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Além do azul: conscientização e inclusão no Dia Mundial do Autismo 

Por FTD Educação

Estimativa de leitura: 26min 1seg

2 de abril de 2024

No dia 2 de abril, a cor que transcende é o azul, não apenas como um pigmento no espectro de cores, mas como um símbolo marcante do Dia Mundial de Conscientização do Autismo.  

A conscientização sobre o autismo vai muito além do simbolismo da cor azul no Dia Mundial de Conscientização do Autismo, celebrado em 2 de abril. Este mês de abril, conhecido como Abril Azul, nos convida a refletir sobre a importância da inclusão e da compreensão do Transtorno do Espectro Autista (TEA) na Educação e na sociedade como um todo. 

Em 2023, o Ministério da Saúde anunciou uma medida histórica: o tratamento do TEA foi incluído na Política Nacional da Pessoa com Deficiência. Esta inclusão marca um avanço significativo no reconhecimento dos direitos das pessoas com autismo, garantindo acesso a serviços de saúde especializados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). 

Neste contexto, é fundamental discutir não apenas a conscientização, mas os avanços, os desafios e as políticas que visam promover a qualidade de vida e a inclusão social para os indivíduos com TEA.  

Vamos explorar mais sobre esse tema e a importância da Educação inclusiva no Dia Mundial do Autismo. Boa leitura! 

Qual o significado do Abril Azul? 

O Abril Azul, estabelecido pela ONU em 2007, vai além de uma simples celebração; representa uma luta por reconhecimento e proteção dos direitos dos autistas em todo o mundo. Sua missão é sensibilizar a população sobre o autismo, envolver a comunidade, aumentar a visibilidade e promover uma sociedade mais consciente, inclusiva e livre de preconceitos. 

Nesta jornada de conhecimento e compreensão, a conexão entre autismo e Educação emerge como uma via de mão dupla. No entanto, ao examinarmos mais de perto, as sombras da realidade revelam um cenário complexo: o diagnóstico precoce; crucial para intervenções e suportes essenciais, frequentemente se perde nas sombras do atraso; além dos desafios enfrentados devido aos inúmeros preconceitos. 

Em meio a tantas nuances, é imperativo olharmos para além do azul. É necessário questionar, criticar e agir diante das barreiras que impedem o acesso adequado aos recursos essenciais para as pessoas com autismo.  

Neste mês, devemos unir nossas vozes, buscando por uma transformação que vá além das palavras e das cores do espectro, e alcance ações concretas para promover uma inclusão verdadeira e significativa. Siga conosco nessa jornada! 

O que é o autismo? 

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um conjunto de transtornos do neurodesenvolvimento caracterizados por dificuldades na interação social, percepção emocional, comportamentos repetitivos e padrões restritos de comportamento e interesses. 

A pesquisa sobre o autismo tem avançado significativamente, identificando contribuições genéticas e ambientais, bem como diferenças na apresentação clínica e na resposta ao tratamento. 

Em 2023, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) publicou seu relatório de prevalência do autismo, a mais recente é de 1 em 36 crianças, o que indica um aumento na identificação de casos de autismo, representando mais de três vezes a taxa de 2004, que era de 1 em 125. Além disso, o CDC constatou que: 

  • Crianças que recebem diagnóstico do autismo aos quatro anos têm cinquenta vezes mais chances de receber serviços; 
  • Até recentemente, acreditava-se que os meninos tinham cerca de quatro vezes mais chances de serem diagnosticados com autismo do que as meninas da mesma idade. No entanto, estudos recentes indicam que as meninas podem não apresentar os mesmos sintomas de autismo que os meninos. O estudo revelou também que quase 80% das mulheres autistas não são diagnosticadas antes dos 18 anos, o que pode causar danos na saúde mental das jovens, segundo o autor da pesquisa, Robert McCrossin. 

Cabe ressaltar que é preocupante notar a ausência de dados atualizados sobre a prevalência do autismo no Brasil. Recentemente, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) inseriu o autismo no radar das estatísticas, graças à sanção da Lei 13.861/19, que obriga a inclusão de perguntas sobre o autismo no Censo de 2020.  

Esta falta de dados atualizados e precisos cria uma lacuna significativa que dificulta a implementação de políticas públicas e a prestação de serviços adequados. Sem informações concretas, torna-se desafiador direcionar recursos para diagnósticos precoces, intervenções eficazes e suporte adequado às famílias e indivíduos com TEA. Isso ressalta a necessidade urgente de investimentos em pesquisa e coleta de dados sobre o TEA no Brasil, para que possamos compreender melhor a sua prevalência, características e necessidades específicas da população autista brasileira. 

Infelizmente, no Brasil, essa falta de dados atualizados sobre o autismo tem impactos significativos em diversas áreas, desde a saúde até educação e inclusão social. A ausência de informações precisas dificulta a criação de políticas públicas eficazes, o planejamento de recursos e a promoção de uma sociedade mais inclusiva e acessível para os indivíduos autistas.  

Portanto, é crucial que haja um esforço conjunto entre instituições de pesquisa, órgãos governamentais e organizações da sociedade civil para preencher essa lacuna e garantir que todos os autistas recebam o apoio e os serviços de que precisam. 

Autismo e aprendizagem: desafios e soluções na Educação inclusiva com base em Neurociência 

O espectro do autismo é comumente mal interpretado como uma linha reta, porém, cada indivíduo é único, e essa visão linear não reflete a diversidade das experiências autistas. Cada pessoa autista ou neurodivergente, como também são chamadas, possui habilidades e enfrenta desafios significativamente diferentes em áreas como comunicação, interação social, interesses, comportamentos e processamento sensorial etc.  

Considerar o autismo além do azul, isto é, além da linearidade, possibilita reconhecer e incentivar a busca por um modelo mais inclusivo e personalizado de apoio e compreensão. 

Em entrevista, Márcia Grossi, doutora e professora titular do CEFET-MG, especialista em neurociências e com atuação no Departamento de Educação e no Programa de Pós-Graduação em Educação Tecnológica, compartilha com a FTD Educação os desafios e soluções na Educação, especialmente no contexto do autismo, e também discute o papel da neurociência nesse processo. 

Márcia Grossi destaca que um dos principais desafios enfrentados pelos pedagogos ao lidar com crianças com autismo em sala de aula, do ponto de vista neurocientífico, reside na formação dos professores. 

“Infelizmente, a neurociência cognitiva na área educacional não é uma realidade no Brasil, os cursos de Pedagogia não têm preparado os professores para o uso da neurociência nas suas práticas escolares”, relata Grossi.   

Uma pesquisa realizada em 2013 por Grossi et al. constatou-se que entre 352 cursos de Pedagogia no Brasil apenas 6,25% contemplavam as disciplinas de neurociência e correlatas.  Esta pesquisa foi repetida em 2018 por Grossi et al. e entre 1317 cursos de Pedagogia apenas 7,97% possuem disciplinas de neurociência e correlatas. Isso significa que mesmo após cinco anos pouca coisa mudou, e, por isso, continua a necessidade de mudança nas matrizes curriculares desses cursos. 

“E, falando especificamente dos estudantes com autismo, os professores também não têm sido preparados em sua formação para entender esses alunos” afirma Grossi.

Segundo ela, nos últimos anos, tem crescido o número de matrículas de estudantes com TEA em escolas regulares, o que considera um avanço, mas reforça que não significa inclusão e nem garante a aprendizagem.  

“Ainda há muitos desafios, como a adaptação das estruturas físicas das escolas regulares para receber esses estudantes, mudanças nas suas ações pedagógicas e em seus currículos e, formação continuada dos professores”, reforça Grossi. 

1. Quais são as demandas e as dificuldades enfrentadas pelos professores ao lidar com estudantes com autismo em sala de aula?  

As demandas e as dificuldades enfrentadas pelos professores ao lidar com crianças com autismo em sala de aula são complexas e exigem abordagens específicas para garantir uma Educação inclusiva e eficaz. A dra. Márcia Grossi, especialista em neurociências e Educação, destaca diversos desafios e propõe soluções para melhorar o suporte aos estudantes com autismo. 

A pesquisadora ressalta que “é preciso reconhecer e responder às demandas específicas das crianças com autismo em sala de aula, mas para isso é preciso resolver problemas, como a falta de capacitação profissional, seja na formação inicial ou na continuada; falta de conhecimento sobre as tecnologias assistivas e de métodos de intervenção; falta de profissionais de apoio ao professor dentro da sala de aula e a falta de um currículo funcional”. 

Para superar essas dificuldades, a pesquisadora enfatiza a importância de uma “mudança nas matrizes curriculares dos cursos de Pedagogia, incluindo disciplinas que preparem os professores para compreenderem como o cérebro funciona e como ele aprende para que o professor entenda a neurociência inclusiva e possa lidar com os diversos transtornos de aprendizagem (entre esses o TEA) em sala de aula”.  

A capacitação profissional é vista como fundamental por Grossi, pois permite que os professores desenvolvam estratégias adequadas para trabalhar com estudantes autistas e outros transtornos de aprendizagem, promovendo assim uma Educação mais inclusiva e eficaz para todos os estudantes. 

2. Qual é o papel dos educadores na identificação precoce de características do TEA em crianças e adolescentes, e como a neurociência pode apoiar esse processo?  

O papel dos educadores na identificação precoce de características do autismo em crianças e adolescentes é crucial para garantir intervenções eficazes e um desenvolvimento saudável. A neurociência desempenha um papel importante nesse processo, fornecendo conhecimentos sobre o funcionamento do cérebro e estratégias para estimular a neuroplasticidade, que é a capacidade do cérebro de se adaptar e mudar ao longo do tempo. 

Conforme Márcia Grossi, “em primeiro lugar, o professor deve estar capacitado para entender os diversos transtornos de aprendizagem (dentre esses o TEA). Caso contrário, fica difícil essa identificação precocemente. Mas partindo do princípio que o professor consiga identificar nos estudantes alguma característica de autismo, a primeira atitude é conversar com a coordenação da escola, com a neuropsicopedagoga da escola e com a família. Em seguida, acho importante orientar a família a encaminhar a criança ou o adolescente para uma avaliação para ter um diagnóstico com uma equipe especializada”. 

Enquanto aguardam o diagnóstico, os educadores podem adotar práticas pedagógicas que estimulem o desenvolvimento do estudante, com técnicas que provocam a neuroplasticidade a fim de estimular a criatividade e a atenção propondo atividades novas, fazer uso da técnica Análise do Comportamento Aplicada (ABA), promover atividades que ajudem no desenvolvimento das habilidades sociais e de iniciação da comunicação.  

A pesquisadora destaca ainda que, “a observação constante da criança ou do adolescente, a paciência e a empatia são aspectos importantes para o apoio adequado durante esse processo”.  

Assista ao vídeo sobre Educação Inclusiva: A formação de professores e as práticas pedagógicas no desenvolvimento do ensino como direito de todos. 

3. Como as diferenças individuais no cérebro das pessoas com autismo influenciam suas estratégias de aprendizagem e interação social, e como isso deve ser considerado no ambiente escolar?  

A dra. Márcia Grossi, explica que “as diferenças individuais no cérebro das pessoas com autismo podem influenciar estratégias de aprendizagem e interação social de várias maneiras: pelos processamentos sensoriais, visuais e de informação. Além disso, pela interação social, pela possibilidade da flexibilidade no processo de ensino e aprendizagem, por uma comunicação clara e direta e por ambiente escolares adequados que mantenham os estudantes confortáveis e focados na aprendizagem, que leve em consideração as diferenças sensoriais dos estudantes autistas, que tenham áreas de descanso tranquilas, que permitam o uso de fones de ouvido para reduzir estímulos sensoriais excessivos, por exemplo.  

Márcia Grossi ressalta que atrasos nos diagnósticos e nas intervenções adequadas, implicam em prejuízos no desenvolvimento desses estudantes. 

4. A pesquisa em neurociência pode ajudar a reduzir o estigma em torno do autismo e promover uma cultura mais inclusiva na Educação? 

O Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) é concebido como um transtorno do neurodesenvolvimento, caracterizado por diferenças significativas no funcionamento cerebral e na maneira como as pessoas processam informações e interagem com o mundo ao seu redor.  

Segundo a doutora e pesquisadora Márcia Grossi, a neurociência ajuda as pessoas compreenderem que todos nós temos um cérebro diferente.  

“Nós pensamos, organizamos as informações que recebemos do mundo exterior (e interior) e aprendemos de maneira e ritmos diferentes. Todos temos habilidades, aptidões e deficiências próprias. A neurociência também possibilitou o entendimento sobre o que é o autismo, como é o funcionamento do nosso cérebro, o qual possui danos estruturais corticais, o que leva a prejuízos no discernimento das situações do cotidiano e na linguagem, o que justifica o seu comportamento, ou seja, o autismo é um distúrbio no neurodesenvolvimento de um indivíduo e não um comportamento ligado a uma má educação. Assim, a ciência permite desmistificar conceitos errôneos e estereótipos sobre essa condição neurológica”. 

A pesquisa em neurociência permite que as pessoas compreendam as dificuldades e os desafios enfrentados por indivíduos com autismo de uma maneira mais empática e mais informada. Isso ajuda a criar uma cultura de aceitação e inclusão, onde as diferenças são valorizadas e respeitadas. 

Apesar de ainda estarmos avançando nas pesquisas no mundo todo, a literatura científica abarca estudos que refletem as possíveis singularidades que as pessoas com TEA podem apresentar tanto no seu dia a dia quanto a nível educacional.

Estas singularidades incluem uma variedade de características, como sensibilidade sensorial aumentada ou diminuída, padrões de comunicação atípicos, interesses intensos em áreas específicas, dificuldades na compreensão de emoções e na interação social, entre outros aspectos. Estas diferenças não apenas impactam a forma como as pessoas com TEA experimentam o mundo, mas também influenciam suas estratégias de aprendizagem e interação social. 

Ferramentas e tecnologias para apoiar a aprendizagem e o desenvolvimento de habilidades em estudantes com autismo  

As tecnologias e as ferramentas baseadas em neurociência estão desempenhando um papel fundamental no apoio à aprendizagem e ao desenvolvimento de habilidades em estudante com autismo.  

Estas inovações oferecem abordagens personalizadas e eficazes para atender às necessidades específicas desse grupo, promovendo a inclusão e maximizando o potencial de cada estudante.  

Segundo a pesquisadora Márcia Grossi, há diversas ferramentas que podem facilitar a aprendizagem de estudantes com TEA, por meio das tecnologias assistivas e, também, da Inteligência Artificial (IA), como:  

  • Dispositivos de Realidade Virtual (para criar ambientes virtuais seguros e controlados que ajudam os estudantes autistas a praticar habilidades sociais, resolver problemas e interagir com pares); 
  • Assistentes Virtuais e Chatbots (essas IAs podem responder a perguntas, oferecer dicas e orientações e, simular interações sociais para ajudar os estudantes autistas a praticar habilidades de interação social); 
  • Fones de ouvido com cancelamento de ruído; 
  • Sistema de Comunicação por Troca de Figuras – PECS (ajuda no desenvolvimento das habilidades sociais e de iniciação da comunicação, o Aplicativo Comunica (é uma ferramenta de comunicação alternativa e aumentativa que ajuda os estudantes autistas a expressarem suas necessidades, desejos e emoções por meio de imagens, texto e voz); 
  • A ferramenta Scala (para a produção de narrativas); 
  • O software Grid2 (é um software de comunicação aumentativa e alternativa, adaptável ao estudante). 

No contexto educacional, essas tecnologias proporcionam um ambiente mais inclusivo e acessível, onde os estudantes com autismo podem desenvolver suas habilidades de forma individualizada e progressiva. Elas também auxiliam os educadores ao fornecerem recursos e estratégias para atender às necessidades diversificadas desses estudantes, promovendo assim uma Educação mais eficaz e inclusiva para todos.  

Márcia Grossi reforça que, para fazer uso das ferramentas e das tecnologias de forma assertiva, é necessário que haja uma equipe de profissionais trabalhando em cooperação, de forma simultânea e integrada, cada um contribuindo com sua expertise específica para fornecer avaliação, diagnóstico, suporte psicológico às famílias e aos estudantes, além de oferecer sugestões de intervenções educacionais personalizadas.  

“Esta abordagem colaborativa e integrada é fundamental para promover o desenvolvimento social e emocional dos alunos autistas, facilitando sua aprendizagem e contribuindo para tornar o ambiente educacional mais inclusivo e acolhedor para todos”, conclui Márcia Grossi. 

Assista ao bate-papo com Fabiana Timm e Tamires Goulart sobre o TEA (Transtorno do Espectro Autista) e TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade) e as estratégias de ensino. 

Saiba quais são os direitos dos autistas 

Os direitos das crianças, dos adolescentes e das pessoas idosas são fundamentais para garantir uma sociedade inclusiva e justa. No caso das crianças e dos adolescentes autistas, é essencial destacar que eles possuem todos os direitos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente, conforme estabelecido pela Lei 8.069/90.  

Da mesma forma, os indivíduos autistas com 60 anos ou mais estão amparados pelo Estatuto do Idoso, regulamentado pela Lei 10.741/2003.  

Neste contexto, é crucial compreender e promover o respeito aos direitos das pessoas com autismo em todas as fases da vida, visando garantir sua plena participação na sociedade e o exercício de seus direitos fundamentais. 

Leis relacionadas ao Autismo

Lei 13.977/2020 – conhecida como Lei Romeo Mion:  

Lei Berenice Piana (12.764/12) – Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista: 

  • >>  Determina direitos como diagnóstico precoce, tratamento, acesso à Educação, proteção social e igualdade de oportunidades. 
  • >> Reconhece pessoas com TEA como pessoas com deficiência para efeitos legais. 

Legislações específicas e cotidianas: 

  • >> Lei 13.370/2016: Reduz a jornada de trabalho de servidores públicos com filhos com autismo
  • >> Lei 8.899/94: Garante a gratuidade no transporte interestadual para pessoas autistas de baixa renda. 
  • >> Lei 8.742/93: Oferece o Benefício da Prestação Continuada (BPC) para pessoas com TEA de famílias de baixa renda. 
  • >> Lei 7.611/2011: Regulamenta a educação especial e o atendimento educacional especializado. 
  • >> Lei 7.853/1989: Apoia pessoas com deficiência, integração social, atuação do Ministério Público e define crimes. 
  • >> Lei 10.098/2000: Estabelece critérios para a promoção da acessibilidade de pessoas com deficiência. 
  • >> Lei 10.048/2000: Prioriza atendimento de pessoas com deficiência e outros casos. 
  • >> Lei 14.624: Identifica pessoas com deficiências ocultas através do Cordão de Girassol. 

Símbolos de identificação do autismo: conheça seus significados 

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) engloba diferentes figuras como forma de conscientização. Confira! 

  1. Quebra-cabeça 

Esse é um dos símbolos mais reconhecidos do autismo, representando a complexidade e a variedade de características e habilidades dentro do espectro. 

  1. Fita de conscientização 

A fita é frequentemente usada como um símbolo de conscientização do autismo, especialmente no Dia Mundial do Autismo, em 2 de abril. A fita de conscientização tornou-se amplamente reconhecida como um símbolo de apoio e compreensão em relação ao autismo, aumentando a visibilidade e a conscientização sobre o distúrbio. 

  1. Cor Azul 

O azul é frequentemente associado ao autismo, sendo a cor principal usada em muitas campanhas de conscientização e eventos relacionados ao autismo. 

  1. Símbolo de Infinito da Neurodiversidade 

Este símbolo representa a diversidade e a variedade de diferentes neurotipos, incluindo o autismo, e é usado para promover a aceitação e inclusão de pessoas neurodivergentes. 

    

5. Girassol 

O girassol é frequentemente utilizado como símbolo do autismo devido à sua conexão com a luz solar. Assim como o girassol se volta em direção ao Sol para receber energia, as pessoas no espectro do autismo também podem ter necessidades específicas de ambiente e interação social para prosperar. Além disso, o girassol é conhecido por representar otimismo, força e resiliência, características importantes para indivíduos e famílias afetados pelo autismo. 

     6. Coração  

O coração simboliza amor, empatia e aceitação. No contexto do autismo, o coração é muitas vezes usado para promover a compreensão, o respeito e o apoio às pessoas no espectro e suas famílias. É um lembrete de que o amor e a aceitação são fundamentais para criar uma sociedade mais inclusiva e acolhedora para todos.

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Inclusão e diversidade: conheça filmes, séries, livros e quadrinhos que falam sobre autismo 

A representatividade e a inclusão em filmes, séries e livros têm se tornado cada vez mais relevantes, especialmente no contexto do autismo, buscando conscientizar sobre a importância da diversidade e da inclusão. 

Diversas produções cinematográficas, televisivas e literárias têm abordado o autismo de maneira sensível e inclusiva, contribuindo para ampliar a compreensão e a visibilidade das pessoas com autismo. 

  1. As aventuras de um cão chamado Petit (Livro)   

As aventuras de um cão chamado Petit, livro de Heloisa Prieto, lançado pela FTD Educação,  trata, com delicadeza e afeto, sobre temáticas como o autismo, a dificuldade de socialização e o bullying, além da importância da inclusão e do apoio às crianças com necessidades especiais.  

Conheça também a coleção Clássicos ao meu alcance, da FTD Educação em parceria com o Centro de Estudos Erickson, com abordagem inédita no Brasil, que traz histórias adaptadas para crianças com dificuldade de aprendizagem ou deficiência intelectual. Confira no vídeo a seguir. 

2. Atypical (2017) 

Outra produção que merece destaque é a série Atypical, da Netflix, que acompanha a vida de um adolescente autista, Sam, e sua jornada em busca de independência e aceitação. A série explora de forma realista as nuances do espectro autista e as experiências cotidianas daqueles que convivem com a condição. 

3. O estranho caso do cachorro morto (Livro) 

 Além disso, o livro O estranho caso do cachorro morto, de Mark Haddon, apresenta uma narrativa única por meio da perspectiva de um jovem com traços autistas, mostrando como ele enxerga o mundo e lida com os desafios do dia a dia. 

4. The Chosen (2019) 

 Embora não seja focada exclusivamente no autismo, esta série retrata a vida de Jesus Cristo e inclui um personagem autista chamado Mateus, interpretado por Taylor Nichols. A presença desse personagem traz uma representação positiva de uma pessoa autista na narrativa bíblica, destacando sua importância e sua contribuição para a comunidade ao redor de Jesus. 

5. Temple Grandin (2010) 

Este filme biográfico é estrelado por Claire Danes no papel de Temple Grandin, uma renomada especialista em comportamento animal e defensora dos direitos dos animais. O filme narra a vida de Temple, uma mulher autista, e suas lutas e suas conquistas ao longo de sua carreira e vida pessoal, mostrando como o autismo pode ser um aspecto enriquecedor e inspirador da identidade de uma pessoa. 

6. Tudo que quero (2017) 

O filme segue a história de uma jovem autista chamada Wendy, interpretada por Dakota Fanning, que tem o sonho de participar de um concurso de roteiro em Hollywood. A narrativa aborda as jornadas emocionais de Wendy, seu desejo de independência e autodeterminação, e as dificuldades que enfrenta devido às suas diferenças. 

7. Float (2019) 

Este curta-metragem da Pixar Animation Studios apresenta a história de um pai e seu filho autista, que descobre que pode flutuar no ar. A animação aborda temas de aceitação, amor incondicional e celebração das características únicas de cada indivíduo. 

8. The good doctor (2017) 

Esta série médica acompanha a vida e carreira de Shaun Murphy, um jovem cirurgião autista com síndrome de Savant. Interpretado por Freddie Highmore, o personagem de Shaun desafia estereótipos ao demonstrar suas habilidades excepcionais na medicina, enquanto enfrenta os desafios sociais associados ao autismo. 

9. Arthur e o Infinito (2010) 

Um filme brasileiro que aborda a história de Arthur, um menino autista de 10 anos que possui uma grande paixão pela astronomia. O filme retrata a jornada de Arthur em busca de seu pai e sua relação com o universo. 

10. Asperger’s Are Us (2016) 

Um documentário que segue a jornada de quatro amigos autistas que formam um grupo de comédia improvável chamado Asperger’s Are Us. O filme oferece uma visão única das experiências e das perspectivas desses comediantes autistas. 

11. Farol das orcas (2016) 

Um filme argentino baseado em uma história real sobre a relação entre um menino autista e um treinador de baleias. A história destaca o poder do vínculo humano-animal na vida do menino autista. 

12. Um mundo interior (2005) 

Um documentário que segue a jornada de quatro crianças autistas e suas famílias, oferecendo uma visão íntima das complexidades e dos desafios enfrentados por eles no dia a dia. 

13. Forrest Gump (1994)  

Embora não seja especificamente centrado no autismo, o personagem de Forrest Gump, interpretado por Tom Hanks, é frequentemente discutido na comunidade autista devido às suas características e seus comportamentos que lembram traços do espectro autista. 

14. Gilbert Grape – Aprendiz de sonhador (1993) 

Este filme segue a vida de uma família disfuncional, incluindo um irmão autista chamado Arnie, interpretado por Leonardo DiCaprio. A representação de Arnie levanta questões sobre o cuidado familiar e o impacto do autismo na dinâmica familiar. 

15. O contador (2016) 

Um thriller que apresenta um contador autista altamente habilidoso em matemática que também possui habilidades excepcionais em combate. O filme aborda temas de neurodiversidade e aceitação das diferenças. 

16. Tão forte e tão perto (2011) 

Um filme que segue um menino autista em sua jornada para desvendar um mistério relacionado ao seu pai, que faleceu no atentado de 11 de setembro. O filme retrata as lutas e as conquistas do menino enquanto ele navega pelo mundo ao seu redor. 

17. The a word (2016-2020) 

Uma série de televisão britânica que segue a vida de uma família cujo filho é diagnosticado com autismo. A série aborda os desafios e os triunfos enfrentados pela família enquanto eles aprendem a lidar com o diagnóstico e suas repercussões. 

18. Touch (2012-2013) 

Uma série de televisão que segue a história de um menino autista, com habilidades extraordinárias em matemática, e seu pai. A série explora o conceito de conexões humanas profundas e a importância da comunicação não verbal. 

19. Vida animada (2016) 

Um documentário baseado no livro de memórias de Ron Suskind, que narra a jornada de seu filho autista Owen e sua paixão por personagens animados da Disney. O filme destaca a capacidade única de Owen de se conectar com o mundo por meio da animação. 

20. Rain Man (1988) 

Um exemplo emblemático de filme que trata do autismo de forma tocante é Rain Man (1988), estrelado por Dustin Hoffman e Tom Cruise. O filme retrata a jornada de dois irmãos, sendo um deles autista, e aborda temas como as dificuldades de comunicação, os desafios emocionais e a relação familiar. 

21. Turma da Mônica – Quadrinhos 

Na edição número 51 da revista Turma da Mônica, um personagem autista ganhou destaque na capa. Criado em 2003, o menino André vem sendo cada vez mais presente nas histórias da Turma da Mônica, especialmente para promover uma maior compreensão das crianças com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), por parte das famílias.  

Edição de nº 51 da revista Turma da Mônica/ Foto: Divulgação/Way Comunicações 

A revista, intitulada “Tem lugar pra todo mundo nessa turma”, busca abordar a importância da inclusão e da diversidade na narrativa da Turma da Mônica. 

Conheça alguns cursos gratuitos para compreender mais sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) 

  1. Ministério da Educação (MEC): promove diversos cursos para quem deseja aprofundar seus conhecimentos em Atendimento Educacional Especializado para o Transtorno do Espectro Autista (TEA)
  1. Avasus: Capacitação em Análise do Comportamento Aplicada (ABA) voltada ao Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) para Pais, Cuidadores e Educadores. 
  1. Avasus: Capacitação multiprofissional em Análise do Comportamento Aplicada (ABA) voltado ao Transtorno do espectro do autismo (TEA). 
  1. UNA-SUS/UFMA: Curso de Atenção à Reabilitação da Pessoa com Transtornos do Espectro do Autismo
  1. Avasus: Nutrição da Criança Autista 

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