote: permite criar e organizar notas, listas e resumos de forma estruturada, tornando fácil revisar e acessar informações importantes;
  • Microsoft OneNote: oferece uma plataforma para organizar notas, adicionar imagens e áudios e compartilhar com outros;
  • Google Keep: uma opção simples para criar anotações rápidas, listas e lembretes que sincronizam com sua conta Google.

Quer uma dica? Não tente usar todas as ferramentas de uma vez. Comece com uma ou duas e adicione outras conforme você se adapta e percebe a necessidade.

Chegamos ao final do nosso guia de como criar um plano de estudo para o Enem do zero! Lembre-se de que o mais importante é começar o planejamento com antecedência. Assim, você terá mais cabeça para entender seus pontos de dificuldade e cumprir todas as etapas necessárias para uma preparação nota mil!

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