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#EntreNoClimaUNICEF: iniciativa do Unicef mobiliza escolas para a transformação ambiental 

Por Brenda Torres

Estimativa de leitura: 6min 7seg

22 de abril de 2026

No Dia da Terra, o desafio das escolas vai além da conscientização: é hora de incorporar a Educação climática ao currículo, formar professores e engajar estudantes em ações concretas de enfrentamento à crise ambiental.

Dia da Terra, celebrado em 22 de abril, tem se consolidado como uma oportunidade estratégica para que escolas aprofundem o debate sobre sustentabilidade e crise climática no contexto educacional.  

Mais do que promover atividades pontuais, a data convida gestores e professores a refletir sobre como a Educação pode contribuir, de forma contínua e estruturada, para a formação de estudantes críticos, conscientes e capazes de agir diante dos desafios ambientais. 

Em um cenário marcado pelo agravamento das mudanças climáticas e seus impactos cada vez mais visíveis, a escola assume um papel central na construção de respostas coletivas. 

Inserir a Educação climática no cotidiano escolar de forma interdisciplinar, prática e conectada ao território não é apenas uma escolha pedagógica, mas uma necessidade formativa. É nesse contexto que iniciativas como o #EntreNoClimaUNICEF, do Unicef, surgem como apoio concreto para transformar intenção em ação dentro das redes de ensino. 

A Educação climática acontece quando professores e estudantes se reconhecem como parte da natureza e agentes de mudança. 

O que é o #EntreNoClimaUNICEF  

O #EntreNoClimaUNICEF é uma iniciativa do Unicef que propõe algo simples e, ao mesmo tempo, transformador: mobilizar crianças, adolescentes e jovens brasileiros para atuarem como agentes de mudança no enfrentamento da crise climática. 

Mais do que um projeto, trata-se de um movimento que articula diferentes frentes dentro da escola. Ele oferece formação de professores, materiais pedagógicos, apoio ao desenvolvimento de projetos escolares e, principalmente, caminhos concretos para o engajamento estudantil em ações ambientais. 

Entre 2024 e 2026, a expectativa é impactar mais de 120 mil estudantes e formar cerca de 4 mil professores em diferentes regiões do Brasil. Mas, para além dos números, o que chama atenção é a proposta pedagógica para uma Educação climática que não se limita ao conteúdo, mas se materializa em experiências, práticas e escolhas. 

Os temas trabalhados como mudanças climáticas, eficiência energética, reaproveitamento de resíduos e uso racional da água, não aparecem como tópicos isolados, mas como parte de um olhar integrado sobre o mundo. 

Educação baseada na natureza 

Um dos pilares do projeto é a valorização da Educação baseada na natureza. Em um tempo em que grande parte das experiências escolares acontece em ambientes fechados e mediadas por telas, essa proposta soa quase como um respiro. Trata-se de ressignificar a própria ideia de aprendizagem. 

A natureza deixa de ser um cenário e passa a ser sujeito do processo educativo. Uma árvore pode ensinar sobre ciclos, interdependência, tempo. Um jardim pode se tornar laboratório de ciência, espaço de observação, território de cuidado. 

Atividades ao ar livre, hortas escolares, trilhas, observação de fenômenos naturais, tudo isso contribui para desenvolver não apenas conhecimentos, mas também vínculos.  

É difícil cuidar daquilo com que não nos sentimos conectados, no entanto, ao promover essa reconexão, a Educação baseada na natureza ajuda a formar estudantes mais sensíveis, críticos e comprometidos com o meio ambiente. 

Formação de professores: o ponto de partida 

A formação de professores proposta pelo #EntreNoClimaUNICEF tem enfoque prático e contextualizado. Não se trata de acrescentar um conteúdo, mas de integrar a temática climática às diferentes áreas do conhecimento e à realidade dos estudantes. 

É uma formação que convida o educador a experimentar, a observar o território, a dialogar com a comunidade e, principalmente, a se reconhecer também como aprendiz nesse processo. 

Práticas pedagógicas possíveis 

Pequenas ações, quando bem articuladas, podem gerar grandes impactos. Uma escola pode, por exemplo, desenvolver um projeto de monitoramento do consumo de água, envolvendo estudantes na coleta e análise de dados e na proposição de soluções para reduzir o desperdício. 

Ou ainda implementar um sistema de coleta seletiva, acompanhado de campanhas de conscientização criadas pelos próprios alunos. 

Outro caminho é trabalhar a temática climática de forma interdisciplinar: em Matemática, analisando gráficos de temperatura; em Língua Portuguesa, produzindo textos argumentativos; em Ciências, investigando causas e consequências das mudanças climáticas. 

O importante é que os estudantes não sejam apenas receptores de informação, mas protagonistas do processo. Quando eles investigam, propõem, testam e avaliam soluções, a aprendizagem ganha mais sentido. 

Protagonismo estudantil: quando os jovens lideram 

Talvez um dos aspectos mais inspiradores do #EntreNoClimaUNICEF seja o estímulo ao protagonismo juvenil.  

Projetos liderados por estudantes, campanhas de mobilização, criação de clubes ambientais, participação em decisões escolares, tudo isso fortalece a autonomia e o senso de responsabilidade. 

Mais do que formar “alunos conscientes”, estamos falando de formar cidadãos ativos, capazes de intervir na realidade.  

E, nesse processo, algo interessante acontece: os estudantes passam a ensinar também. Eles mobilizam colegas, sensibilizam famílias e provocam a comunidade. A escola deixa de ser um espaço isolado e se torna um núcleo de transformação social. 

Um convite para começar hoje 

O Dia da Terra pode ser o ponto de partida, mas o trabalho não pode se limitar a uma data comemorativa. A crise climática exige continuidade, consistência e compromisso. 

Iniciativas como o #EntreNoClimaUNICEF mostram que é possível, e necessário, integrar a Educação ambiental ao cotidiano escolar, de forma estruturada e significativa. 

Se você é gestor ou professor, talvez a pergunta não seja “se” sua escola deve trabalhar esse tema, mas “como” começar. E, nesse caminho, você não está sozinho. 

Explore os materiais pedagógicos e as orientações disponíveis no site do Unicef e leve essa discussão para sua escola. Há conteúdos prontos para apoiar desde o planejamento até a implementação de ações concretas. 

Aproveite para conferir o vídeo sobre o #EntreNoClimaUNICEF. 

 

Para além da escola 

Falar de educação climática é, no fundo, falar de futuro. Mas não de um futuro abstrato e sim de um futuro que está sendo construído agora, nas escolhas que fazemos todos os dias. A escola tem um papel central nesse processo. Ela pode ser um laboratório de novos modos de viver. 

O #EntreNoClimaUNICEF nos lembra que educar, hoje, é também cultivar ideias, atitudes, relações. E que, assim como na natureza, as transformações mais profundas começam, muitas vezes, de forma silenciosa como uma nova experiência e um novo olhar. 

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Jornalista que atua como Redatora. Vivências em Comunicação Interna, Roteiro e Marketing Digital. Curte fotografia, artesanato e tatuagem.
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