Conteúdo formativo

Inteligência emocional é para a vida 

Por Raquel Tiburski

Estimativa de leitura: 5min 14seg

6 de setembro de 2023

Contar com inteligência emocional no dia a dia é como ter um superpoder secreto que transforma o modo como a gente lida com o mundo! 

Competência, habilidade ou capacidade, não importa como seja definida: a inteligência emocional é para a vida! É como uma receita boa que leva uma pitada de bom-humor e envolve uma boa dose de amor-próprio. Vou contar um segredo que aprendi: inteligência não é só resolver equações mirabolantes ou falar termos científicos complexos. Não, não! É muito mais do que isso.  

Pessoas inteligentes têm um apetite insaciável por aprender mais e, principalmente, saber como equilibrar as próprias emoções. São aquelas que, sempre, têm vontade de conhecer e de entender as emoções (as próprias e a dos outros).  

Sim, pessoas emocionalmente inteligentes são craques em decifrar a montanha-russa de sentimentos que vivemos todos os dias. 

É aí que mora a mágica! Quem nunca teve aqueles momentos de se sentir meio fora do ar? Pois é… eu, você, todos nós passamos por isso. De forma mais ou menos intensa, é uma situação desconfortável que precisa ser encarada de forma emocionalmente inteligente. 

No final das contas, garanto, é uma questão de escolha fazer parte dessa turma que não se abala por qualquer motivo. Sim, pessoas que trabalham sua inteligência emocional são mais fortes. Não se perturbam por bobagens nem pelas dificuldades e desafios da vida. 

Uma forma de organizar o caos, seja em sala de aula ou no pátio de casa. 

A inteligência emocional não é só coisa de gente, viu? Ao conviver e cuidar de animaizinhos, é possível ver que eles entendem as emoções deles e nossas. 

Minha gatinha Perry!

E, também, que usam essa habilidade a seu favor. Sabem reconhecer quando queremos brincar, como conseguir o carinho que desejam ou, quando aprontaram alguma (e como aprontam!), agem com a maior desfaçatez e a mais fofa cara de pau do mundo. Aí, sim, com eles, a gente entende um bocado sobre o nosso próprio coração, sobre como lidar com os outros e, também, como liderar. 

Por que estou contando isso? Porque vivo com seis cadelinhas adoravelmente caóticas e uma gata amável. As minhas “cadeladies” são minha alegria, minha terapia, meu caos organizado. E acredite, cuidar delas é uma escola de inteligência emocional! 

Viver e conviver com elas me faz perceber insights que consigo transpor para a minha rotina profissional. Por isso, vejo o quanto a inteligência emocional tem (ou deveria ter) lugar de destaque na Educação. 

Minha rotina envolve inovação e tecnologia voltadas a desenvolver múltiplas soluções para organizar e facilitar o dia a dia das escolas, da gestão escolar, de professores, alunos e famílias. Por isso, levar a inteligência emocional para a sala de aula é como dar asas ao aprendizado.  

Pense bem: quando nós entendemos nossas emoções, também compreendemos nossas reações diante das matérias que consideramos mais difíceis, dos desafios e das relações com colegas e professores. 

E olha, assim como o meu pátio com as ”cadeladies”, a escola é desafio constante: cheia de emoções e aventuras (e buracos!!!). 

Kit de sobrevivência 

Sobretudo, considero a inteligência emocional um “kit de sobrevivência”. E isso é como um abraço quentinho de empatia que nos ajuda a construir relacionamentos sólidos, com pessoas e até com os animais. Sem dúvida, ela faz toda a diferença para entender o que se passa dentro de nós e, ao mesmo tempo, facilita enxergar os outros. 

Então, a inteligência emocional é como um segredinho mágico. É o tempero que dá sabor à vida, que nos faz entender os outros e, principalmente, a nós mesmas. 

Com ela, palavras e frases têm mais significado, os relacionamentos são mais autênticos e os indivíduos se autodescobrem protagonistas de sua autonomia intelectual e da sua história de crescimento

Acredite, a inteligência emocional é fundamental. Ela não só sintoniza o coração, mas também deixa o cérebro afiado e pronto para explorar e observar o mundo com olhos curiosos. Por essas e outras é que considero urgente começar essa jornada. Tanto na vida de cada um, quanto na Educação, nas salas de aula. 

Muito mais do que só inteligência 

Sou uma pessoa inteligente, mas não no sentido tradicional. Não sou um gênio da Matemática ou da Física, mas sou muito curiosa e sempre estou aprendendo coisas novas. Também sou muito boa em observar, entender e lidar com as emoções das outras pessoas

Considero a inteligência emocional tão ou mais relevante do que a inteligência tradicional. Ela nos ajuda a construir relacionamentos, a resolver conflitos e a ter sucesso na vida. Por meio dela, por exemplo, aprendi que sou plenamente capaz de: 

>> identificar e compreender as minhas emoções; 

>> expressar as minhas emoções de forma saudável; 

>> entender as emoções dos outros; 

>> lidar com emoções difíceis de forma eficaz; e 

>> construir relacionamentos fortes. 

Eu sei disso porque sempre fui boa em aprender coisas novas e resolver problemas. Também sou muito criativa e tenho um bom senso de humor. Mas, penso que me torno mais inteligente pela minha capacidade de entender as emoções das outras pessoas. 

Eu sempre fui uma observadora. Presto atenção nas pessoas ao meu redor e tento entender o que pensam e sentem. Por exemplo, fico especialmente interessada em como as pessoas interagem umas com as outras

Durante a vida, fui desenvolvendo minha inteligência emocional. Aprendi a identificar as emoções das outras pessoas, mesmo quando elas não as expressam de forma aberta. 

Creio ser a inteligência emocional uma das habilidades mais importantes que se possa ter. Sobretudo, é essencial para liderar e construir relacionamentos significativos e adequados

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Raquel Tiburski
Sócia-fundadora do superApp Diário Escola, tem expertise em negociação e liderança. Ama a filha Felícia, as cadeladies e a gata Perry.
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