A CCXP não apenas exala cultura pop, como também inspira jovens a sonharem e se realizarem em suas futuras profissões.
Neste ano, a CCXP23 celebrou seus 10 anos de existência no Brasil. Dentre as muitas atrações de peso do evento, estavam a homenageada Xuxa Meneguel; o incrível Bruce Dickinson, do Iron Maiden; o ator Cris Hemsworth; a atriz Anya Taylor-Joy e outros. Outra atração eminente durante os quatro dias do festival, é o Cosplay: pessoas que se caracterizam com seus personagens favoritos da TV, cinema, animação, animes e muito mais e desfilam pelo evento se divertindo, tirando fotos e chamando a atenção do público.
Minha primeira missão como novata no festival era criar um artigo com as impressões e inspirações que ele nos oferece e essa missão foi cumprida com sucesso. Confira clicando aqui!

Mas a missão deste artigo é outra: lá no festival, conversei com alguns jovens, especificamente do Ensino Médio, para entender como os profissionais ali presentes, de todas as áreas, inspiram essa geração quando o assunto é profissão. Quadrinistas, ilustradores, jornalistas, atores, influenciadores, administradores, músicos, entre outros diversos profissionais, movem o multiverso da CCXP e chamam a atenção da galera que está começando a pensar na jornada profissional.
Como eu cheguei ao evento cedo, na fila mesmo vi um trio de estudantes conversando e logo resolvi bater um papo.
Terminando o 3º ano do Ensino Médio, o estudante Eduardo de Souza Cruz pretende cursar Teatro e além de curtir o universo geek, ele vê nas caracterizações dos cosplayres e nos atores convidados, inspirações para seu futuro profissional. Ver todo esse movimento mostra para ele a importância de se dedicar aos estudos para que em breve, ele possa mostrar seu trabalho em grandes eventos como esse.
Matheus Godoy dos Santos curte muito o movimento geek e pretende cursar Direito, mas não deixa de acreditar que um festival como esse pode inspirar todas as profissões, pois a criatividade e a tecnologia que a CCXP apresenta inspira a todos.
Já a Gabrielli Mileni de Amorim Dutra, também no 3º ano do Ensino Médio, pretende cursar Arquitetura e vê nos traços dos quadrinistas e ilustradores, novas formas de enxergar o mundo e sua multiplicidade.


A estudante Talita Felipe, de 15 anos, vê nos jornalistas e influenciadores presentes na CCXP um valor profissional no qual ela admira muito: “uma parte que eu admiro muito nos palcos da CCXP são as entrevistas. Essa é a minha segunda vez no festival e na primeira vez que fui, passei quase a tarde inteira assistindo às entrevistas do Palco Omelete. Eu vi aquele pessoal entrevistando pessoas famosas e achei aquilo o máximo! Eu pensava: nossa, se aquela pessoa está fazendo, talvez eu também consiga. Eu acho o trabalho dos jornalistas gigante, vendo eles trabalharem, consigo me ver lá na frente também trabalhando com isso.”
Caminhando pelos corredores da CCXP, a gente logo entra em seu coração: o Artists’ Valley. Nesse espaço, a galera fica frente a frente com lendas das HQs, com 350 mesas e mais de 550 artistas do mundo inteiro. Ali, tive a oportunidade de bater um papo com Eduardo Vetillo, grande mestre quadrinista e com uma lista de trabalhos gigante, entre eles, o Spectreman, os Trabalhões, incluindo também ilustrações para livros da FTD, como “A Grande Viagem”. Falamos sobre a influência do evento, do seu trabalho e de sua experiência nas novas gerações.


“Eu pertenço à turma da década de 80, uma época em que os quadrinhos ainda eram cultura de massa e continuo trabalhando até hoje. Ilustrei muitos livros didáticos e paradidáticos. Agora eu trabalho mais com o estilo acadêmico e tenho quatro livros que já foram adotados pelo MEC e me orgulho muito disso. Continuo trabalhando aos 82 anos e muito satisfeito em estar nesse evento a convite desse grande amigo meu, o Ivan Costa. Se eu puder ser um exemplo para a jovem guarda que vem aqui buscar um pouco da minha orientação, da minha experiência, da minha trajetória, já é muito gratificante. Muitos jovens vêm pedir conselhos e o que eu posso dizer é: procurem se informar, cada vez mais, observar muito as coisas ao redor, copiar fotos – eu fazia isso e é muito importante para saber sobre luz e sombra. E nunca desacreditar. É o que eu falo sempre, uma ideia na cabeça, uma lapiseira na mão e uma folha esticada na mesa!” – Eduardo Vetillo.

A CCXP é uma experiência épica não só por sua grandiosidade em números, não só pelos apaixonados pela cultura pop. Pude concluir que sim, ela não só gera centenas de empregos, como também estimula jovens a buscarem inspiração em suas futuras profissões. Não é apenas circular pelos corredores, participar das ativações, ir atrás de seus ídolos, é também possível desbravar e se deslumbrar com as infinitas possibilidades de carreira.
A CCXP é épica, inovadora e inspiradora. Muitos jovens saem de lá com a certeza de que podem ser quem são, incluindo questões sobre o futuro profissional.
Na mesma intensidade com que a CCXP acontece, os jovens buscam se realizar em suas futuras carreiras. Experimentar e vivenciar de pertinho as possibilidades, pode ser de grande ajuda quando a hora da decisão bater à porta. Quando isso acontecer, essa nova geração estará munida de muita criatividade, isso é fato!








