Família

Autoestima das crianças: importância e como desenvolver

Por FTD Educação

Estimativa de leitura: 5min 50seg

18 de setembro de 2024

A construção da autoestima das crianças é fundamental para o desenvolvimento de futuros adultos saudáveis e autoconfiantes. Veja mais!

Cultivar a autoestima das crianças contribui, no longo prazo, para comportamentos individuais e sociais mais positivos. Em geral, aquelas que apresentam uma boa autoestima tendem a gerenciar melhor as adversidades e frustrações.

Uma autoestima positiva, por exemplo, promove confiança, resiliência e a capacidade de enfrentar desafios, além de estimular a curiosidade e o aprendizado. Já a baixa autoestima pode levar a inseguranças, dificuldades sociais e problemas emocionais. Diante disso, é imperativo que pais e educadores apoiem e reforcem a autovalorização desde cedo.

É sobre isso que trataremos neste artigo. A seguir, entenda melhor o conceito de autoestima, os tipos que existem, importância desse aspecto na vida de crianças e adolescentes e como desenvolver essa capacidade. Boa leitura!

Afinal, o que é autoestima?

Antes de dar continuidade ao desenvolvimento do tema, é importante definir a autoestima. É a maneira como você se percebe e se estima. Essa concepção está ligada à sua opinião sobre si, abrangendo habilidades, qualidades e falhas.

Em outras palavras, a autoestima é a percepção individual e dinâmica do próprio valor formada a partir de experiências, relações e autoconhecimento. Ela funciona como uma “bússola interna” que orienta nossas escolhas, motiva nossas ações e afeta a maneira como interagimos com o mundo.

Quais são os tipos de autoestima?

Em geral, as pessoas acreditam que só existem dois tipos de autoestima: a alta e a baixa. No entanto, há teóricos que apontam a existência de até quatro tipos distintos — a boa, a alta, a baixa e a frágil. Falaremos de cada uma a seguir!

Autoestima boa

Iniciaremos pelo tipo que todos almejamos. A boa autoestima é o termo utilizado para descrever quem se sente bem consigo mesmo, suportando tanto o mundo interno quanto o mundo externo.

As pessoas com boa autoestima ainda sentem, sim, os erros e as críticas, mas, ao contrário das demais, não se deixam abalar e tendem a transformar as adversidades em aprendizado.

Autoestima alta

Muitos acreditam que esse é o “melhor tipo”, mas, em alguns casos, uma autoestima alta pode se tornar um grande problema. Afinal — embora não seja uma regra —, pessoas com essa característica podem ser orgulhosas, egoístas e arrogantes, desconsiderando as demais com as quais convivem. Trata-se do oposto da baixa autoestima.

Autoestima baixa

Esse, provavelmente, é o tipo mais abordado atualmente. Aqueles que têm características ligadas a uma baixa autoestima tendem a enfrentar dificuldades em se avaliar e construir autoconfiança.

Inclusive, normalmente, essas pessoas têm personalidades altamente punitivas e mais rígidas, o que as impede de viver uma relação mais saudável com elas mesmas.

Autoestima frágil

As pessoas com uma autoestima frágil, de modo geral, aparentam ter boas habilidades interpessoais e boa autoconfiança. Entretanto, o enfrentamento de qualquer situação que abale essa crença as faz decair, por existir uma necessidade de reconhecimento pelos demais à sua volta.

Qual é a importância da autoestima para o desenvolvimento de crianças e adolescentes?

A autoestima é determinante para o desenvolvimento saudável e positivo das crianças. Por meio dela, podemos auxiliar os jovens a crescer e a se tornarem adultos autoconfiantes. Afinal, a infância é a fase em que começamos a formar a nossa identidade, e as percepções que temos de nós mesmos e dos outros.

O mesmo vale para os adolescentes., já que a adolescência é uma etapa na qual os jovens procuram intensamente aceitação, identificação e validação. Trata-se de um período marcado por incertezas, descobertas e rápidas mudanças físicas.

Durante esse estágio da vida, os hormônios afloram e podem, até certo ponto, intensificar sentimentos de atração ou rejeição, além de aumentar as pressões relacionadas aos estudos e à carreira. Essas transformações têm um impacto considerável na saúde mental dos jovens, potencializando o surgimento de questões ligadas à autoestima, e à autoconfiança.

Autoestima infantil

Como ajudar no desenvolvimento da autoestima das crianças?

Estimular a autoestima desde a infância é saudável. Certas atitudes e abordagens podem contribuir para esse processo, permitindo que as crianças aprendam tanto com seus erros, quanto com seus acertos. Mas como efetivamente fazê-lo? Isso é possível por meio de ações direcionadas para esse objetivo, conforme comentamos a seguir.

Faça elogios

Elogios e demonstrações de carinho são essenciais para a autoestima de crianças e adolescentes. Acredite, faz toda a diferença enfatizar o quanto elas são valiosas e amadas. Além da aparência, é importante expressar alegria por suas atitudes positivas. Celebre suas conquistas, e reconheça seus esforços.

É por meio de mecanismos como esses, que ajudamos a fortalecer a autoestima e a manter a motivação e a confiança dos jovens. São gestos que podem ser simples para você, mas significar muito para uma criança ou adolescente.

Às vezes, crianças e adolescentes expressam pensamentos negativos sobre si mesmos. Nessas situações, é recomendável conversar com eles e tentar compreender as razões que os fazem ter essa autoimagem depreciativa.

Não faça comparações

Comparar uma criança com irmãos, primos ou colegas, pode ser muito prejudicial para o seu desenvolvimento. É fundamental que ela compreenda que cada pessoa é única e que não existe ninguém melhor ou pior do que o outro. As facilidades que um colega pode ter em uma área específica não significa que ela também deva tê-las.

Portanto, elogie quando apropriado e corrija quando necessário, evitando comparações. Assim a criança compreenderá que as suas ações não servem para compará-la com os outros, mas para contribuir para o seu crescimento pessoal.

Ensine as crianças a lidar com as emoções

Lidar com emoções nem sempre é fácil, mesmo para nós, adultos. No entanto, ensinar as crianças a gerenciarem seus sentimentos desde cedo, pode ajudá-las (e muito!) a se sentirem mais seguras em relação a elas mesmas. O desenvolvimento socioemocional oferece recursos que auxiliam na superação dos desafios da infância.

Portanto, é importante ensinar a criança a lidar com frustração, alegria e decepção. Respeite também seus sentimentos e emoções sem julgamentos, mostrando que você valoriza as palavras dela.

Neste artigo, vimos a importância da autoestima das crianças e dos adolescentes e o quanto a construção da autoconfiança e da autovalorização faz a diferença no desenvolvimento. Portanto, comece desde já a aplicar as dicas que trouxemos e ajude os seus filhos a se tornarem adultos saudáveis e emocionalmente equilibrados!

A leitura deste artigo foi produtiva? Que tal compartilhá-lo em suas redes sociais para disseminar a importância da construção da autoestima das crianças?

O que achou dessa matéria?

O que achou dessa matéria?

Clique nas estrelas

Média da classificação 0 / 5. Número de votos: 0

Nenhum voto até agora! Seja o primeiro a avaliar este post.

mais recentes
Ebook: Saberes e práticas do Ensino Religioso: unidades temáticas do Ensino Religioso na BNCC.
Conteúdo formativo

E-book – Saberes e práticas do Ensino Religioso: Unidades temáticas do Ensino Religioso na BNCC

Família

Saúde mental das crianças nas férias: 9 atitudes que fortalecem o bem-estar infantil

Saúde mental das crianças nas férias: 9 atitudes que fortalecem o bem-estar infantil

brincadeiras nas férias
Família

15 brincadeiras para as férias com as crianças: diversão, vínculo e desenvolvimento longe das telas 

brincadeiras nas férias

15 brincadeiras para as férias com as crianças: diversão, vínculo e desenvolvimento longe das telas 

Silêncio, som e descanso: por que o professor precisa reaprender a ouvir nas férias?
Conteúdo formativo

Silêncio, som e descanso: por que o professor precisa reaprender a ouvir nas férias? 

Silêncio, som e descanso: por que o professor precisa reaprender a ouvir nas férias?

Silêncio, som e descanso: por que o professor precisa reaprender a ouvir nas férias? 

Olá! Que bom ter você conosco! :)

O Conteúdo Aberto oferece gratuitamente conteúdos com curadoria pedagógica para estudantes, escolas e famílias.
Para ter acesso aos melhores conteúdos, efetue seu login ou cadastro:

Olá! Que bom ter você conosco! :)

O Conteúdo Aberto oferece gratuitamente conteúdos com curadoria pedagógica para estudantes, escolas e famílias.
Para ter acesso aos melhores conteúdos, efetue seu login ou cadastro:

Olá! Que bom ter você conosco! :)

O Conteúdo Aberto oferece gratuitamente conteúdos com curadoria pedagógica para estudantes, escolas e famílias.
Para ter acesso aos melhores conteúdos, efetue seu login ou cadastro: