Depressão pós-parto
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Depressão pós-parto: quais os sintomas e tratamento?

Por FTD Educação

Estimativa de leitura: 5min 54seg

19 de maio de 2025

A depressão pós-parto é um transtorno que afeta mãe e bebê. Saber identificar os sintomas e buscar tratamento é essencial para superar a condição.

O puerpério é uma fase que pode reservar desafios. Cansaço, irritabilidade e ansiedade, por exemplo, são esperados. No entanto, esses sintomas, comuns às mães que acabaram de ter seus bebês, podem indicar uma condição que necessita de atenção: a depressão pós-parto.

Em linhas gerais, a depressão pós-parto pode se apresentar na forma de tristeza profunda. Entre outros sintomas estão humor deprimido, alteração de peso e falta de vontade de interagir e cuidar do bebê.

Não há uma causa única. Fatores físicos, emocionais e estilo de vida podem levar à condição, que atinge um número considerável de mães. Conheça as principais causas, sintomas e tratamentos da depressão pós-parto.

Causas da depressão pós-parto

Quando o assunto é depressão pós-parto, um ponto importante: é bastante comum. De acordo com pesquisa da instituição britânica Parent-Infant Foundation, uma em cada dez mães apresenta dificuldades em criar vínculos com o filho.

Além disso, não é possível apontar uma causa única para o transtorno, que pode acometer mães até quatro semanas depois do parto. 

Aliás, a depressão pós-parto, como indica o Ministério da Saúde, não atinge apenas as mulheres: de acordo com estudos, homens podem ter o transtorno, principalmente por sentirem que não têm capacidade prover ou de cuidar de um recém-nascido. 

Fatores como estilo de vida, aspectos físicos e emocionais, e transtornos mentais pré-existentes podem ser causas da depressão pós-parto. No entanto, na maior parte das vezes, o transtorno é causado pelo desequilíbrio dos hormônios, consequência natural do final da gravidez.

Outras causas incluem alimentação inadequada, insônia, isolamento e, até mesmo, falta de apoio da família.

Fatores de risco

Toda mãe está suscetível à depressão pós-parto. No entanto, há alguns fatores que podem aumentar o risco de desenvolver o transtorno. Entre eles estão gravidez que não foi planejada ou na adolescência, violência doméstica ou transtorno bipolar. Confira outros fatores de risco para a depressão pós-parto:

  • Histórico de depressão;
  • Traumas na gravidez ou no parto;
  • Questões financeiras ou familiares;
  • Limitações físicas;
  • Transtornos de humor;
  • Alcolismo, tabagismo ou uso de entorpecentes.

Apesar de existirem fatores de risco, as próprias oscilações hormonais que as mulheres sofrem nesse período ou até mesmo questões genéticas podem levar à depressão pós-parto.

Principais sintomas da depressão pós-parto

Os sintomas de depressão pós-parto podem variar de pessoa para pessoa. No entanto, entre os sintomas típicos estão a desmotivação perante à vida, não conseguir lidar com o dia a dia e melancolia diária.

Perder o interesse em atividades do dia a dia ou em algo que, antes do nascimento da criança, despertava interesse também é um sinal de alerta. Outros sintomas da depressão pós-parto são:

  • Ansiedade;
  • Irritabilidade;
  • Incapacidade de sentir prazer;
  • Sono conturbado;
  • Cansaço;
  • Desânimo;
  • Culpa;
  • Excesso ou falta de apetite.

Mulheres que sofrem de depressão pós-parto também podem ter dificuldade para amamentar ou criar um vínculo com a criança. Em casos extremos, pensamentos suicidas podem estar presentes.

Perder o interesse em atividades do dia a dia ou em algo que, antes do nascimento do bebê, despertava interesse é um sinal de alerta.

Formas de tratamento

O tratamento da depressão pós-parto deve ser feito individualmente. Afinal, apesar de sintomas em comum, cada caso é único. No entanto, em geral, a recomendação envolve antidepressivos e psicoterapia.

Além do acompanhamento psicológico, é essencial que a mãe tenha o apoio da família, do parceiro e de amigos. Ter uma rede de apoio faz toda a diferença para o sucesso do tratamento.

Há profissionais com especialização no tratamento de depressão pós-parto. O Sistema Único de Saúde (SUS) também conta com recursos para apoiar as mães que sofrem com essa condição.

O tratamento é feito de forma individualizada, no entanto, também podem ser recomendados terapia com hormônios, práticas para fortalecimento dos laços entre mãe e bebê, além de presença de ajuda externa para apoiar a paciente na rotina.

Quando procurar ajuda?

É muito importante saber diferenciar depressão pós-parto de tristeza ou, até mesmo, certa melancolia após nascimento do bebê. Não é incomum que, após ter a criança, a mãe sofra com irritação, tristeza, vontade de chorar sem motivo e não tenha tempo de qualidade com a criança.

Esse quadro de deve a mudanças hormonais e a expectativa é que melhore quando os hormônios se estabilizam no organismo, o que acontece com a produção do leite materno.

No entanto, se até o final da segunda semana de vida do bebê a mãe não melhorar de sua condição ou, então, se sentir triste o tempo todo, sem desfrutar de nenhum momento de alegria ou satisfação, procurar ajuda pode ser necessário.

Como ajudar?

Irritabilidade; ansiedade; insônia, sono em excesso, falta de libido; culpa, desânimo e, até mesmo, pensamentos suicidas estão entre os possíveis sintomas da depressão pós-parto.

Ao perceber que o quadro se prolonga para além do primeiro mês de vida do bebê, é possível que a mãe recente esteja acometida com o transtorno. Nesse sentido, a melhor forma de ajudar os pais é buscar tratamento médico imediato.

Quando não tratada, a doença pode causar grandes prejuízos para a interação entre mãe e bebê, dificultando a criação de vínculo afetivo e a amamentação.

Estar presente como rede de apoio é essencial para apoiar quem está passando por esse desafio. Além de dar tempo para a mãe cuidar de si, com o apoio de terapia e medicamentos, ao fazer parte da rotina da família também é possível garantir que os cuidados com a criança não estão sendo negligenciados.

A doença é um desafio enfrentado por muitas mães recentes. Diferentemente da tristeza e desequilíbrio emocional causados pela oscilação hormonal, esse transtorno precisa de atenção.

Nesse sentido, é essencial buscar tratamento médico para, assim, superar esse desafio e conseguir criar o tão sonhado vínculo com o recém-nascido. A rede de apoio faz toda a diferença nesse momento.

Se você sofre com a depressão pós-parto ou conhece alguém que esteja passando por isso procurar auxílio quanto antes faz a diferença.

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