A fotografia democratizou a criação de imagens, dando voz visual a qualquer pessoa com uma câmera.
Você reconhece a importância de registrar momentos? Uma celebração, um nascimento, histórias vivas e acontecendo enquanto os flashs são disparados acompanhando uma cena, que jamais será esquecida, graças à fotografia!
Como surgiu a arte da fotografia?
Os primeiros a realizar experiências fotográficas foram químicos e alquimistas da antiguidade. Um aparelho chamado “Câmara Obscura” foi desenvolvido na Grécia Antiga, e ele era capaz de criar imagens invertidas.

A câmara obscura é essencialmente uma caixa ou sala escura com um pequeno orifício ou lente em um dos lados, de criação atribuída a Aristóteles. A luz de uma cena externa entra pelo orifício e projeta uma imagem invertida na parede oposta dentro da caixa, porque a luz viaja em linha reta. Quanto menor o orifício, mais nítida a imagem, mas menos luz chega, tornando-a mais escura. O aparelho é considerado precursor das câmeras fotográficas.
No século XVII, esses dispositivos começaram a ser usados como suporte para que pintores fizessem seus quadros, entre outras formas de entretenimento.
A partir do século XIX, há uma evolução e o primeiro registro impresso foi feito em 1826, pelo francês Joseph Niépce, que conseguiu gravar em uma placa de estanho a imagem do telhado de sua casa, em Borgonha, na França.

Dia Mundial da Fotografia e sua importância
Em 19 de agosto celebra-se o Dia Mundial da Fotografia. Seu papel é fundamental na forma como registramos e compreendemos o mundo, eternizando momentos, preservando memórias e documentando a história. A fotografia tornou-se uma linguagem universal capaz de comunicar emoções, realidades sociais e culturais.
Em contextos jornalísticos, denuncia injustiças e revela verdades que palavras não alcançam, já no dia a dia, aproxima pessoas e compartilha experiências. Na Ciência, contribui com registros técnicos essenciais e observações de campo. No mundo da publicidade e das marcas, desperta desejos e conduz escolhas.
No mais recente uso, em redes sociais, as fotos moldam identidades e influenciam comportamentos. Hoje, são instrumentos de expressão, memória e transformação.
O dia 19 de agosto foi escolhido como Dia Mundial da Fotografia, pois, nessa data, em 1839, aconteceu a divulgação do Daguerreótipo, pela Academia Francesa de Ciências, inventado por Louis Daguerre e considerado o primeiro processo fotográfico comercialmente viável.

Daguerre também foi o responsável, em 1838, pelo primeiro registro fotográfico com pessoas, em Paris. Ele também foi sócio de Niépce, o que contribuiu para suas pesquisas.
Em 1840, o inglês Fox Talbot inventou o Calótipo ou o Talbótico, um processo que produzia uma imagem em negativo e permitia que, posteriormente, fosse positivada em quantas cópias fossem necessárias.
Do clique à revolução: a jornada da fotografia
De processos químicos demorados a imagens instantâneas no celular, a fotografia percorreu quase dois séculos de inovação. Nesta linha do tempo, você acompanha os marcos mais importantes dessa evolução: da primeira imagem permanente à era da inteligência artificial.

A fotografia no Brasil e seu ilustre representante
Enquanto a fotografia se desenvolvia na Europa, o Brasil também marcava presença nessa jornada visual. Em 1833, Hercule Florence, francês radicado em Campinas (SP), já experimentava processos fotossensíveis com câmera obscura, antecipando técnicas que mais tarde ganhariam fama na Europa. Foi ele, inclusive, o primeiro a usar o termo “fotografia”, antes mesmo de Daguerre ou Niépce.
“Não teria eu iniciado a arte mais do que maravilhosa de desenhar qualquer objeto, sem dar-me ao trabalho de o fazer com a própria mão?” – Hercule Florence

Poucos anos depois, em 1839, o Daguerreótipo chegava ao Rio de Janeiro. No Brasil, a fotografia encontrou um grande entusiasta: Dom Pedro II, que não apenas incentivou a arte como também colecionou imagens e posou para inúmeros retratos. Seu apoio foi fundamental para a difusão e a valorização da fotografia no país.
Um dos mais ilustres representantes da fotografia contemporânea no Brasil foi Sebastião Salgado (1944-2025). Com um olhar humanista e esteticamente potente, Salgado documentou injustiças sociais, fluxos migratórios, o trabalho braçal e a relação do homem com a natureza em diversas regiões do planeta. Suas obras mais icônicas incluem:
- “Trabalhadores” (1993) – um retrato profundo do trabalho manual em condições extremas, como nas minas de ouro de Serra Pelada;
- “Êxodos” (2000) – uma poderosa narrativa visual sobre migrações e refugiados em várias partes do mundo;
- “Gênesis” (2013) – uma celebração das paisagens, animais e comunidades ainda preservadas da ação humana;
- “Amazônia” (2021) – um projeto de longa duração que retrata a floresta e os povos indígenas com respeito, beleza e urgência ambiental.

Salgado escolheu usar a estética em preto e branco como linguagem visual para suas obras, acreditando dar maior foco na expressão e na emoção dos retratados e criando um senso de atemporalidade.
Entre os prêmios que Sebastião Salgado recebeu, estão:
- Medalha de Ouro da Royal Photographic Society (Reino Unido, 1993)
- Lucie Award – Lifetime Achievement (EUA, 2003)
- World Press Photo (várias edições)
- Infinity Award – International Center of Photography (ICP) (EUA, 1985)
- Hasselblad Award (Suécia, 1989)
O legado de Sebastião Salgado para a fotografia está em seu olhar profundamente humano e ético. Ele transformou a fotojornalismo em arte, documentando desigualdades e resistências com estética poderosa e narrativa sensível. Suas imagens não apenas informam, mas emocionam e mobilizam. Ao retratar a dignidade em meio à adversidade, ampliou a consciência global sobre questões sociais e ambientais.
Fotografia: entre a arte e a profissão
A fotografia é, ao mesmo tempo, uma forma de expressão artística e uma profissão versátil e em constante transformação. Como arte, ela captura emoções, atmosferas e narrativas visuais, dialogando com o público de maneira sensível e subjetiva e, como profissão, tornou-se uma ferramenta indispensável em diversas áreas da comunicação, da documentação e da indústria criativa.
Atualmente, os fotógrafos podem atuar em inúmeros campos, como: fotografia publicitária, de moda, fotojornalismo, documental, retratos e ensaios pessoais, eventos, arquitetura, natureza e vida selvagem, entre outros campos que se abrem para essa arte.
Para a fotógrafa familiar e publicitária Kátia Déglia, os retratos artísticos, como o Newborn, no qual ela é especializada há mais de uma década, são uma forma de guardar as lembranças dos recém-nascidos com carinho e ludicidade, representando cenas da vida e do cotidiano em obras atemporais. O Newborn refere-se a ensaios fotográficos feitos nos primeiros dias de vida do bebê, com o objetivo de registrar essa fase especial e transitória.


Que tal uma experiência fotográfica?
Para celebrar o Dia Mundial da Fotografia, uma experiência em casa ou na escola pode divertir a turma! Veja como é possível criar uma câmara escura com poucos materiais.
No Dia Mundial da Fotografia, celebramos não só a técnica, mas o olhar sensível de quem enxerga beleza no cotidiano, luz na escuridão e humanidade nos detalhes. A fotografia segue como uma linguagem universal que atravessa gerações, culturas e fronteiras.
Todos os dias, a fotografia nos ensina a importância de enxergar a vida com os olhos, com o coração e com a lente da empatia!
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