“A CCXP realmente é épica e democrática. Um lugar para apaixonados pela cultura pop e um lugar para se apaixonar por tudo e por todos. Encontramos multiplicidade, diversidade e inclusão, e isso valeu cada passo pelo festival.”
“Uau, esse lugar é gigante!”. Essa talvez seja a primeira frase que muitas pessoas dizem ao chegar num dos festivaisde cultura pop mais aguardados do Brasil: a CCXP – a maior Comic-Con do mundo! Por aqui, são 155 mil metros quadrados de um multiverso onde grandes estúdios trazem conteúdos exclusivos aos fãs, artistas dos mais variados meios mostram sua arte, painéis com ídolos de todas as gerações acontecem, ativações de marcas não param… Tudo está o tempo todo em movimento!
A CCXP está comemorando 10 anos em 2023. Quando tudo começou, o festival atraiu um público total de 97 mil pessoas. Atualmente, chega a quase 300 mil pessoas em quatro dias.
Duas garotas e um festival impressionante

A pluralidade dessa convenção é tão grande, que essa história será contada em dupla pelas colunistas do Conteúdo Aberto: Ju Piccoli e Babi Barbero. Novatas no evento, a Ju, que faz parte da geração Y e a Babi, da geração Z, passaram o primeiro dia, 30 de novembro, todinho no evento e vão trazer todas as impressões e experiências que só podem ser vividas andando de ponta a ponta, várias vezes, o que soma pelo menos uns 6km no total do dia.
Como são duas gerações diferentes escrevendo juntas, a ideia é contar um pouco da história da CCXP, do público, da estrutura, tudo dentro dessa visão da diferença e da novidade para as duas. O artigo também conta com as opiniões pessoais de cada uma, destacando o fato de estarem no mesmo ambiente, vendo as mesmas coisas, mas com sentimentos diferentes, afinal, a CCXP é a aventura que cada um se permite viver. Então, bora viver o épico!
Dá pra explicar a CCXP?

Como eles mesmo citam: “Uma convenção de quadrinhos, um encontro de amigos, um anúncio inédito, uma torrada… Afinal, o que é a CCXP?”. São quatro dias de evento e em cada dia, novas atrações fazem parte de um line-up de artistas e conteúdos exclusivos. Fazer cosplay, ver as estrelas de Hollywood bem de perto, jogar RPG, curtir os shows ao vivo, conhecer seus ídolos, participar de painéis. A CCXP é tudo isso e mais um pouco.
A história começou em 2013, com um sonho de Ivan Costa, cofundador da CCXP e curador de outros eventos de cultura pop. Ele visitou a lendária Comic Con San Diego, nos EUA, e decidiu se aventurar num festival semelhante aqui no Brasil. Hoje, é considerado o maior evento nerd já organizado no Brasil e a maior Comic Con do mundo desde 2019.
Universo Geek
Hoje em dia, a cultura geek está dominando as plataformas de entretenimento, seja em filmes, séries ou livros. Sua influência alcança até mesmo a moda, mas, afinal, o que é geek? Esse é um termo usado para referir-se a pessoas muito ligadas em inovações tecnológicas, computadores, games, filmes, séries, franquias, livros e elementos da cultura pop em geral. Ser geek é um estilo de vida.
Existe até um Dia do Orgulho Geek, celebrado em 25 de maio, isso porque, nesse mesmo dia, em 1977, foi lançado nos cinemas o filme “Star Wars – Episódio IV – Uma nova esperança”, um grande símbolo da cultura geek.
Acho que deu para entender por que a CCXP representa tudo o que a galera desse universo ama!
Os palcos da CCXP: onde muita coisa acontece!
Os palcos são muito bem estruturados, com muitas atrações interessantes acontecendo o tempo todo, com convidados muito especiais.
O palco principal, Thunder, que recebe as maiores atrações do dia, fica ao lado do palco Omelete, que entrevista estes convidados logo depois. O palco é enorme, com capacidade para 3.000 pessoas, e a fila começa 1 hora antes da atração, e caso lote não é possível mais entrar. Por isso, é importante se atentar à programação e aos horários, para se organizar e não perder nada. Os convidados do palco Thunder geralmente são atores internacionais divulgando alguma série ou filme, e a experiência dentro do espaço é incrível. Mesmo em um local não muito privilegiado, é possível ver o palco com bastante nitidez, além de ouvir muito claramente. Também tem os telões com legendas traduzidas em tempo real. Os entrevistadores são brasileiros e a interação com o público é bem intimista, o que torna a experiência mais agradável e emocionante.
No dia 30 de novembro, quando visitamos a CCXP23, os artistas recebidos no palco foram Xuxa, Bruce Dickinson, Anya Taylor-Joy, Chris Hemsworth e o diretor de cinema George Miller.



O Palco Omelete é aberto, e para ver os convidados é só chegar. Alguns convidados do palco Thunder também vão para o Palco Omelete, numa entrevista curta de cerca de 15 minutos, então caso você não consiga entrar no Thunder, é possível ver seu artista depois, mesmo que brevemente. A disposição do palco é muito boa, permitindo uma boa visualização do convidado, além de contar com os telões legendados.
No primeiro dia de CCXP, a rainha dos baixinhos, Xuxa Meneghel, foi homenageada pelo conjunto de sua obra. Ela fez sua aparição em diversos palcos, mas foi no Thunder e Omelete que ela recebeu mais destaque. Falou sobre sua carreira, sua relação com a internet e sobre seis décadas de vida, sendo bastante ovacionada pelos fãs. Pelos corredores da CCXP era possível ver vários fãs vestidos de Paquitas, com chapéus distribuídos pela Globoplay.
O Palco Creators, que também é aberto, é mais voltado para criadores independentes. É lá que acontecem os desfiles de Cosplay, entrevistas com dubladores e a premiação de melhor Cosplay, onde a votação acontece algumas semanas antes pelo site oficial da CCXP. A vista é bastante privilegiada, e os visitantes ficam sentados, o que facilita bastante na organização. Os entrevistadores também transitam pela plateia, interagindo com o público. Ali, você se sente em casa, muito à vontade. Lá assistimos ao desfile de Cosplay, com mais de 50 candidatos. As caracterizações são incríveis e muito bem construídas. Dá pra ver que o pessoal se prepara o ano todo para esse momento!
No Palco Ultra, acontecem os debates sobre HQ, literatura e é mais nichado. O público geralmente é mais específico e os convidados são influentes no seu meio. O espaço é aconchegante, lembrando bastante uma sala de cinema. Não pegamos fila e conseguimos, inclusive, interagir com o entrevistado. Lá, assistimos a um debate sobre “Quadrinho vs Literatura: A Guerra Declarada de Gêneros. Quem faz os dois, faz as duas coisas?”, com Ferréz e Lourenço Mutarelli.
Artist’s Valley – O coração da CCXP!
Explorar as ruas do Vale dos Artistas é descobrir novas histórias a cada passo, ficar frente a frente com verdadeiras lendas das HQs e ajudar a movimentar a cena nacional de quadrinhos. Com mais de 350 mesas e mais de 550 artistas do mundo inteiro, o Artists’ Valley é o maior da América Latina e do Hemisfério Sul.

Lá, conseguimos ver de perto o trabalho de quadrinistas e ilustradores, muitos desenhando ao vivo para os fãs acompanharem e também autografando seus trabalhos. O que chamou a atenção é que os stands mais movimentados eram de artistas internacionais, onde havia até filas para conseguir uma foto ou autógrafo. Notamos que muitos artistas nacionais, mesmo com vasta história na cena, acabam ficando em segundo plano.
O espaço de divulgação é igual para todos no Artists’ Valley e todos ali são convidados pela organização para expor e também vender seu material.
Magic Market

Esse é um espaço cheio de lojinhas de produtos épicos, todo no estilo medieval. É aqui que também acontecem os “Casamentos Épicos da CCXP23”. A maioria dos casais vão para celebrar seus votos rodeados de personagens e quem realiza a cerimônia é a Rainha Valen, a Entrelaçadora de Destinos.
Não conseguimos presenciar, pois acontecem com hora marcada, mas valeu a espiada no cenário!
Ativações: hora das marcas!

Os stands das empresas contam com diversas atividades interativas, que podem ser agendadas por sites próprios, pelo app da CCXP ou por um cadastro via QR Code. A etapa da realização dos cadastros é a mais demorada, o que acaba gerando algumas desistências, mas não o suficiente para diminuir as filas longas. Algumas ativações contam cenários de filmes e séries em alta ou em lançamento, e outras contam com dinâmicas que valem prêmios. A maioria dos stands dão broches para as pessoas colocarem no cordão, o que é uma ótima estratégia, pois os visitantes vão colecionando ao longo da visita.
No stand da Netflix, por exemplo, era possível conhecer o cenário do filme “Rebel Moon”, que será lançado dia 15 de dezembro. Já no espaço do SBT, os visitantes podiam rodar a roleta do Play Station, um clássico do Bom Dia & Cia. Na casa da Barbie, por exemplo, era possível agendar um horário para dançar com os bailarinos, e acredite, a fila era grande!
Essas interações tornam a experiência inesquecível e são muito importantes para fortalecer a relação das empresas com seu público, além de criar memórias especiais para os geeks.


Para nós, que estávamos visitando profissionalmente, fazer o cadastro e pegar filas com mais de 1h acabou não sendo viável, então, em grande parte dos stands, ficamos de olho no que acontecia apenas como expectadores.
O multiverso do Cosplay

O Cosplay é uma das grandes atrações do evento! As caracterizações são muito bem-produzidas, e muitas vezes feitas pelos próprios artistas. Esse é o momento de eles brilharem!
Andando pela CCXP, é possível encontrar desde os personagens mais clássicos aos mais contemporâneos, desde filmes a animes. O público é bem diverso, e muitas famílias vão caracterizados juntos, no mesmo tema, ganhando os olhares e admiração do público!
A comunidade é bem forte e influente dentro da convenção, tanto que há desfiles de cosplay todos os dias, além da competição de melhor cosplay, valendo prêmio em dinheiro. Demais, não é?
Na foto ao lado, o casal Tuany Peralta, William Galvão e a filha Esmee na CCXP (Foto reprodução: Bárbara Barbero).
Os homenageados e o line-up
Sem sombra de dúvidas, os artistas convidados mexem com a emoção do público! É um momento mágico onde é possível ver de perto aquela pessoa que criou ou deu vida a uma das suas maiores inspirações.

Assim foi com a homenageada da CCXP, Xuxa. A apresentadora marcou a infância das crianças dos anos 90, gerando muito entretenimento e deixando seu legado para as gerações seguintes. Mesmo com novas figuras importantes ganhando destaque na mídia, todos sabem quem Xuxa foi e conhecem pelo menos uma de suas músicas.
Além da brasileira, grandes atrações do dia 30 também foram o astro do rock, Bruce Dickinson, falando sobre o mais novo álbum do Iron Maiden, numa entrevista muito divertida e descontraída no Palco Omelete, e o diretor e roteirista da saga Mad Max, George Miller, que fez sua aparição no Palco Thunder falando sobre o filme “Furiosa”, que será lançado em 2024, junto dos protagonistas Anya Taylor-Joy e Chris Hemsworth. Como presente pela participação, ganhamos um poster lindíssimo do filme e pudemos ver em primeira mão o trailer, que foi disponibilizado no YouTube logo em seguida.
O que só a Ju Piccoli viu?

A CCXP não começa pisando no pavilhão de exposições. Ela começa bem antes! Eu optei por ir de metrô e utilizar a van que é disponibilizada da estação Santos-Imigrantes gratuitamente até o pavilhão da São Paulo Expo e ali mesmo já senti o clima da galera. Quem está sozinho já começa a fazer amizades, as conversas são tão múltiplas quanto o festival, já tem pessoas caracterizadas e a ansiedade toma conta!
A fila que se forma antes da abertura, às 12h, também chama a atenção. Ninguém reclama de chegar cedo, no meu caso, às 10h20, e esperar pelo início do evento.
Eu cheguei sozinha, mas desde o início já fui acolhida e também acolhi. Na saída da van mesmo, fiquei na companhia da Thaline Leal, uma goiana de Rio Verde, que ama o universo geek e que aos 30 anos, realizou o sonho de estar na CCXP, andou de avião e de metrô pela primeira vez, conheceu São Paulo, comprou os quatro dias de evento e já me inspirou a contar essa história, porque eu, sendo minha primeira vez, não tinha a visão do quanto as pessoas amam e esperam estar ali.
Eu não sou exatamente desse universo, já sei há anos da existência do evento por trabalhar com entretenimento, mas estar presente e contar um pouco dessa história abriu os meus horizontes. A CCXP não é só para os apaixonados, ela é, pra mim, uma oportunidade de abrir a mente. E entendi que não dá pra contar a história do festival sem conversar com as pessoas que participam dele!

“Em 2022, devido a um imprevisto no trabalho, eu não conseguir vir. Já estava com tudo comprado para os quatro dias, mas perdi os ingressos, o voo, perdi tudo! Então ficou tudo para esse ano e é minha primeira vez aqui… Já deu vontade de chorar, já deu “batedeira” no coração, mas é incrível estar aqui!”.
E depois que entra?
Já deu pra perceber pelas imagens e pelo áudio o quanto o pessoal fica empolgado na abertura dos portões! E foi nesse momento que vi a dimensão do lugar e entendi que a orientação em usar roupas leves e tênis faz todo sentido. Ali você já vislumbra os espaços das marcas e todas as ativações que elas fazem para atrair o público. De uma ponta a outra, quase 1,5km de distância.
O desafio da CCXP para mim, sendo uma novata, foi entender a dinâmica dos acontecimentos e procurar me organizar para não perder aquilo que me interessava pessoalmente e como profissional. Mas como fazer isso se tudo acontece ao mesmo tempo? Pois é! Criei um roteiro e fui seguindo. Claro que algumas distrações inesperadas acontecem, mas pra mim foi importante seguir uma rota e conversando com outras pessoas, mesmo as que vão nos quatro dias, esse plano costuma ajudar.

Outro desafio pessoal foi encarar filas, coisa que não tive paciência pra fazer nas ativações e no Palco Thunder, até mesmo porque, isso me faria perder a chance e explorar melhor o festival. Já explicamos a dinâmica para dar uma ideia e por isso, eu particularmente não quis encarar. O único que não teve fila ou cadastro foi o do espaço dedicado ao lançamento de uma nova edição do jogo Mortal Kombat, aí eu brinquei um pouquinho!
Mas não é porque eu não participei das ativações, que eu não vi e vivi. A CCXP proporciona total liberdade de escolha e se teve uma coisa que fiz bastante foi observar o quanto isso é respeitado, admirado, aplaudido. Cada um vai como quer, faz o roteiro que quiser, entra na onda, faz seu Cosplay e ninguém aponta, ao contrário disso, quando mais diferentão, melhor!
Ver as pessoas engajadas, seja nos stands das marcas favoritas, seja estando próximas dos artistas, mostra o quanto o festival é democrático e procura sim fazer essa aproximação, oferecendo poucas barreiras físicas para isso, tirando algumas filas. Eu, por exemplo, pude ver a Xuxa e o Bruce Dickinson bem de pertinho, no Palco Omelete.
O que só a Babi Barbero viu?

Ir pela primeira vez à CCXP me trouxe muitas expectativas. Na adolescência, sempre gostei muito do universo nerd, era antenada nas sagas, jogos e até jogava RPG com alguns amigos. Mas, como a cidade era pequena e no interior, vir à capital para conhecer a convenção era uma realidade distante. Depois de adulta, essas ambições foram dando espaço a outras prioridades, mais voltadas ao profissional, que foi me distanciando da minha eu adolescente.
Quando recebi convite, pude me reconectar com a jovem de 15 anos que habita em mim e sempre sonhou em estar em um lugar tão mágico quanto a CCXP pode ser.
Chegar ao local foi bem fácil, pois a organização se preocupou em oferecer traslado gratuito da Estação Santos-Imigrantes até o São Paulo Expo Center, onde foi realizada a convenção. As filas eram grandes na ida, mas a quantidade de vans e ônibus oferecidos eram altas, o que fez com que a espera durasse cerca de 15 minutos. Chegando na convenção, havia muitas filas para enfrentar, começando pela verificação do crachá e da identidade, depois a fila de entrada e por fim a fila da revista. Da chegada ao local até a entrada de fato à CCXP foram 40 minutos. O total, da chegada ao traslado à entrada na convenção foram 1 hora, um tempo consideravelmente razoável para um primeiro dia de evento.
A alimentação é bem cara, e com poucas opções, sendo a maioria lanches. Vale a pena levar seu próprio alimento para ganhar tempo com as filas e economizar. O custo mais baixo de um lanche simples era R$ 40,00. Muitos visitantes levaram frutas ou almoçaram antes de ir, vale a pena se organizar para isso.
Ao final da convenção, o traslado que leva as pessoas de volta para a estação é reduzido, além de contar com o trânsito. O tempo de espera foi de 1h30 na fila. Existe a opção de ir caminhando até a estação Jabaquara, mas a caminhada é longa, cerca de 40 minutos, e só é aconselhável se você for em grupo. Eu preferi esperar. Cheguei na estação Santos-Imigrantes às 22h45.

A experiência é incrível, com muitos cosplayers, famílias à caráter, e pessoas de todas as idades. É um momento para se sentir dentro do seu universo favorito, se conectar com pessoas que compartilham dos mesmos gostos, além de poder conhecer o seu ídolo. Pude ver de perto a atriz Anya Taylor-Joy, que é protagonista de um dos meus filmes favoritos da vida, “Fragmentado”, além de ver e ouvir de pertinho o Bruce Dickinson, que marcou minha adolescência com Iron Maiden (inclusive The Trooper era meu despertador no Ensino Médio. Não preciso nem dizer que depois que me formei passei meses sem ouvir essa música, né?).
As primeiras impressões são as que ficam?
Dá pra dizer que sim e que não! Com certeza a quantidade de pessoas, as filas, a agitação toda do evento ficará com as primeiras impressões. A grandiosidade do festival marca pra sempre a memória de quem vai pela primeira vez e isso dificilmente mudará.
Alguns sustos fazem parte, como o valor da alimentação, que possivelmente também não mudará e o translado da volta, que exige também mais paciência, dependendo do horário. Mas esses são alguns dos poucos sustos, pois, no geral, o espaço entrega tudo o que promete. A gente se sente mesmo dentro do universo geek!
A estrutura dos palcos é boa, ninguém passa calor, tem bebedouro, os banheiros são limpos e com pouca fila, tem fraldário, espaço de amamentação, local para os cosplayers se arrumarem, espaço Fanta para carregar o celular e tudo isso unido a um app que funciona para acompanhar a programação e ativar lembretes das atividades.Caiu por terra a ideia de que haveria aperto, o espaço realmente permite até que você fique isolado descansando um pouquinho entre uma atividade e outra.
Em uma parte das nossas andanças, também tivemos a companhia de dois colegas de trabalho, o Wagner Ribeiro de Novaes e o Victor Cezar Avi, que são designers na FTD Educação e também estavam ali pela primeira vez, buscando inspirações criativas, tendências e toda a multiplicidade oferecida para os amantes da arte. Segundo os meninos:
“A CCXP é um prato cheio para quem trabalha com criação e sabe da importância da cultura pop para servir como inspiração para a criação de novas artes. Lá conseguimos ver de perto como cada uma das marcas se comportam e conversam com o público e principalmente os fãs. É como se a internet e a ficção tomassem vida por alguns dias, proporcionando momentos inesquecíveis. Uma das áreas favoritas foi o Artists’ Valley, onde conseguimos ver de pertinho vários ilustradores famosos, entre eles a Laerte, mas infelizmente chegamos tarde para autografar o livro, mesmo assim valeu muito a pena estar ali. Saímos recheados de inspirações, prontos para detonar nos próximos trabalhos.”
Como muitas coisas acontecem ao mesmo tempo, no site, a CCXP oferece uma retrospectiva para ver e rever de tudo o que rolou por lá!
“Seja o que você quiser, sem ter que provar nada para ninguém. Viva o épico!”
Que bom poder confirmar o que muita gente disse: a CCXP é democrática, as pessoas e os colaboradores são acolhedores, todo mundo sorri, todo mundo faz questão de ser educado, cordial e de mostrar escancaradamente suas paixões, seja pelos personagens, pelas marcas ou pelas pessoas que estão ali fazendo parte do festival.
Inspirações e aspirações!

Como criativas, colunistas e redatoras, a CCXP proporciona um multiverso cheinho de ideias. Saímos de lá com a certeza de que nossos próximos textos podem ser ainda mais inclusivos, explorando o novo sem medo de tentar. Fomos ao festival sem medo das descobertas que faríamos e trazer isso para a nossa escrita nos tornará mais confiantes. Escrever também é observar o todo que nos cerca, sem pré-julgamentos e a CCXP é um dos melhores lugares pra se fazer isso.
Não só para a escrita, a CCXP também ativou ideias sobre estrutura, organização e de como a participação criativa de um profissional não precisa apenas se limitar em suas funções. Observar pessoas comuns vestidas de seus personagens favoritos desfilando, observar colaboradores se desdobrando com prazer para atender o público, também abre a mente para como estamos lidando do nosso lado.
Que bom que pudemos estar lá. O que os olhos viram, os corações sentiram. Obrigada CCXP23, vida longa ao épico e tomara que no próximo ano estejamos por lá de novo!
Com carinho, das aspirantes a geeks, Ju Piccoli e Babi Barbero.








