A publicação da Carta Encíclica Magnifica Humanitas, do Papa Leão XIV, despertou amplo interesse por suas reflexões sobre a inteligência artificial e os desafios éticos colocados pelas novas tecnologias. Este texto, porém, não pretende realizar uma análise sistemática do documento, tampouco discutir em profundidade as questões técnicas relacionadas à revolução digital.
Nosso propósito é mais modesto e, ao mesmo tempo, mais específico: realizar uma leitura inspirada em uma das intuições centrais da encíclica. Ao longo de suas páginas, Leão XIV insiste que a grande questão do nosso tempo não é apenas tecnológica, mas profundamente antropológica. Antes de perguntar o que as máquinas são capazes de fazer, ele nos convida a refletir sobre quem estamos nos tornando.
É justamente essa provocação que servirá de ponto de partida para as reflexões que seguem. Tomando como referência as imagens de Babel e Jerusalém utilizadas pelo Papa, propomos pensar duas questões que atravessam o cotidiano de educadores, gestores e profissionais de diferentes áreas: a motivação e a responsabilidade.
Em uma época marcada pela busca incessante de estímulos, resultados rápidos e alto desempenho, talvez seja necessário recuperar uma pergunta mais fundamental: O que sustenta uma pessoa durante muitos anos em uma mesma missão?
A resposta, como veremos, pode estar menos ligada à excitação momentânea da motivação mal compreendida hoje e mais relacionada ao sentido que encontramos na responsabilidade assumida diante da vida, dos outros e do mundo que ajudamos a construir.
O que sustenta uma pessoa durante muitos anos em uma mesma missão?
Será o entusiasmo ou força de vontade? Será a energia inicial que nos colocou em movimento? Será a animação de alguns dias mais leves, quando tudo parece fazer sentido? Ou será apenas a necessidade, a falta de alternativa, o compromisso assumido, a rotina que nos empurra mesmo quando o coração já não acompanha o passo?
Se dependêssemos apenas dos movimentos elencados acima, provavelmente nenhum de nós teria chegado até aqui. Existem dias em que estamos animados. Existem dias em que estamos cansados. Existem dias em que estamos inseguros. Existem dias em que a vontade desaparece, como uma lâmpada fraca no fim de uma longa noite. E, mesmo assim, continuamos. Levantamos, respondemos, ensinamos, coordenamos, acolhemos, escutamos, decidimos, recomeçamos. Talvez porque exista algo mais profundo do que aquilo que comumente chamamos de motivação hoje em dia.
Vale lembrar que o modo como a palavra motivação é utilizada no cotidiano está bastante distante do significado que desempenha tem em muitas teorias psicológicas. No senso comum, estar motivado costuma significar estar animado, empolgado ou emocionalmente energizado. Quando alguém afirma que “perdeu a motivação”, geralmente está dizendo que perdeu o entusiasmo ou a disposição para realizar determinada tarefa.
Na psicologia, porém, a discussão é mais complexa. Autores como Abraham Maslow compreendiam a motivação como aquilo que mobiliza o comportamento humano em direção à satisfação de necessidades, à realização de objetivos e ao desenvolvimento de potencialidades. Nesse sentido, uma pessoa pode continuar profundamente motivada mesmo atravessando períodos de cansaço, dúvida ou dificuldade. Talvez o problema do nosso tempo seja justamente termos reduzido a motivação a um estado emocional passageiro, esquecendo sua relação mais profunda com o sentido, o propósito e a direção que damos à própria existência.
Em geral, o senso comum entende motivação como vontade e responsabilidade como obrigação. A motivação seria aquilo que nos anima; a responsabilidade, aquilo que nos pesa. A primeira pertenceria ao campo do desejo; a segunda, ao campo do dever. Mas essa oposição é pobre demais para dar conta da complexidade da vida humana. Há responsabilidades que nos esmagam, é verdade. Mas há também responsabilidades que nos revelam. Há tarefas que não apenas exigem de nós, mas nos fazem descobrir quem somos.
É nesse ponto que a Carta Encíclica Magnifica Humanitas, do Papa Leão XIV, oferece uma contribuição importante. Embora tenha sido escrita no contexto da inteligência artificial, sua força mais profunda não está na discussão tecnológica em si. O documento não se limita a perguntar o que as máquinas podem fazer. Sua pergunta decisiva é outra: O que significa permanecer humano em uma época em que tantas forças parecem reduzir a pessoa ao desempenho, ao cálculo, à produtividade e à eficiência?
Por isso, a encíclica precisa ser lida não apenas como um documento sobre tecnologia, mas como uma reflexão antropológica. A inteligência artificial é o cenário histórico. A salvaguarda da pessoa humana é o centro. Antes de discutir algoritmos, Leão XIV nos convida a olhar para a humanidade. Antes de avaliar sistemas inteligentes, ele nos pergunta que tipo de mundo estamos construindo e que tipo de pessoas estamos nos tornando.
Logo na abertura, o Papa afirma que a magnífica humanidade criada por Deus se encontra diante de uma escolha decisiva: erguer uma nova torre de Babel ou construir a cidade onde Deus e a humanidade habitam juntos. Essa imagem organiza todo o horizonte do documento. Não estamos apenas diante de uma escolha técnica, mas de uma escolha civilizatória. Podemos construir uma sociedade marcada pela autossuficiência, pelo domínio, pela idolatria da eficiência e pela redução da pessoa a um meio. Ou podemos reconstruir uma cidade comum, fundada na dignidade, na comunhão, na justiça e na corresponsabilidade. Babel e Jerusalém são mais do que imagens bíblicas. São dois modos de compreender o humano.
A história da Torre de Babel é narrada no livro do Gênesis e descreve uma humanidade que, falando uma única língua, decide construir uma cidade e uma torre cujo topo alcançasse os céus. Mais do que uma obra de engenharia, a torre simboliza um projeto de autossuficiência. Seus construtores desejavam tornar célebre o próprio nome e demonstrar sua capacidade de superar todos os limites.
O relato bíblico termina com a dispersão do povo e a confusão das línguas, revelando que a verdadeira unidade não pode ser construída apenas pela força, pelo controle ou pela ambição compartilhada. Ao longo da tradição judaico-cristã, Babel tornou-se símbolo da arrogância humana, da idolatria do poder e da crença de que o progresso técnico ou material, por si só, seria capaz de responder às necessidades mais profundas da existência. É justamente essa imagem que Leão XIV recupera para refletir sobre os desafios contemporâneos e os riscos de uma sociedade que, fascinada por suas próprias capacidades, corre o perigo de esquecer aquilo que a torna verdadeiramente humana.
Há em Babel uma aparente motivação intensa, mas desorientada. Todos parecem empolgados e envolvidos em um grande empreendimento. Há técnica, há organização, há energia coletiva. Mas falta o essencial: a referência ao outro, a abertura ao transcendente, a escuta da diversidade, o reconhecimento da dignidade de cada pessoa. Babel é a motivação sem responsabilidade. É o movimento pelo movimento. A produtividade pela produtividade. O desempenho sem pergunta ética. A excitação coletiva que parece grandeza, mas termina em dispersão. No fundo, Babel permanece muito atual. Ela aparece sempre que uma instituição se organiza mais em torno da performance do que da pessoa. Sempre que a eficiência se torna mais importante do que o cuidado. Sempre que os resultados passam a valer mais do que os vínculos. Sempre que a linguagem humana é substituída por indicadores incapazes de acolher a complexidade da vida.
A outra imagem evocada por Leão XIV é Jerusalém reconstruída por Neemias. Aqui não encontramos a arrogância de uma torre que quer alcançar o céu, mas a humildade de uma cidade ferida que precisa ser reconstruída. Neemias não age como salvador solitário. Para compreender a força dessa imagem, é importante recordar brevemente quem foi Neemias. Sua história é narrada no Antigo Testamento, em um dos períodos mais delicados da trajetória do povo de Israel. Após décadas de exílio na Babilônia, Jerusalém encontrava-se devastada: suas muralhas estavam destruídas, seus portões queimados e a identidade coletiva profundamente fragilizada.
Neemias, que ocupava uma posição de confiança na corte do rei persa Artaxerxes, recebe a notícia da situação da cidade e decide agir. Antes, porém, ele faz algo significativo: reza, reflete, observa e escuta. Ao chegar a Jerusalém, não se apresenta como um salvador solitário. Em vez disso, mobiliza a comunidade para uma tarefa comum. Cada família, cada grupo, cada pessoa assume a responsabilidade por reconstruir um trecho da muralha. A cidade não renasce pela ação extraordinária de um indivíduo, mas pela soma de muitas responsabilidades assumidas em favor de um bem comum. É justamente por isso que Leão XIV recorre a essa narrativa na Magnifica Humanitas: Neemias oferece uma poderosa metáfora para pensar os desafios contemporâneos. Diante de um mundo fragmentado, a reconstrução não virá de heróis isolados, mas de comunidades capazes de reconhecer sua responsabilidade compartilhada na construção de uma convivência mais humana.
Essa história é profundamente pedagógica. Nenhum professor educa sozinho. Nenhum gestor transforma uma instituição sozinho. Nenhuma equipe sustenta uma missão sozinha. Nenhuma escola se reconstrói a partir de discursos genéricos sobre mudança, inovação ou excelência. A reconstrução acontece quando cada pessoa reconhece a parte da muralha que lhe foi confiada. Há, nesse ponto, uma chave decisiva para repensar a motivação. A motivação não pode ser confundida com animação permanente. Vivemos em uma cultura que parece exigir entusiasmo contínuo. É preciso estar disposto, engajado, leve, produtivo, criativo, resiliente e sorridente. A sociedade do desempenho transformou a motivação em uma espécie de combustível emocional obrigatório. Quando ele falta, o sujeito se sente culpado, como se o cansaço fosse falha moral.
Byung-Chul Han, em Sociedade paliativa, ajuda a compreender esse cenário. Para Han, vivemos uma época que tenta eliminar toda negatividade da existência. A dor, o limite, a espera, o conflito e a frustração são vistos como obstáculos a ser suprimidos. O ideal contemporâneo é uma vida sem atrito, sem ferida, sem demora. Nesse contexto, a motivação corre o risco de se tornar paliativa: não cura a relação da pessoa com o sentido, apenas anestesia momentaneamente o desconforto. Produz excitação, mas não enraizamento. Gera energia de superfície, mas não compromisso profundo.
Essa motivação paliativa é muito sedutora. Ela promete uma resposta rápida para o desgaste. Um impulso emocional. Uma frase de impacto. Um evento inspirador. Uma dose de entusiasmo para atravessar a semana. Mas, quando a motivação depende apenas da excitação, ela se dissolve rapidamente. A vida real cobra mais do que entusiasmo. Ela exige perseverança, discernimento, responsabilidade e sentido. A verdadeira motivação não é estar animado o tempo todo. Motivação é ter uma direção. É ter uma bússola. É reconhecer uma razão para continuar quando a emoção diminui. É saber por que vale a pena permanecer.
A responsabilidade, por sua vez, não precisa ser compreendida como peso. A palavra responsabilidade carrega a ideia de resposta. Ser responsável é ser capaz de responder. Responder ao tempo em que vivemos. Responder às necessidades das pessoas. Responder ao chamado que recebemos. Responder à parte da história que passa pelas nossas mãos. Nesse sentido, responsabilidade não é o contrário de motivação. É sua raiz mais profunda. Uma pessoa não permanece apenas porque está animada. Permanece porque reconhece que há algo que merece sua resposta. Há uma criança, um jovem, uma família, uma comunidade, uma escola, uma cidade, uma missão. Há um pedaço da muralha que não será reconstruído se cada um abandonar sua parte.
Essa compreensão nos afasta de uma lógica individualista da motivação. Não se trata apenas de perguntar: “O que me anima?” A pergunta mais profunda é: “A que eu sou chamado a responder?”. A motivação centrada apenas no eu tende a se esgotar rapidamente, porque depende do humor, da recompensa, do reconhecimento e da satisfação imediata. A motivação enraizada na responsabilidade, ao contrário, amadurece. Ela nasce quando a pessoa descobre que sua existência participa de algo maior do que seus próprios interesses.
É aqui que a Magnifica Humanitas oferece uma crítica poderosa ao nosso tempo. Leão XIV insiste que o valor da pessoa humana não pode ser medido pela eficiência, pelo desempenho ou pela utilidade. A dignidade humana não depende daquilo que produzimos. Ela nasce do fato de sermos pessoas. Em uma sociedade fascinada por métricas, ranqueamentos, resultados e produtividade, essa afirmação é quase contracultural. E ela é especialmente importante para a educação.
Porque educar é trabalhar com seres humanos, e a experiência humana sempre transborda as margens de qualquer planilha. Estudantes não são apenas indicadores. Professores não são apenas executores de metas. Gestores não são apenas operadores de resultados. Famílias não são apenas “público atendido”. A escola é um lugar onde a dignidade precisa aparecer antes do desempenho. Educar é acreditar no valor de alguém antes mesmo que os resultados apareçam. É sustentar a esperança onde ainda há fragilidade. É reconhecer potência onde muitos enxergam apenas dificuldade.
Por isso, a motivação educativa não pode depender apenas de resultados imediatos. Quem educa sabe que grande parte do seu trabalho floresce lentamente. Há sementes que demoram. Há processos invisíveis. Há mudanças que não cabem em relatórios. Há alunos que só compreenderão anos depois a importância de uma palavra, de uma escuta, de uma exigência justa, de uma presença firme e afetuosa.
A sociedade da eficiência tem dificuldade de compreender isso. Ela quer respostas rápidas, impactos mensuráveis, evidências imediatas. Mas a formação humana não obedece ao relógio acelerado da produtividade. Ela precisa de tempo, vínculo, paciência e presença. Precisa de adultos que não confundam motivação com euforia nem responsabilidade com fardo.
Uma das reflexões mais profundas da encíclica está justamente na compreensão dos limites humanos. Leão XIV afirma que o humano não floresce apesar dos limites, mas, muitas vezes, por meio dos limites. A frase é luminosa porque rompe com uma fantasia muito presente em nossa cultura: a ideia de que uma vida boa seria uma vida sem fragilidade.
Vivemos tentando eliminar toda dificuldade. Toda espera. Toda vulnerabilidade. Toda dor. Todo fracasso. Toda experiência que nos lembre que não somos máquinas, que não controlamos tudo, que não temos domínio absoluto sobre a vida. Mas os limites também educam. Eles nos ensinam compaixão, paciência, solidariedade, escuta e humildade. Os limites não são apenas obstáculos. São também mestres.
A motivação paliativa quer eliminar o desconforto. A responsabilidade madura aprende a atravessá-lo. Isso não significa romantizar o sofrimento nem transformar a dor em virtude automática. Há dores injustas, violências intoleráveis, cansaços produzidos por estruturas desumanas, desigualdades que precisam ser enfrentadas. Mas também é verdade que uma existência sem contato algum com o limite se torna incapaz de amadurecer. Quem não suporta frustração dificilmente sustenta compromisso. Quem não atravessa o silêncio dificilmente escuta. Quem não reconhece a própria fragilidade dificilmente acolhe a fragilidade do outro.
Na educação, isso é decisivo. Uma escola que deseja formar pessoas inteiras não pode vender a ilusão de uma vida sem limites. Precisa ensinar a lidar com eles. Precisa ajudar crianças, adolescentes e adultos a compreender que responsabilidade não é o peso que destrói, mas a resposta que organiza. Que maturidade não é ausência de medo, mas capacidade de agir mesmo quando o medo existe. Que esperança não é ingenuidade, mas decisão de continuar construindo quando a muralha ainda está em ruínas.
A imagem da muralha, nesse sentido, é uma das mais fecundas da encíclica. Ela nos impede de cair tanto na arrogância quanto na omissão. Ninguém é chamado a reconstruir tudo. Mas ninguém está autorizado a não reconstruir nada. A responsabilidade não exige que carreguemos o mundo nas costas. Exige que reconheçamos o trecho do mundo que nos foi confiado.
Há um pedaço da muralha que pertence ao professor. Há um pedaço que pertence ao coordenador. Há um pedaço que pertence ao orientador, ao gestor, ao administrativo, aos serviços gerais, às famílias, aos estudantes. Cada um tem uma parte. Cada um tem uma resposta a oferecer. Cada um participa, à sua maneira, da construção da cidade comum.
Talvez uma das grandes crises do nosso tempo seja justamente a perda dessa consciência. Muitas pessoas se sentem pequenas demais diante da complexidade do mundo. Outras se sentem cansadas demais para acreditar que sua contribuição ainda importa. Outras foram convencidas de que responsabilidade é apenas cobrança, controle ou culpa. Mas a perspectiva da Magnifica Humanitas abre outro caminho: responsabilidade é participação na construção do humano.
Essa é uma ideia fundamental. Responsabilidade não é apenas cumprir tarefas. É participar da salvaguarda da humanidade. É impedir que Babel se torne o único modelo possível. É recusar a lógica que sacrifica pessoas em nome da eficiência. É defender espaços de comunhão em uma cultura de dispersão. É reconstruir relações antes mesmo de reconstruir estruturas.
Por isso, a pergunta sobre motivação precisa ser deslocada. Talvez não devamos perguntar apenas: “Como motivar pessoas?” Essa pergunta, isolada, pode nos levar ao campo da técnica, do estímulo e da performance. A pergunta mais fecunda talvez seja: “Como ajudar pessoas a reencontrar sentido na responsabilidade que assumem?” Porque onde há sentido, a motivação deixa de ser espuma e se torna fonte. Não uma fonte barulhenta, espetacular, sempre visível. Mas uma fonte profunda. Daquelas que continuam correndo por baixo da terra mesmo quando a paisagem parece seca.
A Magnifica Humanitas termina com um apelo para que não sejamos arquitetos de Babel, mas construtores de comunhão. Essa talvez seja a síntese mais forte para pensar motivação e responsabilidade em nosso tempo. A humanidade não precisa apenas de pessoas animadas. Precisa de pessoas enraizadas. Não precisa apenas de discursos empolgantes. Precisa de compromissos consistentes. Não precisa apenas de torres altas. Precisa de cidades habitáveis.
E uma cidade habitável não se constrói com excitação passageira. Constrói-se com responsabilidade compartilhada, com dignidade reconhecida, com limites acolhidos, com escuta, com trabalho paciente, com esperança concreta. Motivação, portanto, não é esperar sentir vontade. Motivação é descobrir que existe uma muralha esperando pela nossa contribuição. Responsabilidade não é carregar tudo. É reconhecer que existe uma parte do mundo que depende da nossa resposta.
Ao final, talvez a pergunta mais importante seja simples e exigente: Qual é a parte da muralha que Deus, a vida e a educação confiaram às nossas mãos?
Porque a história nunca foi transformada apenas por aqueles que observaram de longe. A história sempre encontrou caminhos novos quando homens e mulheres assumiram, com coragem e humildade, a responsabilidade da sua parte na construção do mundo.
Entre Babel e Jerusalém, seguimos escolhendo todos os dias. E cada escolha revela não apenas o mundo que desejamos construir, mas o tipo de humanidade que ainda estamos dispostos a salvaguardar.
Referências:
LEÃO XIV. Magnifica Humanitas: sobre a salvaguarda da pessoa humana na era da inteligência artificial. Cidade do Vaticano, 15 maio 2026. Disponível em: https://www.vatican.va/content/leo-xiv/pt/encyclicals/documents/20260515-magnifica-humanitas.html. Acesso em: 31 maio 2026.
HAN, Byung-Chul. Sociedade paliativa: a dor hoje. Petrópolis: Vozes, 2021.
BÍBLIA. Português. Bíblia de Jerusalém. Nova edição revista e ampliada. São Paulo: Paulus, 2002.








