E como esse papel é fundamental na construção de uma Educação de qualidade.
Exercer o trabalho de Coordenador Pedagógico nas escolas da rede pública ou privada, nem sempre é um papel fácil para muitos profissionais da área de Educação. Em meio a grandes desafios, mudanças e contradições, o coordenador escolar recebe atribuições que o desviam da sua real atuação: a de melhorar as práticas pedagógicas no intuito de fazer com que os alunos aprendam de forma mais significativa.
Pensar com este olhar em meio a diferentes contextos escolares e desempenhar o papel de coordenador formador, tem sido alvo de discussões nas salas de reuniões e nos corredores das instituições.

Sala de aula vazia. | Foto: shutterstock
Com a chegada da BNCC (Base Nacional Comum Curricular), transformações se fazem necessárias quanto ao desenvolvimento das competências do professor e daí surge a necessidade no âmbito escolar, do coordenador pedagógico desenvolver um trabalho articulado com a equipe docente para que esta esteja preparada para a implementação da BNCC.
O trecho abaixo, retirado do documento, enfatiza esta necessidade:
“(É necessário) criar e disponibilizar materiais de orientação para os professores, bem como manter processos permanentes de formação docente que possibilitem contínuo aperfeiçoamento dos processos de ensino e aprendizagem.”
Pensando também na formação docente, o governo homologou uma Base Nacional Curricular para docentes prevendo diretrizes e ações para a formação inicial e continuada dos professores. Em meio ao surgimento de novos cenários pedagógicos com metodologias inovadoras e um ritmo acelerado no aumento das tecnologias educacionais, o grande desafio da coordenação escolar está posto: o de promover um trabalho pensando no desenvolvimento das competências articuladas à prática pedagógica e reflexiva dos docentes.
Para Philippe Perrenoud, não é possível formar professores sem inserir um plano de formação e sem mobilizar formadores de professores com as competências adequadas. Nesta perspectiva, busca-se cada vez mais a reflexão da atuação do coordenador pedagógico para posteriormente, pensar em espaços na rotina da coordenação, destinados à formação e ao desenvolvimento das práticas conduzidas pelos docentes, sem desqualificá-las.
Nesses espaços/tempos de coordenações, propor um trabalho com foco no desenvolvimento e nas potencialidades dos professores, respeitando seus tempos, repertórios de conhecimentos técnicos, suas crenças e valores, haja vista que “os adultos não gostam de confessar que não sabem, sobretudo quando lhes deixamos entender que deveriam saber” (Philippe Perrenoud).

Professora e seus alunos| Foto: shutterstock
Entender como sua equipe docente pensa, conhecer o potencial de cada docente e planejar ações de formação coletiva e devolutivas individuais, já é um bom começo na caminhada para novos tempos na construção de novos saberes. Se é possível promover essas transformações? Não acredito em formas milagrosas ou em receitas prontas, mas acredito nas capacidades de adaptação, reflexão e reinvenção de cada professor.
Afinar o olhar, olhar além e entender a grande necessidade de buscar novos saberes e permanecer em um ciclo constante de aprender a aprender, é sem dúvida o que nos motiva no exercício da profissão.
💡 Dicas de Leitura:
- A prática reflexiva no ofício de professor, de Philippe Perrenoud, Artmed 2002.
- As dez novas competências para ensinar, de Philippe Perrenoud, Artmed 2000.
- O portal do Ministério da Educação
Escrito por Josianne Ribeiro, Consultora Educacional da FTD Educação.
É pedagoga, licenciada em gestão escolar com vasta experiência na área educacional; especialista em docência no ensino superior; formadora de professores da Educação Infantil e Anos Iniciais.







