Descubra quais livros fazem dos autores da FTD leitores ávidos.
Olá, caro leitor!
Se você, assim como eu, é um apaixonado pela leitura, saiba que temos um dia só nosso para celebrar.
Comemorado no dia 7 de janeiro, o Dia do Leitor é dedicado a todos aqueles que descobriram as maravilhas da literatura.
Como ninguém nasce leitor, é preciso contar com influências positivas ao longo do caminho para desenvolver essa habilidade, e explorar ao máximo todos os universos e realidades que as páginas dos livros nos convidam a visitar.
Para ajudar nessa jornada, convidei nossos autores da FTD Educação para contarem quais livros fazem deles leitores ávidos, assim você tem uma nova lista de leitura para chamar de sua.
Prontos para abrir a primeira página?
10 livros indicados pelos autores da FTD Educação


“Como leitora, indico O voo da guará vermelha, de Maria Valéria Rezende. É uma obra rara – poética e forte ao mesmo tempo, com abordagem social e personagens muito especiais. Duas pessoas excluídas da sociedade se encontram. Ele conta suas histórias de vida e ela o ensina a ler e escrever. Por meio dessa troca, ambos encontram amor, cumplicidade e uma esperança que se vislumbra. Poético e musical, o texto é muito especial: é um romance composto em redondilhas (versos de sete sílabas) apresentadas na forma de narrativa.” Silvana Salerno, autora da adaptação de “Odisseia” para quadrinhos.


“Gostei demais do livro O Som do Rugido da Onça, de Michelliny Verushki. Ela conta um fato histórico, misturando passado longínquo e presente. A onça aparece como protetora de uma criança. A ideia de um humano ter um animal selvagem como bicho ancestral, presente em povos originários me fascina.” Roseana Murray, autora de “Anjos”.


“Adoro livros de suspense e romances policiais. Sou a maior fã de Agatha Christie, mas reconheço que o gênero, para muitos leitores atuais, parece um tanto antiquado.
Eis que surge um autor jovem, Richard Osman, que não tem vergonha em beber da fonte dos enredos clássicos e resgata o gênero com seus admiráveis velhinhos-detetives, moradores de um retiro para idosos. Como não têm o que fazer, dedicam-se a elucidar crimes fictícios, até que um real assassinato pede seus talentos dedutivos. Esse time se reúne em O Clube do Crime das Quintas-feiras (nome do primeiro livro da série), e prossegue nos demais, O Homem Que Morreu Duas Vezes, A Bala que Errou o Alvo, O Último Demônio a Morrer.
O talento narrativo e o bom-humor de Richard Osman oferecem personagens memoráveis. Vale a pena conhecer a série.” Marcia Kupstas, autora de “Marco Zero”.


“Eu penso sempre em você, de Leo Cunha e Salmo Dansa, é um livro daqueles impossíveis da gente ler apenas o texto ou as ilustrações. É para ler tudo junto. Foi esse o jeito que os autores encontraram para contar sobre o ciúme que o pai da elefantinha sente ao imaginar que sua filha gosta mais do novo namorado da mãe do que dele. Mas, a cada página, a filhote do elefante demonstra o dito na frase-título. Um jeito muito especial de conversar com os pequeninos sobre o amor que segue vivo, apesar da separação dos pais. Gosto muito desse livro.” Tino Freitas, autor de “Mamãe, coragem!”


“Assim que recebi o pedido de indicação, me veio à cabeça o Batida só, da Giovana Madalosso. Li no início de novembro, durante as aulas de natação da minha filha. E me marcou profundamente por um motivo específico: me fez chorar (lá no banco da piscina). Chorar como se chora no cinema. Sabe? Evitando contorcer o rosto para ninguém ver – e as lágrimas escorrendo. Não, não costumo chorar lendo livros. Choro até assistindo propaganda, mas lendo livro não. Então aqui está minha indicação, para chorar em público: Batida Só.” Carol Naine, autora de “Desembarcados”.


“Um dos livros mais importantes para mim, ao qual sempre retorno, é As Mil e Uma Noites. Li essa série de histórias na adolescência, dividida em vários volumes, nos livros que eu emprestava da biblioteca da minha cidade natal. É o tipo de livro que você não quer largar. Ele acolhe e envolve de tal maneira que é impossível não se perguntar: e depois? O que virá? Sempre releio essas histórias com grande prazer. Há de tudo ali: fantasia, humor, mistério e sabedoria popular. Um livro que me encantou na juventude e que permanece sempre comigo.” Marcelo Maluf, autor de “Lindolfo, o tesouro de três orelhas”.


“Histórias bem contadas, escritos que encantam e envolvem são para muitas idades e para todas as almas sensíveis. Assim é Mil Milhas, o diário de bordo escrito em alto mar por Tamara Klink, quando fazia sozinha a travessia do Mar do Norte, entre a Noruega e a França, a bordo do seu veleiro Sardinha, aos 23 anos.
Longe de ser um diário tradicional, Mil Milhas é poesia e o espelho da coragem, determinação, força e leveza de uma jovem que soube sonhar e ousar. A gente chora ao ver pingar dos olhos de Tamara a saudade da avó. Sentimos o cheiro de peixe no ar, o frio que dói os ossos, a solidão que esmaga o peito, de vez em quando. Ficamos maravilhados com o equilíbrio, a capacidade de domar as emoções para alcançar objetivos. Construímos a beleza das paisagens em nosso imaginário, sentimos a paz de uma solidão escolhida para vencer a geografia e, nas palavras da própria Tamara, “atravessar os medos”.
Mergulhe no frio do Mar do Norte e aqueça a alma ao receber de presente as palavras de quem saiu menina e retornou mulher de uma travessia heroica para dentro de si mesma, usando o Sardinha como instrumento e o mar como o caminho.” Silviane Sasson, autora de “Ganhou um nome quando atravessou o mar”.


“Lélia Gonzalez: Um Retrato. Desde a capa, a proposta sintetiza a noção retrato por meio do qual Sueli Carneiro, uma das mais respeitadas militantes do Movimento Negro, apresenta Lelia Gonzales, outro nome forte nessa perspectiva. A narrativa foi me levando a perceber a parceria no tempo entre o passado e o presente que o acolhe. E quem, como eu, gosta de ler à noite, pode acordar com a memória redimensionada sobre acertos de uma proposta editorial.” Heloísa Pires, autora de “Giraflor e outros jequitinhonhas”.


“Minha recomendação é o livro ilustrado A Catástrofe, da artista polonesa Iwona Chmielewska, uma obra-prima que tive a felicidade de traduzir e de indicar para publicação no Brasil. Uma criança, um ferro de passar, a toalha favorita da mãe (uma relíquia de família, pois foi bordada pela avó) … e um acidente. Na mente da criança, queimar a toalha é uma catástrofe. Página a página, acompanhamos o desenrolar dos seus pensamentos e vemos essa mancha inominável ser ressignificada pela força da imaginação, da inteligência, da honestidade e do amor. E o que dizer do desfecho? Já tive a oportunidade de ler este livro para centenas de pessoas, de todas as idades – em livrarias, bibliotecas, escolas e em minha própria casa -, e é fascinante notar o semblante de quem vivencia esse final luminoso pela primeira vez. Sem sombra de dúvida, é o mais belo livro infantil-sem-idade publicado no Brasil em muitos anos. Considero uma das maiores realizações da minha vida ter ajudado A Catástrofe a vir para cá, a viver entre nós. Porque, se tem um livro que parece vivo, é este, de tão comovente e poderoso que é seu humanismo.” Guilherme Semionato, autor de “Duas Ilhas”.


“Para uma libriana escolher uma única coisa é quase impossível e ainda mais quando se trata de um livro, para alguém como eu, feita de palavras e mais do que qualquer outra coisa leitora, indicar um livro apenas não é tarefa simples. Até ler Um defeito de cor, da agora imortal Ana Maria Gonçalves, o Grande Sertão Veredas era o meu livro, aquele que se me perguntassem qual eu levaria para uma ilha deserta se apenas pudesse levar um livro. No entanto desde que li a obra-prima de Ana Maria, é o livro que digo que todos precisamos ler, porque nos instiga de muitas maneiras a olhar para tudo aquilo que muitas vezes preferimos não encarar e não sem lirismo e verdade. Um defeito de cor, merece mesmo o título de livro do século!”. Alessandra Roscoe, autora de “Nos fios do invisível”.
Aproveite as indicações e boa leitura!
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