A maternidade pode ser difícil, mas com uma rede de apoio, fica mais leve. Entenda a importância desse suporte para ter mais qualidade de vida.
Quando pensamos em maternidade, logo vem à cabeça a imagem de uma mãe cuidando do seu filho com amor e dedicação. Mas por trás de todo esse cuidado, existe um sistema invisível que sustenta essa jornada: a rede de apoio materna.
Não é difícil imaginar como seria difícil, ou até impossível, dar conta de tudo sozinha. A verdade é que ser mãe é uma tarefa cheia de altos e baixos, e ter pessoas ao seu lado fazendo parte dessa caminhada faz toda a diferença.
Entenda mais sobre o que é uma rede de apoio materna, como funciona e por que, mais do que nunca, ela é importante para ajudar as mães a atravessarem os desafios diários de criar e educar seus filhos.
O que é uma rede de apoio materna?
Rede de apoio materna é um conjunto de pessoas que oferece suporte emocional, físico e prático para uma mãe durante a gravidez, o pós-parto e os primeiros anos de vida da criança.
Geralmente, inclui pessoas próximas e de confiança, como familiares e amigos, além de profissionais que oferecem suporte especializado, como pediatras, enfermeiras e terapeutas.
A importância da rede de apoio materna se torna ainda mais evidente quando se observa a realidade de muitas mulheres no nosso país. Segundo uma pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV), o Brasil tem mais de 11 milhões de mães solo, ou seja, mulheres que criam os filhos sozinhas.
Como a rede de apoio colabora com a maternidade?
A maternidade pode ser cansativa e solitária. Ter pessoas com quem contar traz um alívio enorme, além de permitir que a mãe divida as responsabilidades e, por consequência, recupere um pouco da sua energia e do seu bem-estar.
Apoio emocional
Ser mãe é uma experiência intensa, com sentimentos que vão do amor absoluto ao cansaço extremo, tudo ao mesmo tempo. Ter alguém para desabafar, que entende as dificuldades e está ali para ouvir sem julgamentos, faz um bem enorme.
Ajuda prática
Nada mais precioso para uma mãe do que alguém que ajuda nas tarefas do dia a dia. Pode ser preparar uma refeição, ajudar a arrumar a casa ou ficar um tempo com o bebê enquanto a mãe tira um cochilo ou faz algo para si mesma.
Orientações
Quando se é mãe de primeira viagem, tudo parece um grande mistério. Pessoas mais experientes, que já passaram por situações semelhantes, podem compartilhar dicas importantes. Uma avó, uma amiga ou outra mãe com mais bagagem pode dar conselhos sobre os cuidados com o bebê.
Quando contar com uma rede de apoio?
Embora a ideia de pedir ajuda nem sempre seja fácil, é importante reconhecer os momentos em que ter alguém por perto faz toda a diferença. Vamos ver em quais situações a rede de apoio materna se torna quase indispensável.
Logo após o parto
No período logo após o parto, a mãe está se recuperando fisicamente e se ajustando à nova rotina, e o bebê demanda atenção o tempo todo. Nesses primeiros dias e semanas, é interessante ter alguém da rede de apoio que ajude com tarefas básicas, como preparar uma refeição, organizar a casa ou até segurar o bebê para que a mãe descanse um pouco.
Nos dias de cansaço extremo
Tem dias em que o cansaço é tanto que até as tarefas mais simples parecem montanhas. Noites mal dormidas e o acúmulo de atividades podem acabar com a energia de qualquer mãe. Quando o esgotamento bate, contar com a rede de apoio é essencial.
Durante os picos de desenvolvimento do bebê
O desenvolvimento dos bebês passa por picos e fases que trazem novas demandas, e isso pode ser bem cansativo para os pais. Durante os saltos de crescimento, quando o bebê fica mais exigente, ou nas fases de dentição, em que o choro e o desconforto aumentam, esses períodos exigem mais energia e paciência.
Emergências
Imprevistos acontecem, e ter uma rede de apoio confiável nesses momentos faz toda a diferença. Pode ser uma febre inesperada do bebê, uma consulta médica urgente ou qualquer situação que precise de uma ajuda extra.
Segundo uma pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV), o Brasil tem mais de 11 milhões de mães solo, ou seja, mulheres que criam os filhos sozinhas.
Como construir uma rede de apoio materna?
Confira algumas dicas para construir essa rede com pessoas que realmente estejam dispostas a apoiar.
Converse com familiares e amigos próximos
As relações familiares e os amigos geralmente são o ponto de partida natural para uma rede de apoio. Conversar abertamente com eles ajuda a entender como cada um pode se envolver e quando está disponível para ajudar.
Faça amizades com outras mães
Estar em contato com outras mães, principalmente aquelas que estão em fases parecidas com a sua, é uma ótima forma de ampliar sua rede. Grupos de mães no bairro, parquinhos e até redes sociais são ambientes em que você pode conhecer outras mulheres que também valorizam essa troca.
Peça ajuda sem medo
As pessoas ao seu redor muitas vezes querem apoiar, mas não sabem como. Quando você comunica do que precisa de maneira direta, fica mais fácil para elas entenderem e contribuírem.
Como ser também rede de apoio de outra mãe?
Compreender que todas as mães têm desafios semelhantes e oferecer aquela mão amiga é o que faz dessa experiência algo especial. Quando uma mãe percebe que não está sozinha, tudo fica um pouco mais fácil, e ela sabe que pode contar com você quando as coisas apertarem.
Se você conhece outra mãe, uma das melhores maneiras de fornecer essa sensação de segurança é ouvir. Muitas vezes, o que uma mãe mais precisa é desabafar, falar sobre as coisas do dia a dia sem medo de julgamentos.
Outra forma de ser apoio é estar disponível de verdade, mesmo que seja para pequenas coisas. Por exemplo, mandar uma mensagem perguntando como foi a noite passada com o bebê, ou até oferecer-se para cuidar das crianças um pouco para que ela tenha um tempo para si.
Como evitar a sobrecarga materna?
A gente sabe que ser mãe é incrível, mas ninguém revela muito a parte pesada da coisa — aquela sensação de estar sobrecarregada o tempo todo.
É fácil cair na armadilha de querer dar conta de tudo sozinha, mas a verdade é que ninguém precisa (nem deve) ser uma “supermãe” o tempo todo. Evitar a sobrecarga materna começa com pequenas atitudes e com a ideia de que é ok precisar de ajuda.
Uma dica é aprender a dizer “não” de vez em quando. Isso vale para compromissos sociais, atividades extras e até para aquelas pequenas demandas que vão se acumulando. Cada “não” que você diz abre espaço para um “sim” para você mesma, para descansar, cuidar da sua saúde mental ou apenas ter um tempinho de sossego.
Fica claro que a rede de apoio materna não é apenas uma ajuda extra, é uma rede de segurança que oferece sustentação nos momentos mais difíceis. Ela permite que a mãe tenha o suporte necessário para equilibrar as demandas de cuidar de uma criança e ainda preservar sua própria saúde e seu bem-estar.
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